sábado, 22 de março de 2014

Um aninho!



Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.
Romanos 11:36

Essa semana tem sido uma delícia de (re)viver. Estamos quase que fazendo as mesmas coisas que fizemos há um ano atrás, nas vésperas da chegada da Princesa. Estamos novamente na preparação de mais um Congresso de JCA...
E, a emoção da chegada da Princesa, a emoção da chegada do seu primeiro aninho se mistura com toda a ansiedade pela véspera do evento... E, torna tudo ainda mais empolgante.
Eu não posso dizer que a Princesa chegou para nós só há um ano, porque o brilho dela, o milagre dela chegou exatamente antes de sabermos que estávamos com ela no ventre. Passei essa última semana toda lendo como a vida estava e como ela nos transformou... Como ela me ensinou principalmente a confiar e descansar em Deus...
A Princesa foi mais uma prova do Grande Amor de Deus. Mais uma prova de que Deus está conosco, Deus é Conosco, sim, Deus Conosco! Como um bebê, tão lindo, tão pequeno, tão frágil pode nos ensinar tanto?
E, a grande pergunta: como ela, tão incrível, tão delicada, pode ser muito mais eficaz no desenvolvimento e evolução do Garotão? Nessa releitura desse ano vivido, pude observar o grande salto que ele deu, por causa dela e por ela.
Além de tudo, apaixonei em ver uma menina linda, já com personalidade forte, que já sabe o que quer. Que ama o irmão de uma forma incrível e o quer sempre ao seu lado. Que quer papai e mamãe só pra ela, e ainda puxar o irmão junto pra não dividir com ninguém. Uma Princesa que anda pelas ruas como uma miss, sempre acenando e atirando beijos, esbanjando simpatia e conquistando a todos que passam por perto...
E, claro, viver num mundo verde e amarelo, de uma futura Mensageira do Rei, que logo, logo, mamãe vai ensinar a divisa, os ideais, o pacto e o hino, não, é?
Sim, essa Princesa veio revelar de uma forma fantástica que o Senhor é e sempre será Conosco!
Princesa: amanhã seu dia será bem corrido, aliás, o meu desejo é que o Congresso seja o seu grande presente de aniversário. Afinal, ano passado você não foi, não é?
Que mamãe e papai saibamos como cuidar de você, bem precioso de Papai do Céu para nós. Que Papai do Céu nos ajude a te guiar no caminho dEle, que possamos te mostrar que todas as coisas são por Ele e para Ele. E que agora você já glorifica o Nome dEle ainda na inocência, mas logo você estará glorificando-o em plena consciência!

Feliz Aniversário, Princesa!
Mamãe, Papai e Garotão te amamos!!!

quinta-feira, 20 de março de 2014

Smash the Fruit, o Ensaio


Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus.


O aniversário de 1 aninho da Princesa está chegando! Estamos correndo com muita coisa, além do aniversário dela. Claro, com o Congresso também (quem lembra a correria do Congresso e o nascimentodela?).
Na época que o Garotão fez 1 aninho, não fizemos nenhum ensaio fotográfico com ele. Mas eu não queria deixar de fazer com a Princesa... Sabemos que a onda pra 1 aninho é o Smash the cake, mas eu sou meio radical: não quero que minha filha prove açúcar antes de 1 ano... então fizemos um Smash the Fruit.
Foi uma ocasião muito legal. Parecia um piquenique. Primeiro foi o desafio de achar as frutas mais lindas, mais coloridas e mais gostosas. Essa tarefa ficou a cargo do papai. Depois, achar as roupinhas, lacinhos que a Princesa usaria... Aí, mamãe foi junto. Depois, fomos para o parque em que faríamos as fotos. A grande fotógrafa foi minha irmã, que conseguiu fotos lindas da Princesa e do Garotão.
Era pra ser bem divertido... mas logo no início cometemos um erro. Deixamos as frutas bem ao alcance da mão da Princesa... ela correu pra pegar a manga antes de arrumá-la... Resultado? Quem conseguia tirar a manga da mão dela? Ninguém!! Não tinha como, viu? Mas aí, tiramos... e ela ficou emburradinha até o fim da sessão de fotos... Ela queria muito a manga dela. Não adiantou dar bonecas... nada! Tudo o que ela queria era a manga! Hehehehe...
Então, como nenhum sorriso saía com ela com as bonecas, resolvemos armar o piquenique. Ah, aí, sim, ela se esbaldou. A cada fruta que ela pegava era uma festa! Melancia, laranja, banana, goiaba, mamão, coco e até kiwi! Ela comeu muito...
Ah, não só ela... mamãe, papai e Garotão também nos esbaldamos (falei com marido: nunca vi frutas tão docinhas!). Garotão fez fotos lindíssimas! Além de experimentar todas as frutas que usamos no ensaio. Depois de tanto bagunçar com as frutas, a Princesa e o Garotão foram se divertir no parquinho. Só assim que o sorriso da Princesa voltou.
As fotos ainda estão sendo triadas e tratadas, essa é apenas uma pequena prévia...

