sábado, 30 de junho de 2012

Resolvendo as mordidas



Então a nossa boca se encheu de riso e a nossa língua de cântico; então se dizia entre os gentios: Grandes coisas fez o SENHOR a estes.
Grandes coisas fez o SENHOR por nós, pelas quais estamos alegres. 
Salmos 126:2-3
Há um tempo atrás, eu passei aqui falando que meu filho estava me mordendo e eu não sabia o que fazer (veja aqui como estavam as coisas.).

Mas, quando meu filho começou a dar beijos (veja o dia que ele começou), pensei em ensiná-lo a substituir as mordidas por beijos. E não é que deu certo?

Toda vez que meu filho me dava uma mordida, eu virava pra ele e falava: Dá beijinho! E, ele começou a parar de morder e dar beijinhos. Claro, ainda há muitas mordidas, mas já consigo pegar a mordida ‘no ar’ e pedir beijinho... Eu tenho curtido muito essa transição das mordidas para os beijos...

Ainda não entendi o porquê das mordidas, mas entendi perfeitamente que as mordidas não era briga, nem birra, nem ataque... era simplesmente carinho...

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Começando a terapia



Um ao outro ajudou, e ao seu irmão disse: Esforça-te. 
Isaías 41:6
Amanhã o Garotão vai pra segunda sessão de terapia com a neuropsicóloga. Ele teve a primeira sessão há duas semanas, e ainda não sei qual é a base da terapia. Meu filho foi agraciado com a participação num projeto universitário de psicologia que trabalha com intervenção em crianças autistas menores de 6 anos.

Mas, a primeira sessão foi muito legal, principalmente porque pude fazer um paralelo com as sessões de diagnósticos. Nas sessões de diagnósticos, eu tinha que ficar brincando com o meu filho durante 50 minutos na sala de ludoterapia. Era muito difícil, pois o meu filho não me dava atenção.

Na terapia eu senti que muita coisa tinha mudado. Consegui brincar com o meu filho lá... foi tão bom! Ele respondia, brincava, conversava comigo, respondia aos meus estímulos, totalmente diferente da terapia... como o meu filho vem evoluindo! Foi engraçado quando a neuropsicóloga resolveu assumir a parte dela, deu dó... Ele sempre vinha pra mim.

Aí, veio mais uma surpresa gostosa:  ele se interessou pelo quadro negro. A neuropsicóloga providenciou o giz. O moleque começou a riscar o quadro, e o mais impressionante, deu nome aos riscos! Chamava de bichos que ele costuma ver no Bebê Mais Bichos! Incrível, não é?

Quero conversar com a neuropsicóloga pra saber exatamente qual a linha que ela está seguindo. Também quero ter oportunidade de compartilhar situações que temos passado em casa para ter orientações em como resolver (principalmente as birras autodestrutivas... terríveis!). E, amanhã tem mais!

A importância da parceria com a escola


E consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e ás boas obras, 
Hebreus 10:24
Dias atrás tive um pequeno desentendimento com a pedagoga da escola do meu filho. Acho que não posso dizer que foi um desentendimento. Só que a pedagoga vinha falando coisas que eu não estava gostando... Na verdade, ela só falava uma coisa: o Garotão estava dormindo na sala de aula.

Desde o início do ano ela vinha falando sobre isso. Ela dizia que a medicação o estava deixando sonolento. Eu protestava que não fazia sentido, já que em casa pra ele dormir de tarde é quase uma apoteose! Então, eu dizia que a culpa era da escola que não conseguia mantê-lo com interesse nas atividades. Então pensávamos que quando chegasse a estagiária que daria a atenção especial, ele pararia de dormir em sala de aula.

Finalmente a estagiária chegou e começamos a observar as diferenças: o garotão realmente tinha passado a dormir menos na sala de aula, pelo menos era o que a professora, a estagiária e a apoio relatava que ele tinha diminuído o tempo de sono, mas sempre precisava de uma soneca. Enquanto a equipe da sala comemorava o tempo que ele não dormia, a pedagoga me cobrava o fato dele ainda dormir na sala de aula. Dizia que ele ia pra escola e perdia tempo, até pensou na possibilidade de mudá-lo de turno. Incomodada com tanta cobrança, marquei uma reunião com a professora pra saber exatamente o que andava acontecendo.

Nesse ínterim, o Garotão falou a primeira palavra na escola (cliquei aqui pra ler como foi), mas ainda vigorava a importância de se dormir na escola.
Então, tomei a iniciativa de marcar uma reunião com a professora. A reunião foi boa, porque tanto a professora, como eu compartilhamos muito o que o Garotão anda aprendendo na escola e aprendendo em casa.

