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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Primeiro dia de Aula no Ensino Fundamental – O Relato


Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças.
Filipenses 4:6
Depois de uma semana, estou aqui para relatar o primeiro dia de aula do Garotão. A nova rotina começou bem corrida e só agora consegui parar para escrever esse relato.
O primeiro dia de aula foi muito, mas muito além das nossas expectativas. Chegamos cerca de 20 minutos antes do horário de início. Um monte de criança, não conhecíamos ninguém. A Princesa estava dormindo no colo do pai. Garotão, ansioso para entrar. Chegamos e vimos logo na entrada a lista com os alunos distribuídos por turma. E, ficamos esperando para saber como tudo iria se proceder.
Para entrar, os alunos foram chamados turma por turma, nome por nome. Imaginem a ansiedade. Começaram pelo 4º ano... parecia uma eternidade para chegar ao 1º ano... rsrsrs
Finalmente chegou o momento que chamaram os nomes para o 1º ano. E eu fiquei apreensiva: para o onde o Garotão iria? Com quem iria? Quem é a professora? Quando chamou o nome dele, levei-o ao portão, ele entrou tranquilamente pela mão da coordenadora (ufa! Pelo menos ela eu conhecia do ano anterior, do período de atendimento contraturno) e foi para a sala, junto com a professora.
Fiquei preocupada. Será que eles saberiam o que fazer com o Garotão? Como seria a reação dele? A única pessoa que ele já conhecia previamente era um outro coleguinha do ano anterior, também autista.
Após a entrada de todas as crianças, o diretor convidou os pais para uma rápida conversa, apresentando a escola e suas dinâmicas. E, mesmo assim, eu estava apreensiva. E o Garotão?
Aí, veio a grande surpresa: a pedagoga do turno nos chamou (eu e a mãe do outro coleguinha do Garotão) para uma conversa. Foram duas horas de troca de informações: detalhes de desenvolvimento, rotina, dúvidas de todas as partes... enfim, uma atenção que me surpreendeu. Logo no primeiro dia de aula!! Eu, toda preocupada porque nem conhecia a professora do Garotão, fui surpreendida com todo esse carinho.
Quando acabou a conversa, saí da sala da pedagoga e dei de cara com a turma do Garotão fazendo um “tour” pela escola. Ele nos viu indo embora. Nos deu tchau e um dos coleguinhas novos o ajudou a voltar pra fila e seguir novamente para sala. Nosso Garotão está cercado de anjos!
Algumas novidades em relação ao Ensino Fundamental:
1.     A gente não leva mais o Garotão na porta da sala. Ele forma fila na entrada, junto com os outros coleguinhas. Ele ainda está se acostumando com a entrada, mas está se saindo muito bem.
2.    Apesar da prefeitura dar o lanche (que na verdade é uma refeição completa – arroz e feijão) pode-se levar lanche de casa. Ele não tem aceitado a merenda da escola, então temos mandando o lanchinho dele: banana, a sua fruta preferida.
3.    É, estamos sem mediador... Partiu recomeçar a luta em busca dos direitos do Garotão!

Amanhã teremos reunião com a professora... estou ansiosa!!!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Identidade


Esse ano, fomos ao retiro de carnaval de nossa igreja que foi abençoador (como sempre). Mas de todas as palavras que tivemos, a que mais me marcou foi a mensagem sobre a construção da nossa identidade.
A pastora falou sobre como e onde construímos a base de nossa identidade: pais, amigos, professores, patrões... Todas essas pessoas que nos cercam emitem opiniões, julgamentos sobre os quais firmamos o conceito de nós mesmos. E aí, a pastora ressaltou que muitas vezes esquecemos que quem tem a melhor visão de nós mesmos é Deus. Nem mesmo a gente. Nossa visão é deturpada por conceitos que vem de fora.
Então, pensei nos meus filhos, principalmente no Garotão. Sempre penso em que conceitos tenho passado pra ele, se tenho dado rótulos. Que conceitos tenho oferecido para que ele possa construir a sua própria identidade? Será que ele se vê apenas como um Garoto Autista? O Príncipe da Mamãe? Alguém que sempre precisa de ajuda? Ou se vê com base naquilo que os coleguinhas dizem (que podem até ser conceitos preconceituosos de acordo com as suas necessidades específicas?)
Então, refletindo e conversando, começamos um novo projeto com o Garotão: Projeto Identidade. Nossa ideia é sempre falar para o Garotão e deixar registrado em algum lugar que ele tenha fácil acesso, frases, versículos bíblicos que mostrem a visão que Deus tem de cada ser que Ele criou. Versículos que reforcem o amor e a beleza com que cada um de nós fomos criados.
Desde então, temos escrito no caderno do Garotão um versículo que o ajude a construir a sua identidade de acordo com a visão de Deus. Esse foi o primeiro versículo que foi para o caderno dele da escola. A cada dia de atividade da escola, estaremos escrevendo um versículo no caderno.