Descobri que fazer piquenique é uma coisa muito legal e que podemos fazer mais vezes com os dois... não necessariamente com câmera, mas que foi divertido, isso foi!

terça-feira, 18 de março de 2014

Garotão Entra em Campo com Cristo pelas Nações

Todas as nações virão à tua presença e te adorarão
Apocalipse 15:4


Domingo (16.03.14) foi um dia muito especial. Garotão (4 anos 9meses) fez participação especial na Campanha de Missões Mundiais. No domingo anterior, a Ministra de Educação Cristã Infantil já tinha nos anunciado que ele iria participar: iria na frente do templo, junto com os coleguinhas para orar, vestido com uma roupinha característica do Japão. Depois, ele  iria em cada sala do culto infantil (berçário e primários) para fazer o momento especial de oração também. Sabíamos que o maior desafio na verdade, era colocar a faixinha na cabeça dele.
Então, o domingo à noite chegou. Desde a hora do banho, enquanto colocávamos a roupinha do Garotão pendurada no cabide ele começou a manifestar a sua ansiedade. Pulos e estereotipias à toda, risos descontrolados... dava pra perceber o nervosismo e ansiedade dele. Nós também estávamos bem ansiosos.
Quando ele ficou prontinho, banho tomado e roupinha mudada (mas mamãe, papai e irmãzinha ainda nada prontos), ele já foi apagando as luzes, desligando a TV e pegando a chave para sair. Tivemos que dar uma ajuda para que ele entendesse que ainda faltava tempo pra sair. Quando estávamos todos prontos, fomos pro carro e ele continuava numa agitação linda de se ver.
Ao chegar na igreja, fomos para a salinha para mudar a roupinha nele. Primeiro desafio: convencê-lo a trocar de roupa. Inicialmente ele se recusou a trocar. Então, tiramos a camisetinha (que colocaríamos por baixo, pro tecido não incomodar) e ele aceitou a roupinha na boa.
Depois, o segundo e grande desafio: colocar a faixinha. Essa foi difícil. Coloca, tira, coloca, tira...  até que falamos fizemos o roteiro de quanto tempo ele teria que ficar com a faixinha: “Garotão, a gente vai subir pro templo, você vai ficar com a tia, depois vai orar lá na frente, depois vai orar na salinha dos grandes e no berçário aí depois você tira.” E não é que o Garotão aceitou a faixinha?
Depois, o terceiro desafio: ele subiu com a tia para o templo, ficou com ela até a hora da oração com as crianças para descer para o culto infantil. Só que ele me viu e quis ficar comigo! Falei para ele ir ficar com a Tia... e aí, ele ficou à vontade... começou a fazer o gestinho de oração: juntou as mãozinhas na frente do rosto e começou a pular (sim, ele não consegue orar quietinho) e depois desceu pra salinha. No berçário, tirou mil fotos com os coleguinhas. Depois ele foi pra sala dos maiores e a grande surpresa: ele orou lá na frente! Claro, mamãe falou e ele repetiu! Não em voz tão alta, mas orou, na frente de todos os coleguinhas... Quase chorei...
Depois de toda essa participação especial, Garotão foi e trocou a roupinha de japonês pela roupinha dele normal...
Estamos super orgulhosos dele, afinal, ele já está em Campo, com Cristo, pelas nações!!!
Parabéns, Garotão!!!!