A grande surpresa da reunião foi vermos que o Garotão tem aprendido sim na escola, mas mostra tudo em casa. Nem a professora e nem a pedagoga tinham ciência disso. Alem do mais, vimos a diferença que a estagiária tem feito no dia a dia dele na escola. Ela tem sido mais que um apoio, mas tem mantido ele ligado na aula, levado-o a fazer as atividades propostas. Sem contar, que o garotão agora só tira uma soneca de meia hora, e depois, está pronto pra arrasar.

Por mais que pareça chato ficar na escola, perguntando, falando, marcando reunião, faz um bem enorme pra gente e pra equipe da escola esses encontros e o retorno que damos fortalece todos nós.

sábado, 23 de junho de 2012

Pulando de alegria...



Puxa, estou tão empolgada!! Nosso garotão tem tantos avanços para relatar que estou até sem tempo de passar aqui pra contar... são tantas novidades!! Foram duas semanas bem intensas de tantas coisas novas.


A primeira novidade: nosso garotão começou a pular tirando os dois pés do chão. Na verdade, do pula-pula. Foi até engraçado, porque eu estava em meio a uma reunião do ministério infantil de nossa igreja, que estava sendo realizada na sala das crianças de 4 a 8 anos (a sala das crianças tem brinquedos: escorregador, pula-pula, etc). Enquanto nos reuníamos, o Garotão brincava. Foi quando eu olhei e vi que ele tirava os dois pés da lona ao mesmo tempo. Foi difícil comemorar no meio da reunião, né? Mas, eu chorei de alegria (discretamente, mas chorei!).

Outra novidade: O Garotão falou pela primeira vez em sala de aula. Pois é... foi uma festa e tanto, tanto pra mim, como para os professores. Quando fui pegá-lo na escola, todos os educadores que lidavam comentavam o fato dele ter falado pela primeira vez em sala de aula. Foi uma festa na escola toda! Fiquei impressionada! Foi algo simples: a professora de educação física pediu pra ele guardar o material na caixa, e o Garotão repetiu: “Caixa”. A todos vibraram! Além disso, ele está bem alegre, falador e risonho em sala de aula.

E, para encerrar essa lista de novidades, ele teve a iniciativa de comer sozinho na casa dos avós paternos. Foi tão engraçado! Estávamos todos conversando na mesa, e ele se estressou com o atraso da colher e resolveu começar sozinho. Todos na mesa pararam para parabenizar esse grande passo do Garotão. O mais impressionante, foi ele resolver passar à frente com a colher, sem pegar direto coma mãozinha... Que delícia!!!
Com tanta alegria, tanta novidade, tanta coisa linda, Deus fez voltar ao meu coração uma música, que é a música que embalou o namoro meu e do meu marido, que se chama “Para Sempre, Fiel”. E a parte que me fez pensar esses dias:

“Meu coração, muitas vezes, questionou o Seu agir,
Mas, para sempre, Ele é Fiel, a mim!”

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Vivendo entre irmãos



Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união. 
Salmos 133:1
No feriado de Corpus Christ, viajamos para São José dos Campos, para a Conferência Inspire. Fomos apenas eu, meu filho e minha mãe, junto com a galera da igreja. Eu estava muito preocupada pois estava indo sem o meu marido... e eu nunca viajei assim, pra tão longe, sem o meu marido. Em minha cabeça vinham milhares de preocupações: onde ficar, onde comer, como seria lidar com CE sem o pai, e, a maior preocupação de todas: como meu filho reagiria a uma nova rotina, afinal, estava saindo de uma infecção intestinal... coisas demais acontecendo. Para minha cabeça. E, para mim, a maior preocupação era: onde é que vamos ficar.

Mas, o Senhor está sempre à frente, né? Ele separa servos especiais, anjos, para cuidar de nós. Chegamos à tarde na igreja e só ficamos sabendo onde iríamos ficar no início da noite. Incrível como ao nos vermos, nós já sabíamos. Eu e o meu filho já tínhamos visto o casal e eles nos visto, antes de sermos apresentados e a conexão se firmou. Quando fomos apresentados, parecia que não era nem mais surpresa.

Fomos tão bem cuidados! Não dá nem pra contar aqui como aquela família linda cuidou de nós... Meu filho se sentiu logo em casa: não chorou, não fez birra, e, logo entrou na rotina da família. E o melhor, ele fez uma amizade gostosa com o filho do casal. E, nos surpreendeu dando um beijo no rosto do novo amiguinho.