Nosso desejo é que o Garotão construa sua própria identidade baseado no amor do Criador e  assim, sabendo o valor que tem dentro de si. E convido vocês a me ajudarem. Claro! Enviem versículos que são importantes pra vocês na construção da sua identidade segundo a visão de Deus. Podemos publicar aqui, e claro, quem sabe o seu versículo não vai pro caderno do Garotão?

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Primeiro dia de Aula 2016 - A Expectativa


“Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus.”
Filipenses 4:6
Gente, estou em ponto de explosão de ansiedade. Hoje é o primeiro dia de aula do Garotão no Ensino Fundamental!!!
Sim, também é o primeiro dia de aula da Princesa... Mas, engraçado como estou tranquila com ela. Aliás, ela já foi pra aula cedo, muito tranquila, empolgada e muito feliz de rever os coleguinhas... A turma é praticamente a mesma, a professora é a mesma, a sala é a mesma... E, ao deixa-la na sala, ela entrou tranquilamente, e foi direto para os brinquedos...
Agora, quanto ao Garotão estamos bem apreensivos. Primeiro ano do Ensino Fundamental: escola (mais ou menos) nova, rotina nova, apenas um amiguinho que já se conhecem de tempos passados. Nossos medos? Um monte!
Será que ele vai entender a nova escola? Será que ele vai gostar da professora? Será que teremos já a estagiária? Será que ele vai conseguir se adaptar à nova rotina? Como serão os novos coleguinhas? Como será que ele vai reagir a tudo isso? Será que ele vai ter crise? Será que...
É muita, muita ansiedade pros nossos corações!
O Garotão parece bem tranquilo. Não tem demonstrado ansiedade. Aceitou bem o fato de que a irmã foi pra escola de manhã e que ele foi pra terapia. Também falou de manhã que ele vai à tarde pra escola nova. A única confusão que ele faz é que ele diz que vai pro Grupo VI (já que no ano passado ele era grupo V) e não para o 1º Ano. Mas acho que em breve ele vai conseguir acertar isso.
Então, faltam menos de 5 horas para a estreia do Garotão no Ensino Fundamental!!!


PS: sei que estou devendo um relato ainda de 2015. Mas esse relato tem sido escrito e reescrito... afinal, é muito mais que uma visão, mas uma reflexão... não desanimem. Logo vem o relato (muito atrasado) da apresentação de Natal!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

A Escola para 2016


Pendências 2015
Bem-aventurado o homem que põe no Senhor a sua confiança, e que não respeita os soberbos nem os que se desviam para a mentira.
Salmos 40:4