terça-feira, 11 de março de 2014

Quando bater é uma boa notícia



Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens.
Romanos 12:18


Essas férias com o Garotão foram  pura alegria e diversão. Já viajamos, já passeamos, mas estamos de volta para as terapias e tudo... e, fevereiro e março, as aulas já estão de volta.
Um dos desafios que tivemos com o Garotão que começou no ano passado, foi sobre o relacionamento dele com a Princesa. No início, tudo era lindo, eles eram apaixonados um pelo outro, mas de repente, o choro dela começou a perturbá-lo. E, inicialmente, sempre que ela chorava, ele se autoagredia (no caso, ele batia a cabeça na parece, no sofá, enfim, em qualquer coisa que estivesse perto). Comentamos com os terapeutas dele e a orientação era ajudá-lo a achar uma forma dele lidar com esse incômodo. Para os terapeutas, provavelmente o choro pra ele devia causar uma sensação não só de barulho, talvez de dor, de incômodo que ele não conseguia lidar.
Bom, para nossa surpresa, ele realmente conseguiu um jeito diferente de lidar com esses gritos: batendo na irmã. Gente, que cruel! Sempre que ela gritava, ele batia nela... E, batia forte. Eu tentava protegê-la e ele corria atrás... E, quando não conseguia alcançá-la, ele tentava agarrá-la e machucava mesmo...
Já aconteceu de estarmos no carro, ela começar a chorar, e ele se soltar do cinto de segurança e começar a bater nela. Foi tenso! Meu marido parou o carro para que eu fosse sentar atrás, no meio dos dois enquanto tentava acalmar a Princesa e ao mesmo tempo segurar as mãos do Garotão.
O pior de tudo é que, mesmo em ambientes abertos, como no parquinho, e mesmo estando longe dele, era só ouvir um choro da Princesa, que ele vinha correndo para bater nela...
Tentamos castigo, recompensa, tentamos de tudo e nenhum resultado...
Eu já estava ficando muito triste, sem saber o que fazer, como fazer e nenhuma dica dos terapeutas estava ajudando quando aconteceu um fato. Ele estava no parquinho e um coleguinha começou a chorar. Resultado: ele correu para bater no coleguinha.
Ufa! É, exatamente, alívio! Não é exatamente a irmã que causa o incômodo nele. É o barulho de choro mesmo! Outro dia, na própria clínica, uma menina autista começou a gritar e ele, na sala do Terapeuta Ocupacional, começou a bater a cabeça na mesa.
Ainda não sabemos como ajudá-lo a vencer esse incômodo e como não deixar que ele bata na irmã (ela sofre!). Uma das dicas é aula de musicalização infantil. Estamos meio enrolados, mas já conseguimos o contato de uma pessoa que é referência em musicalização e musicoterapia aqui em nosso estado.
E, continuamos orando para que esse incômodo seja atenuado e que ele consiga vencer mais essa dificuldade.

sábado, 8 de março de 2014

E o Remo se foi...

Dou graças ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vós,
Filipenses 1:3

Fico pensando como uma coisinha tão pequena ocupa um espaço tão precioso em nossa vida...
O Remo chegou em nossa casa quando o Garotão fez dois aninhos. Foi uma festa. Ele amou o bichinho. Claro, não gostava muito de pegar, mas adorava quando o Remo brincava na bola...
O nosso hamster chegou bem pequenininho, parecia uma coisinha tão delicada, tão indefesa... E tínhamos até medo de deixá-lo sozinho na gaiola... tínhamos medo do frio, dele não sobreviver... Enfim, nos apegamos bastante.
O Garotão gostava tanto de brincar com ele na bola, que a bola quebrou. O Remo passeou pelas casas dos avós e tios do Garotão e da Princesa. Deu um susto nos tios, quando fugiu da gaiola e se escondeu embaixo da cama...
E o Remo cresceu. Virou um Hamster Sírio Obeso... ficou gordão... lindo! E, compramos uma casinha bem maior pra ele... Colocávamos a comida em andares diferente pra ele fazer ginástica. Compramos outra bola, e agora, para brincar também com a Princesa... que também se apaixonou pelo bichinho... Ia na casinha dele, batia até ele aparecer. Ele aparecia e ela ria muito... Corria atrás dele na bola, tentava pegar...
E, não sabíamos que o tempo passava rápido demais pra ele... Sentíamos que ele estava ficando mais cansado, mais triste... mais quieto... e, no dia que a Princesa adoeceu, ele se aquietou demais... simplesmente deitou no porãozinho...
Eu senti que algo estava errado, mas não consegui pensar em outra coisa... Afinal, a Princesa estava bem dodói... Saímos correndo pro PS... E, quando voltamos... ele já havia partido.
Senti muito, muito mesmo... E aí veio a dúvida: como dar essa notícia para o Garotão? Como contar pra ele que não teríamos mais o Remo???
Quando ele chegou da escola, pegamos o Remo e colocamos numa caixinha... juntamos o Garotão e a Princesa e falamos:
“Vamos dar tchau pro Remo? Acabou o Remo! Não tem mais Remo!”
Demos tchau todos juntos e nos despedimos...
Garotão não procura mais pelo Remo, mas a Princesa ainda vai no cantinho onde fica a casinha. Eu ainda não tive tempo de guardar a casinha do Remo... então a saudade bate ainda mais forte...
Então, agradeço muito a Deus por ter deixado o Remo conosco por esses dias. Agradeço a titia que deu esse presente gostoso pros pequenos (sendo que na época, era só pra um... hehehehe)... Como os dois cresceram com esse bichinho...
E, assim, novamente digo: Tchau, Remo!!!!