Foi um final de semana incrível, de muito aprendizado e uma amizade que ficará por toda vida... E, nosso garotão, na volta, sentiu saudades do amiguinho e ficou chamando por ele na volta pra casa...

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Confiarei

Tem tanta coisa acontecendo por aqui... viagens, terapias, novidades... e ainda tenho que terminar de relatar o diagnóstico, não é?
Enquanto isso, deixo uma música para reflexão, que está sendo a música do dia... Deus tem feito coisas incríveis por aqui....
Voltarei em breve!!!


Confiarei
Eduardo e Silvana

Tudo coopera para o bem
E às vezes não vemos como pode ser
Surpresas que a vida reserva a nós
Não irão surpreender a Deus

Nosso Pai sabe o que é melhor
Mas seu caminho não é o meu
E se a tristeza chegar
E ninguém se importar
Que eu possa então me lembrar

Deus é tão sábio para enganar-se
Deus é tão bom, não falhará
E quando eu não entender
Quando eu não o ver
nem sua mão perceber
Confiarei

Ele conhece o futuro
E o guarda em suas mãos de amor
Nossa esperança está em Deus
Segurança Nele achei

Incomparável é seu amor
Nos guiará em paz
E como o oleiro está moldando-nos
Pra um dia sermos como Ele é

Ele tão somente é fiel
Ele sabe o que é melhor pra mim
E quando eu não entender
Quando eu não o ver
Nem sua mão perceber
Confiarei


domingo, 3 de junho de 2012

Quando chega a hora de Deus



Tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito debaixo do céu. 
Eclesiastes 3:1
Prosseguindo com a história de todo o diagnóstico:
Depois que lemos o prontuário, chegamos à conclusão que tudo era culpa da anestesia geral. Estávamos tranqüilos, pois agora era esperar a consulta com o neuro e aguardar o que daríamos de estímulo pro meu filho voltar a crescer como todas as crianças.
Então, chegou o mês de setembro. Eu estava com viagem marcada... iria para o Acampamento da MCA (Mulheres Cristãs em Ação – da UFMBB). Eu estava animada e ansiosa porque seria a primeira vez que eu viajaria sem o meu garotão. Ele ficaria em casa com o pai. Mas a semana anterior à viagem foi um tormento.

Foi uma sequencia de pesadelos, meu filho ficou dodói... parecia que não era para eu ir ao acampamento. Na quinta feira, levei o meu filho ao pediatra por causa da gripinha.
Como eu estava sem pediatra (eu iria ‘experimentar’ uma nova pediatra) eu resolvi contar tudo pra ela. Ela começou fazendo um histórico do meu filho e, durante a anamnese perguntou se ele já teve alguma intercorrência. Eu disse que não. Ela perguntou como foi o parto e eu respondi: “ele nasceu apagado porque eu tomei anestesia geral”. Então, ela ‘brigou’ comigo: “E você diz que não teve nenhuma intercorrência? Por que você não contou isso?” Então eu contei que ninguém nunca tinha falado que isso era importante.
Então senti confiança em dizer que ele não falava, que ele tinha reações muito fortes quando ficava decepcionado, que era apegado à rotina e que na escola quase não interagia. Então ela falou: “Alguém já te falou de autismo?” Foi então que eu percebi que o autismo não era algo da minha cabeça, que tinha mais coisa pra procurar e que eu realmente teria que esperar até outubro, quando estava marcada a consulta com a neuropediatra.

Fiquei triste, mas não arrasada. E, apesar de tanta coisa contrária, fui ao acampamento da MCA. Meu coração ficou na mão todos os dias, de saudades do garotão, do meu marido.
Nesse acampamento tem uma caixinha onde nós depositamos os nossos pedidos de oração. Pela primeira vez em toda a minha vida de MCA, eu resolvi escrever e colocar o meu pedido de oração. Aí, comecei a ver Deus trabalhando (não que Ele não estivesse, o problema é que só quando Ele nos abre os olhos é que conseguimos ver.)

O acampamento começou na sexta, e no sábado, tive uma palestra sobre educação de filhos com uma psicóloga. Após a palestra sentei com ela e desabei. Contei para ela o que eu estava sentindo, o que tinha acontecido. Assim, ela começou a me orientar sobre o que fazer.

Meu deu o telefone de uma clínica de psicologia, me deu uma lista de materiais para pegar e levar para a primeira consulta com o meu filho. Recomendou que eu pegasse um relatório dele na escola, que filmasse a rotina dele, que até filmasse ele na escola.  Eu não sabia, mas esse foi apenas o primeiro milagre que o Senhor estava preparando para nós.