Uma das nossas maiores ansiedades de 2015 para 2016 era a escola que o Garotão iria cursar o Ensino Fundamental. O nosso alvo era conciliar qualidade, proximidade, valor e, principalmente, inclusão.
A nossa primeira opção era uma escola onde o Garotão já faz o atendimento contra-turno. Como não era tão perto da nossa casa, então isso seria um fator a se pensar. Tínhamos uma escola pública mais perto, mas nessa outra a inclusão é mais efetiva. O nosso plano B era uma escola particular, mas contei aqui o quanto não seríamos bem recebidos. Para que a inclusão fosse real, acho que nossa luta iria se quadruplicar. Ou, se de tudo, não desse certo e o embate fosse terrível, iríamos mesmo para a escola pública mais próxima, e nossa luta seria elevada a milésima potência.
Recebemos muitos conselhos de amigos para conseguirmos a vaga na escola que queríamos. E, o conselho mais repetido era que devíamos “dar um jeitinho” de conseguir um comprovante inverídico, que garantiria a matrícula de nosso filho (ou seja, mentira, corrupção pouca pode, né?).
E, pra facilitar a nossa vida (#ironiamodeon) só saberíamos ou não se tínhamos a nossa vaga garantida nessa escola no dia 15 de dezembro. Ou seja, ficamos muito, muito tempo sem poder tomar qualquer decisão até mesmo em relação aos horários da terapia para 2016.
Até que, no dia 15 de dezembro, recebemos o documento que nos assegurava que nosso filho tinha a vaga na escola que queríamos. Ficamos muito felizes e agradecemos a Deus por nos conceder essa vaga onde tanto esperávamos.
Então, fomos alegres e sorridentes fazer a matrícula: reuni todos os documentos pedidos, coloquei no envelope e levei para a secretaria. Quando a secretária abriu e viu a papelada, disse que havia um problema e que não poderia fazer a matrícula. Foi como se um buraco tivesse sido aberto sob meus pés. Argumentei com a secretária, mas ela disse que não poderia fazer nada. Não nego que fiquei apavorada. Expliquei que o meu filho já tinha matrícula na escola devido ao contra turno. E, que não tinha outra opção. Assim, ela me encaminhou para conversar com o diretor.
A conversa foi tensa: o diretor alegou que havia sido denunciado por “dar” vagas para amigos e que estava sofrendo muita pressão. O fato denunciado era falso, mas mesmo assim, ele continuava sob marcação cerrada. Então, só após uma boa conversa com a Secretaria de Educação, eles receberam o meu filho (Em tempo: a lei garante prioridade a crianças especiais. Como não havia outras crianças com necessidades especiais solicitando vaga para o mesmo ano, meu filho podia ser matriculado na escola dentro da legalidade).
Após esse momento de tensão, veio o alívio: meu filho foi matriculado.
E, o diretor me deu um puxão de orelha: se todos cobrassem das escolas próximas do jeito que ele é cobrado, os problemas seriam menores. Mas, geralmente optamos (como eu) pelo caminho mais simples: uma escola pública mais distante ou uma escola particular... complicado, não?
E, o alívio de não “dar um jeitinho” e usar de meios errados pra conseguir a vaga. Se tivéssemos seguido esse mau conselho, não teríamos passado pelo susto; mas se fôssemos denunciados, não sei o que poderia acontecer... E, além disso, o que estaríamos ensinando aos nossos filhos?



domingo, 3 de janeiro de 2016

O Desmame da Princesa


O Desmame da Princesa – Pendências 2015

Para tudo há uma ocasião, e um tempo para cada propósito debaixo do céu. Ele fez tudo apropriado a seu tempo. Também pôs no coração do homem o anseio pela eternidade; mesmo assim este não consegue compreender inteiramente o que Deus fez.
Eclesiastes 3:1,11

O ano de 2015 acabou e muitas novidades ficaram para trás. E, não posso deixar de compartilhá-las com vocês. Então, além das novidades de 2016, nesse início de ano, teremos alguns fatos marcantes do final de 2015.