sexta-feira, 7 de março de 2014

Gastroenterite


Como já contei para vocês, a Princesa (11 meses) passou por um perrengue em fevereiro. Tudo por causa de uma gastroenterite que, segundo os médicos que ela passou, era viral.
A Gastroenterite é uma doença que pode ser causada por vírus, bactérias, verminoses e até mesmo por toxinas ou substâncias estranhas. Geralmente, a pessoa pode apresentar vômitos, diarreia, dores abdominais ou febre. Ou pode apresentar um dos sintomas ou tudo junto. Ou pode ser um episódio ou vários episódios. Pode ser num curto espaço de tempo ou pode ser muitos episódios em um curto espaço de tempo. Às vezes a pessoa pode apresentar todos esses sintomas e não necessariamente estar com uma gastroenterite. Pode estar com uma dengue por exemplo.
Quando eu trabalhava na Vigilância Epidemiológica do meu município, sempre que tínhamos muitos casos de diarreia/vômito numa região, nós, os agentes de saúde, éramos acionados para procurar um motivo para esse ‘surto’ e tentar cortar a contaminação. Então, uma coisa interessante de uma gastroenterite é que quando uma pessoa começa... pode-se esperar que as pessoas ao redor talvez iniciem os sintomas num período próximo.  A não ser que seja uma gastroenterite bacteriana (quando é dado antibiótico), a única forma de tratamento é cuidado com os sintomas e evitar a desidratação.
Estou falando tudo isso porque nessa gastroenterite da Princesa eu aprendi muito e percebi o quanto o sistema de saúde é tão focado em amenizar sintomas do que cura ou prevenção.
Na primeira vez que fomos ao pronto socorro (PS) a única coisa que a médica fez foi passar o soro e remédio intravenoso e dizer: “Ah, é uma gastroenterite viral, tá cheio disso aqui. Vou só passar isso e isso e você vai pra casa”. Não houve recomendação, nem alerta, nem nada... Fiquei a noite inteira seguindo recomendações da equipe de enfermagem (muito atenciosa por sinal) informando que a Princesa ficaria no soro até que fizesse xixi (o que só foi acontecer às 7h da manhã). E, quando tive alta, a médica não veio conversar comigo, deu alta para a pequena mesmo ela apresentando diarreia.
Não tivemos orientação quanto a sinais de desidratação (tive que pesquisar em casa), nem de caso de risco, nem em que situações deveríamos retornar e nem mesmo de cuidados básicos... nenhuma orientação.
Fiquei com saudades dos tempos de vigilância. Em que situações de aumento de casos desses, íamos nas casas, orientávamos sobre os riscos, sobre sinais de desidratação. Era feita uma busca sobre a origem da contaminação. Era feita pesquisa de qual era o agente etiológico (mesmo que por amostragem). Era acionado a vigilância sanitária...
Quando voltamos novamente ao PS por causa da diarreia, tivemos um pouco mais de orientação quanto aos sinais de desidratação, mas nenhuma investigação, nada de nada. Então, com a orientação de amigas virtuais, fomos em busca de um diagnóstico mais realista. Foi então que achamos uma pediatra que foi um pouco mais atenciosa e medicou específico para a virose dela (nem todo vírus tem medicação específica! Geralmente tem que esperar mesmo passar os sintomas e cuidar da desidratação!). E, assim que entrou com a medicação específica, os sintomas começaram a amenizar.
Logo depois, a Princesa começou a tossir e fomos a outro pediatra (acho que passamos por 4 pediatras diferentes nesses 10 dias), que falou que era virose e a recomendação foi de antibiótico. Antibiótico para virose??? Até comprei o antibiótico, mas depois de estudar a bula, os sintomas da Princesa, resolvi não dar...
Toda essa situação me deu uma angústia muito grande, não só pela doença da Princesa, mas também por causa de tantas dúvidas, tanta falta de orientação, orientações contraditórias... Tive saudades dos tempos em que podíamos ouvir o médico e dizer que ele estava 100% certo... Infelizmente, vivemos uma época que temos que ir além do conhecimento do dia-a-dia, temos que estudar para definir se aceitamos ou não o tratamento receitado... Isso cansa, viu?

