quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Fala x Comunicação


“Do mesmo modo também o Espírito nos ajuda na fraqueza; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inexprimíveis.”
(Romanos 8:26)

Estamos super felizes com o quanto nosso filho está crescendo e se desenvolvendo. Ele repete tudo que a gente fala ou canta. Estamos tentando associar o que falamos e ele repete a situações para que ele possa repetir para facilitar a comunicação em casa.
E estamos nos divertimos muito. Quando estamos saindo, eu peço pra ele repetir: “Papai, ‘bora?” Ele repete: “Papai, bua?” Quando acabamos de tomar banho; “Papai, tomou banho?” Ele repete: “Papai, boboban?” Esses dias, conversando com o avô, avó e tia na webcan (olha como esse menino é tecnológico!), falamos pra ele repetir: “vovó, já papou?”. Ele repete “bobó,bapapu?”, “Vovô, já tomou banho?” Ele repete: “Bobô, boboban?”. Aí, os avós perguntam: “E você, já papou?” Aí, eu tenho que dizer pra ele: “Já papei”, ele repete: “Bapapei.” É muito engraçado. A gente ri, faz cócegas nele e ele repete ainda mais.

Aí, as pessoas falam: puxa, ele está falando! Sim, está repetindo tudo que falamos, mas não há comunicação efetiva. Sabemos que não há comunicação efetiva, porque a fala não é algo originado por ele, nem representa uma resposta de pronta iniciativa. E, porque ele só repete o que falamos. Por exemplo: ele pode acabar de almoçar/jantar e não fala “bapapei”. E, se perguntarmos, ele não vai responder assim, SÓ SE NÓS FALARMOS E PEDIRMOS PRA REPETIR.

Tivemos mais uma prova uma noite dessas que ainda precisamos trabalhar a comunicação. Meu filho começou a se encolher, se mexer, 5h da manhã. Acordei com ele se mexendo. Ele acordou resmungando e me abraçava. Abraçava, dormia, acordava, chorava, resmungava, mexia, dormia... muito complicado.

Quando ele acordou de verdade, eu perguntava pra ele onde estava dodói. Ele não dizia nada, só chorava. Não apontava, não dizia absolutamente nada. Depois, começou a bater no pai dele. Peguei-o então e sentei na poltrona e o abracei. Aí, percebi que os movimentos dele eram por causa de desconforto na barriga (mãe tem essas coisas, né? Descobre dor só por causa do movimento! Se nós mamães conseguimos entender, imagina Deus, que nos conhece muito mais, se não sabe entender o que precisamos!). Fiz massagenzinha na barriguinha dele e ele voltou a dormir.

Temos certeza que nosso filho entende o que falamos, em relação a ordens simples, mas ele ainda não consegue responder a esses estímulos. Então, por mais que ele esteja falando, a comunicação entre a gente ainda não está em um nível bem estabelecido. É muito importante que nós papais e mamães possamos diferenciar a fala de comunicação.