sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Dia Especial


Eu te louvarei, SENHOR, com todo o meu coração; contarei todas as tuas maravilhas.
Em ti me alegrarei e saltarei de prazer; cantarei louvores ao teu nome, ó Altíssimo. 
Salmos 9:1-2

Hoje foi um dia muito especial por muitos motivos. Eu terminaria o módulo presencial da minha pós amanhã, mas Deus, maravilhosamente, orientou os meus professores para que antecipassem o fim para ontem.

Além disso, não estávamos conseguindo trocar a nossa passagem pra ontem, estava ficando muito caro. E, Papai do Céu ajudou ao meu marido achar a passagem em outra companhia e trocamos a passagem para o meu próximo módulo.
E, hoje, estamos passando um dia maravilhoso em família com diversas surpresas do meu garotão.

Como ficamos 15 dias fora e chegamos ontem, mais de uma da manhã, não tínhamos nada para o almoço hoje. Liguei para minha mãe (mãe, tudo de bom, né?) e perguntei se podia almoçar com eles... E, lógico, ela amou a ideia.

Então, os momentos especiais começaram a se multiplicar:
Quando falei que íamos pra casa do vovô e da vovó, o menino começou: Vovô! Vovó! Papai! Mamãe! Ah, foi de arrepiar! Abraçamos ele e apertamos muito!!!
Na casa dos avós (meus pais): Vovô! Vovó! Papai! Mamãe! Gente, que delícia! Meus pais também se derreteram! Fomos todos apertar o moleque (e ele morrendo de rir, é claro) e comemorar esses momentos especiais. Passei o almoço todo equilibrando as lágrimas nos olhos, para não desabar na frente dele.

Passamos o almoço todo considerando esses passos maravilhosos que nosso garotão vem dando. Rimos muito. Voltamos para casa e fomos descansar, pois iríamos visitar os meus sogros. Pensamos que as surpresas do dia estavam acabadas. Tanto que meu esposo disse que não levaria a câmera pois não iríamos usá-la.

Será?

Chegamos na casa dos meus sogros, depois de um caminho cheio de engarrafamentos e de um garotão sem nenhuma paciência. Depois do lanchinho, o garotão, por um milagre, fica pelo menos 5 minutos no colo da avó paterna! Gente, foi muito emocionante! Afinal, ele interage muito pouco com ela. Ele brinca muito com o avô, mas com a avó, é muito difícil. Mas ele foi na varanda no colo dela, viu os carros, cantou “Boboisha” (motorista), voltou pra sala, sentou no sofá no colo dela e ficou muito, muito tempo no colo dela! Ficamos emocionados com isso... é um grande passo, mais uma grande vitória! Mais uma pessoa que consegue se ‘achegar’ a ele! Ah, se estivéssemos com a câmera! Tivemos que usar a câmera do celular, né? Mas deu pra registrar esse momento tão lindo!

E, pensa que acabou?

Quando chegou a hora de irmos embora, dissemos pra ele dar um abraço no vovô e na vovó pra irmos embora. Geralmente isso nunca acontece. Temos que pegá-lo no colo para que os avós possam abraçá-lo e beijá-lo. A surpresa da noite: ele foi de braços abertos para o vovô, e depois para a vovó! Assim, fomos para o carro para irmos para casa.
No carro, fiquei refletindo com o meu marido: O que faz do meu filho uma criança especial, não é a dificuldade que ele tem, mas a quantidade e a intensidade dos momentos especiais causados por cada pequeno passo.

Cada palavra nova, cada palavra repetida é motivo de festa. Cada abraço, cada beijo recebido, também é motivo de festa. Esses momentos são intensos, de grande valor. Cada vez que aparecem, comemoramos como se fosse a primeira vez.
Sim, meu filho é uma criança especial, e eu tenho uma vida recheada de momentos intensamente especiais!