E, a primeira novidade é:
A Princesa desmamou!
Sim, foi um desmame um pouco abrupto pra mim, mas foi na hora dela, no momento dela. E, a última mamada dela foi dia 07/12/2015.
O desmame do Garotão foi um desmame gradual, gentil e em parte conduzido. Depois que ele teve um desmame noturno abrupto (como me arrependo! Foi tão cruel!) a sequência seguinte foi conduzido tão mais naturalmente que ele foi deixando de mamar gradualmente. Um dia ele foi aumentando os espaçamentos entre as mamadas, deixou de mamar pela manhã, depois à tarde, depois intercalando, até que um dia, ele parou simplesmente não pediu mais. Não me lembro exatamente quando foi que o Garotão mamou pela última vez (engraçado como também não me lembro da sua primeira mamada).
Como a Princesa seguiu um caminho diferente na amamentação (livre demanda até 18 meses, desmame noturno gentil e regulação da hora de mamada aos 24 meses) imaginei que ela fosse levar a amamentação até os 3 anos ou mais. Mas, depois que começamos a regular o horário das mamadas, ela começou a deixar de mamar. Chegamos a ter 48h de espaçamento entre as mamadas. Quando aconteceu esse intervalo, percebi que a qualquer momento eu poderia estar fazendo a última mamada.
Até que no dia 07, a professora ligou dizendo que a Princesa estava com febre. Meu marido foi busca-la na escolinha, ela chegou em casa, mamou muito, dormiu no meu colo e eu fiquei ali, curtindo o colinho dodói, mas muito gostoso. Até então, não imaginávamos o que pudesse estar dando febre na nossa Princesa.
Então, depois que ela acordou, vimos que a boquinha estava cheia de aftas. Ofereci mamá de novo, mas dessa vez ela não conseguiu pegar. Doía. Então, passei os próximos cinco dias da recuperação dela ansiosa pra que a boquinha dela sarasse e ela voltasse a mamar.
E, no sábado, a boquinha dela estava melhor. Ofereci o mamá e ela tentou, mas por pouquíssimo tempo. Depois, olhou pra mim e disse: “Eu não consigo mais mamá”. Doeu em mim. Eu não estava pronta pra esse desmame tão cedo (pra mim). Ofereci diversas vezes nos dias seguintes. Algumas vezes tentou, outras, nem deu bola. Parei de oferecer e finalmente assimilei que minha Princesa não é mais um bebê. E, segundo ela, ela ainda não é uma menina grande. Simplesmente é uma menina pequena que não mama.
Às vezes ela pede o mamá e não consegue mais sugar. É como se ela tivesse perdido a prática. Se ordenhar, ainda tenho leite, mas mesmo sendo um desmame tão abrupto pra minha mente, não o foi pro meu corpo: não houve empedramento, nem dores, nada... meu peito não encheu... sem traumas para a fisiologia da amamentação.
Sim, findamos mais uma fase. E, amamentamos, com muito amor, por dois anos e oito meses.



quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

2016 – Ano de Escaladas


“Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus.”
Filipenses 4:6,7


Hoje, aproveitando o último dia do ano, eu e a Princesa fomos brincar no parquinho do condomínio. Nesse parquinho, tem uma pedra grande, maior que a Princesa, mas não mais alta que o Garotão. Nos dias que brincamos os três, o Garotão escalou essa pedra, mas a Princesa não. Hoje, enquanto eu olhava o celular, a Princesa gritou: “Mãe, me ajuda!”. Olhei, e ela tinha escalado aquela pedra enorme. Mas, ao chegar lá em cima, não sabia descer. Mas, ela sabia que, me chamando, eu poderia ajuda-la. Então, eu a peguei no colo. E ela subiu, uma, duas, três vezes... e em nenhuma dessas vezes conseguiu descer sozinha. Mas em todas as vezes que me chamou eu estive lá, pra descer. E, mesmo com a dificuldade pra descer, ela não desistiu de subir.
Então,  de novo estamos às vésperas de um novo Ano... 2016 bate à porta. Pra gente, 2015 foi um ano de grandes conquistas pra nós aqui. E, 2016 vem com grandes desafios.
Muitos desses desafios já se desenharam no final desse ano... e já nos causam preocupação e ansiedade. Mas, não queremos um 2016 baseados na ansiedade. Queremos um 2016 baseado na confiança em Deus e na tranquilidade. Cada desafio será um momento para experimentar o novo de Deus. Cada desafio que 2016 já desenhou agora em 2015 parece com a pedra que a Princesa tenta escalar. Enormes, difíceis de subir, e sem perspectiva de como é que eu vou descer dali.
Claro, desejamos saúde, paz, sucesso... mas o meu maior desejo, aquele que trago aqui dentro, bem guardadinho é de aprender a confiar e descansar, lembrando sempre que Deus está no controle. Mesmo quando essas pedras enormes estiverem no caminho, possamos ver um Deus que pode removê-las, mas também que nos ajude a escalar cada uma delas. E quando chegar lá em cima, e eu  não conseguir descer, sei que posso chamar pelo meu Abba Pai e Ele vai me ajudar descer, ou vai me pegar no colo, ou vai me ensinar a fazer rapel. Não importa como, mas sei que a cada pedra de 2016 que aparecer, tenho certeza que o Senhor estará sempre ao meu lado.

