segunda-feira, 27 de março de 2017

Por Igrejas Exemplo na Inclusão

"Cuidado para não desprezarem um só destes pequeninos! Pois eu lhes digo que os anjos deles nos céus estão sempre vendo a face de meu Pai celeste."
Mateus 18:10 - Bíblia JFA Offline


O dia 02 de abril é considerado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo,  e esse ano cai exatamente num domingo.
Normalmente, as associações que representam os autistas fazem caminhadas, manifestações para divulgar o Autismo. E, esse ano quero fazer um desafio para que as igrejas aproveitem que a data e divulguem a conscientização dentro (ou fora) dos seus templos.
Talvez você esteja se perguntando porque estou focando​ as igrejas esse ano e o que as igrejas tem a ver com o Autismo... Vamos lá.

Primeiro: porque a data cai exatamente num domingo. É tradição entre os cristãos estarem reunidos em seus templos nesses dias, e nada melhor do que aproveitar que tem tanta gente reunida para promover a inclusão.

Segundo: Vocês tem ideia de quantas famílias (principalmente mães) deixam de frequentar as igrejas que faziam parte quando o Autismo começa a dar os primeiros sinais? Por mais que as igrejas digam que recebem bem as crianças autistas, a verdadeira inclusão vai além do discurso. A família vai à igreja com a criança. As estereotipias são barulhentas e de muita movimentação. A família não fica à vontade no momento dá reunião e leva a criança para fora e não consegue participar. Depois de uma terceira tentativa, é melhor ficar em casa com a criança.
Ah, você pode pensar, mas a minha igreja tem "salinha"! Mas essa mãe acaba ficando quase que o culto inteiro na sala com a criança. Às vezes, o comportamento da criança é considerado um empecilho para a realização das atividades pelos professores e, novamente, a família para de frequentar a igreja.

Terceiro: você sabe se na sua igreja tem crianças/adultos com autismo? A incidência atual de autismo é de 1 para cada 52 crianças com Autismo. Se há mais de cinquenta crianças na sua igreja e nenhuma com Autismo, vale a pena se perguntar o porquê. Por que essas crianças não estão frequentando sua igreja? Será que as famílias se sentem à vontade de ir com seus filhos para os seus encontros? Há ambiente para receber essa crianças?

Por esses motivos é que desafio às igrejas a buscarem conhecimento sobre o Autismo (e outras deficiências) e promoverem a conscientização e inclusão. As igrejas deveriam ser exemplo, afinal, o seu Mentor é o principal exemplo de inclusão. Aproveitem o próximo domingo e apresentem o Autismo à sua comunidade!!!

domingo, 15 de janeiro de 2017

Nasceu de novo

Era noite. Após brincar muito no parquinho, Princesa vai tomar o seu banho: lava o cabelo, passa sabonete. Depois, deixo brincar um pouco na banheira (banheira? É, uma bacia bem grande pra aproveitar o calor). Enquanto fico ali por perto, observo as brincadeiras e pra garantir a segurança dela.
De repente, a pergunta:
- Mãe, eu vou morrer?
Aquilo bateu no meu coração. Ela só tem três anos e já pensou na morte.
- Eu vou morrer com dodói? Vai doer?
Eu não tive tempo de pensar e ela já me bombardeou com mais perguntas.
- Mãe, eu não quero morrer. Porque a gente morre?
Minha mente não consegue acompanhar as perguntas. Mas essa última pergunta resgatou uma resposta.
- Sim, todos vamos morrer, "porque o salário do pecado é a morte." (Romanos 6:23)
- Mãe, eu não quero morrer!

Eu respiro. Não acredito que tão cedo chegou o momento de apresentar o plano de salvação para minha filha. Nós já tínhamos estudado o plano salvação, decorado versículos... Mas, pela primeira vez, parecia que teria que falar diretamente pra ela.

- Filha, se você tiver Jesus no coração, pode ir morar com Ele depois que morrer.

- Mãe, eu tenho Jesus no coração?

- Só você pode me responder isso...

E ela ficou no banho, refletindo. Depois, liguei para o meu esposo que estava trabalhando, fizemos a leitura bíblica do dia. Conversei com meu esposo e chegamos à conclusão de ela estava dando os sinais que queria nascer de novo.

Colocamos o telefone no viva voz e perguntamos se ela queria que Jesus entrasse no coração. Ela disse que sim. Respirei fundo. Disse pra ela orar. Ela orou assim:
- Jesus, me perdoa por eu ser assim, fazer isso e aquilo. Entra no meu coração!
Ela abriu os olhos. Ria, feliz da vida!!
E, concluiu!!!

- Preciso contar para minhas amiguinhas!!!

Minha filha nasceu de novo!!!!