Bem dizia o Pregador...
Porque na muita sabedoria há muito enfado; e o que aumenta o conhecimento aumenta a tristeza.
Eclesiastes 1:18

quarta-feira, 5 de março de 2014

A Importância do Aleitamento Materno quando o bebê está doente


E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom;
Gênesis 1:31

Não tem coisa mais preciosa para um bebê doente que o aleitamento materno. A cada susto que passamos com os bebês (lembro também quando o Garotão mamava), percebo o quanto o fato de serem amamentados são cruciais para a recuperação deles.
Nessa última vez que a Princesa (11 meses) adoeceu (contei aqui), o meu maior desespero foi quando ela colocava até o leite materno para fora. Se não fica nem o leite materno, o que é que ficaria no estômago dela?
Quando fomos para o Pronto Socorro, a médica recomendou que ela não mamasse até que desse ao menos 20 minutos após a aplicação da medicação venosa. Foi o momento mais doloroso para mim. Afinal, como consolar a Princesa depois de tantas furadas para achar a veia?
Foram apenas 20 minutos... E ela voltou a mamar. E, em meio a tantas crianças com os mesmos sintomas, ela era a única que conseguia aceitar alguma alimentação, no caso, o peito. E, graças a Deus, depois da medicação, o leite materno (LM) começou a ficar no estômago.
E, o que eu mais ouvia no repouso do PS, enquanto ela e várias outras crianças estavam no soro por causa da gastroenterite viral era: “Graças a Deus, ela mama! Porque, pelo menos ela está se alimentando! Aqui, o meu filho não consegue nem beber água!”
Durante os 10 dias, apenas a Princesa aceitou apenas o Leite Materno e um pouquinho de água. Nada de comida, nada soro... apenas Leite Materno. Foram 10 dias de novo Aleitamento Materno Exclusivo... E, mesmo assim, a Princesa perdeu quase um quilo.
Por isso, eu sempre digo  quanto é importante manter o bebê no peito mesmo após os seis primeiros meses exclusivos... Isso não garante que o bebê não vai adoecer, mas garante que a recuperação dele será muito, muito melhor do que se não estivesse no peito.
Aleitamento materno, mesmo depois dos seis meses, é tudo de bom!


terça-feira, 4 de março de 2014

O Garotão é um Irmãozão!


"e para a hora da angústia nasce o irmão."
Provérbios 17:17


Durante esses dias que a Princesa (11 meses)  esteve doente (contei aqui), estivemos muito preocupados com o Garotão (4 anos 9 meses). Nossa atenção esteve totalmente voltada para a Princesa e não sabíamos com o Garotão estaria encarando esse ‘abandono’.
Claro, ele sentiu bastante. Mas, mesmo em meio a tantas dificuldades, ele se mostrou ajudador, solícito e, principalmente, cuidadoso com a mamãe e com a irmã.
Sempre que a irmã vomitava, ele mesmo, sem que eu pedisse, corria e pegava um pano de chão ou uma fraldinha para limpar. E, chegava perto, e tentava enxugar. Quando eu sentava para amamentar (a Princesa passou o período todo quase que em amamentação exclusiva), ele corria na geladeira e pegava água para mim.
E, quando precisava ficar na casa dos avós para levarmos a Princesa ao médico, ele simplesmente ia. Na primeira noite que o deixamos com os avós, foi só falarmos que ele iria dormir com a vovó, ele correu, tomou banho sozinho, foi na gaveta, pegou a roupinha e ainda ajudou a juntar o que ele deveria levar para dormir lá.
Apesar de todas as manifestações de ciúmes, não posso deixar de destacar como ele é um irmãozão, do quanto ele cuidou de mim e da irmã para que ela retornasse firme e forte...

A impressão que tenho é que, a cada luta, a cada problema que passamos é um degrau para que o Garotão cresça, para que ele também vença as suas barreiras e evolua ainda mais. 

segunda-feira, 3 de março de 2014

Depois da noite... O dia!!!


