terça-feira, 11 de março de 2014

Quando bater é uma boa notícia



Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens.
Romanos 12:18


Essas férias com o Garotão foram  pura alegria e diversão. Já viajamos, já passeamos, mas estamos de volta para as terapias e tudo... e, fevereiro e março, as aulas já estão de volta.
Um dos desafios que tivemos com o Garotão que começou no ano passado, foi sobre o relacionamento dele com a Princesa. No início, tudo era lindo, eles eram apaixonados um pelo outro, mas de repente, o choro dela começou a perturbá-lo. E, inicialmente, sempre que ela chorava, ele se autoagredia (no caso, ele batia a cabeça na parece, no sofá, enfim, em qualquer coisa que estivesse perto). Comentamos com os terapeutas dele e a orientação era ajudá-lo a achar uma forma dele lidar com esse incômodo. Para os terapeutas, provavelmente o choro pra ele devia causar uma sensação não só de barulho, talvez de dor, de incômodo que ele não conseguia lidar.
Bom, para nossa surpresa, ele realmente conseguiu um jeito diferente de lidar com esses gritos: batendo na irmã. Gente, que cruel! Sempre que ela gritava, ele batia nela... E, batia forte. Eu tentava protegê-la e ele corria atrás... E, quando não conseguia alcançá-la, ele tentava agarrá-la e machucava mesmo...
Já aconteceu de estarmos no carro, ela começar a chorar, e ele se soltar do cinto de segurança e começar a bater nela. Foi tenso! Meu marido parou o carro para que eu fosse sentar atrás, no meio dos dois enquanto tentava acalmar a Princesa e ao mesmo tempo segurar as mãos do Garotão.
O pior de tudo é que, mesmo em ambientes abertos, como no parquinho, e mesmo estando longe dele, era só ouvir um choro da Princesa, que ele vinha correndo para bater nela...
Tentamos castigo, recompensa, tentamos de tudo e nenhum resultado...
Eu já estava ficando muito triste, sem saber o que fazer, como fazer e nenhuma dica dos terapeutas estava ajudando quando aconteceu um fato. Ele estava no parquinho e um coleguinha começou a chorar. Resultado: ele correu para bater no coleguinha.
Ufa! É, exatamente, alívio! Não é exatamente a irmã que causa o incômodo nele. É o barulho de choro mesmo! Outro dia, na própria clínica, uma menina autista começou a gritar e ele, na sala do Terapeuta Ocupacional, começou a bater a cabeça na mesa.
Ainda não sabemos como ajudá-lo a vencer esse incômodo e como não deixar que ele bata na irmã (ela sofre!). Uma das dicas é aula de musicalização infantil. Estamos meio enrolados, mas já conseguimos o contato de uma pessoa que é referência em musicalização e musicoterapia aqui em nosso estado.
E, continuamos orando para que esse incômodo seja atenuado e que ele consiga vencer mais essa dificuldade.