Que a Presença de Deus seja a maior marca de 2016. Que nós possamos estar prontos a desfrutar de tudo aquilo que Ele colocar em nossas vidas: escaladas, descidas, quedas, topos e vitórias.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Quem disse que Criança atrapalha culto?


“E disseram-lhe: Ouves o que estes dizem? E Jesus lhes disse: Sim; nunca lestes: Pela boca dos meninos e das criancinhas de peito tiraste o perfeito louvor?”
Mateus 21:16


Domingo (27.12.15) fomos assistir a Cantata de Natal ("É Natal pra Sempre") na igreja dos meus pais. Claro, as crianças ficaram comigo no templo assistindo. Assistindo do jeito deles. A Princesa resolveu empilhar os livrinhos, que caiam o tempo inteiro em cima das pessoas que estavam perto de nós. O Garotão não parava quieto. A pessoa do nosso lado deve ter levado uns dez chutes, porque toda hora que ele deitava no meu colo, ele acertava a pessoa ao nosso lado. E, sempre que ele reconhecia uma música, ele pulava e se agitava e ria empolgadíssimo.
Eu passei o tempo inteiro preocupada com a “bagunça” dos meus filhos. Algumas pessoas poderiam ter ficado muito incomodadas com a agitação da duplinha. Inclusive, algumas vezes já escutei que criança não pode ficar no culto porque quando estão fazendo bagunça, podem atrapalhar o visitante ouvir a Palavra de Deus.
Então, aconteceu o milagre. Mesmo em meio a toda bagunça, na hora do apelo, a pessoa que estava ao nosso lado, que levou dezenas de chutes, levantou a mão e se decidiu por Jesus Cristo. Eu chorei. Sinceramente. Como ela poderia ter escutado alguma coisa com duas crianças tão agitadas perto dela?
Deus não se limita a isso para falar conosco. Ele fala conosco no silêncio, assim como fala conosco quando as crianças estão bem agitadas. Deus simplesmente fala.
Aproveito pra deixar três recadinhos:
1.     Pra você, mamãe, que às vezes deixa de ir ao culto com seu pequeno seja ele típico ou autista com medo de atrapalhar o culto: se você quer ir, não deixe de participar com medo de atrapalhar o culto. Não, seu filho não vai atrapalhar o agir de Deus. Ele é criança, e pode ser canal de benção na sua vida e na vida daqueles que estiverem ao seu redor. Se alguém olhar de cara feia pra você, lembre-se de que Jesus pegou e abraçou as criancinhas quando os adultos tentaram afastá-las dEle.
2.    Pra você que se incomoda com criança sendo criança no culto: Crianças são crianças. Típicas ou autistas, cada uma tem sua peculiaridade e sua forma de adorar. Crianças cultuam cantando, dançando, rindo... Livres de toda liturgia, com o coração mais livre possível.  Uma criança é a forma mais tenra de expressão de amor. Ame. Se você se sente incomodado, ore por si mesmo e se pergunte: porque o comportamento dessa criança me incomoda? Será que a liberdade de adoração dela desperta em mim algo que preciso aprender?

3.    Ministério Infantil não é pra colocar a criança num cantinho pra não atrapalhar o culto. Não. Ministério Infantil é uma oportunidade para a criança conhecer e adorar a Deus na linguagem dela. Que tal dedicar um domingo por mês para mergulhar nesse mundo incrível de adoração pura e sincera?