 O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.
Salmos 30:5



Estou afastada do blog há bastante tempo... Passamos por um período muito pesado, muito difícil. Acho que não tem coisa pior pro coração de uma mãe ver o filho doente...
Bom, tudo começou na terça feira, dia 18 de fevereiro. Tínhamos ido para a reunião de pais na escolinha do Garotão (4 anos 9  meses). Voltamos pra casa e íamos nos arrumar para levar as crianças na casa dos avós paternos.
Meu marido foi pra rua resolver algumas coisas e eu fui arrumar a Princesa (11 meses) para ficar bem mais linda do que ela já é. Então, após deixá-la toda linda e arrumada, a surpresa: vômito.
Não dei muita atenção, nem me preocupei. Pensei que poderia ser um desconforto normal, já que ela estava bem animada. Fomos então para a casa dos meus sogros.
Chegando lá, a Princesa brincou, comeu e ... vomitou. Bom, aí o meu alerta ligou. O almoço foi todo. Voltamos para casa e ela começou a piorar. Mama, vomita, mama, vomita... Que luta! Nada ficava no estômago dela. Quando meu marido voltou da faculdade, deixamos o Garotão na casa dos meus pais (o comportamento do Garotão durante essa tribulação merece um post especial) e fomos direto com ela para o pronto socorro.
A Princesa já estava desidratada. A pediatra já entrou com remédio contra vômitos e soro... Passamos a noite no pronto socorro... Para termos alta, era preciso que a Princesa fizesse um xixi, pelo menos... E, a noite inteira e nada... E, ainda no PS, ela começou com diarreia.
Mesmo com a diarreia, a Princesa teve alta. Fiquei aliviada de sair do PS, mas preocupada porque a menina ainda não tinha melhorado e também preocupada porque meu marido iria embarcar naquela noite.
Com os remédios intravenosos, o vômito passou, mas a diarreia ia ficando cada vez pior. E, para complicar ainda mais,sempre que dávamos ou soro ou algum remédio oral, a Princesa vomitava. Assim, meu marido decidiu que não iria embarcar e ficou conosco em casa para aguentarmos juntos tudo isso.
No dia seguinte, não teve jeito: diarreia líquida, intensa, voltamos ao PS e a Princesa ficou no soro de novo... Afinal, ela estava perdendo muito líquido por causa da diarreia. E, de novo,ela teve alta sem melhorar.
Com a ajuda de algumas amigas virtuais (virtuais? Para mim, elas são mais que reais!), fomos orientados a buscar  um diagnóstico, um exame, porque a perda hídrica estava muito alta.
Deixamos o PS e fomos atrás de um outro médico. Como que por um milagre, conseguimos um encaixe com uma pediatra que mesmo muito fora de seu horário nos atendeu com muito carinho e passou um remédio específico para a virose que estava causando tanto dano à Princesa.
Corremos, começamos com a medicação e não tivemos jeito: meu marido teve que viajar para embarcar. Acabei ficando com minha dupla em casa.
Achei que tudo estava certinho, caminhando para melhorar... e eu peguei a virose da Princesa... Estar doente e com filha doente é cruel, viu? Fui para casa dos meus pais para conseguir ao menos dormir para não vomitar... Ao fim do dia, o enjoo havia reduzido, mas eu não consegui comer muita coisa. Passei uns 6 dias a pão, suco e ovo (eram as únicas coisas que ficavam no meu estômago).
E, quando nós finalmente achamos que a Princesa estava melhorando... Ela começa com uma tosse tão intensa, tão intensa que volta a vomitar. Ai, tristeza!!! Foi mais uma noite de tensão. Dessa vez deu para ficar em casa, pois ela já tinha consulta na unidade de saúde do bairro.
E, o saldo de tanto dodói: a nossa Princesa perdeu quase um quilo...
E, quinta-feira, quase 10 dias de virose, vimos a Princesa melhorar. O principal sintoma da melhora dela, foi ela ter voltado a comer... aliás, atacar o prato de comida do irmão!!!
Hoje, a Princesa está bem. Ainda não sei o quanto ela está pesando, e a tosse ainda persiste. Mas ela está mamando, bem, está comendo bem melhor (até ataca a geladeira), bebendo água e a tosse é esparsa.
Eu? Ainda meio “mareada” (como diz o meu marido), mas estou comendo direitinho. Me sinto forte pra cuidar da minha dupla.

Foi uma grande, grande luta... Foi uma noite que durou 10 dias... Mas, graças a Deus a Princesa está restaurada. Graças a Deus, o Garotão não adoeceu! E, é muito, muito bom estar com a minha dupla de volta as artes e bagunças do dia a dia!!!!