quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A questão do parto



Mas tu és o que me tiraste do ventre; fizeste-me confiar, estando aos seios de minha mãe. 
Salmos 22:9

Hoje eu tive consulta mensal com a obstetra. Fui perguntar pra ela qual seria o limite que a nossa Mensageira (23 semanas 5 dias) estaria chegando, porque na gravidez do nosso Garotão, há 3 anos e meio atrás, eu fiquei na expectativa que o nosso Garotão chegaria antes da DPP. E, quanto mais o tempo passava, mais nervosa, triste eu ficava. E ainda mais, que eu esperava um parto normal, e mesmo tendo ficado naquela expectativa, acabei fazendo uma cesariana.

Então, a GO (ginecologista/obstetra) disse que levaria até 41 semanas, mas que poderia prorrogar se os exames estivessem tudo certinho. Achei que o papo estivesse encerrado, quando ela perguntou: “O que te disseram que te deixou tão triste?”

Aí, desabafei. Disse que sentia muito frustrada por não ter conseguido que o Garotão nascesse de parto normal. Que estava com grande medo de não conseguir de novo, de ficar na expectativa, enfim, desabafei. Então, a médica falou um bocado de coisas, de novo o papo de que tem coisas que nós não podemos definir, que tem coisa que só Deus pode definir.

Achei que esse papo fosse resolver a minha vida, ou fosse ficar mais tranquila em relação ao parto... mas, muito pelo contrário. Praticamente entrei em depressão. Chorei no carro, cheguei em casa bem deprimida. Tanto que meu marido disse que se alguém nos visse chegando, sabendo que fomos ao médico ver o neném, iria dizer que tínhamos péssimas notícias.

Subi pro nosso apartamento, fui direto pro quarto, deitei e chorei. Como é que a via de parto podia interferir tanto na minha vida, interferir tanto nas minhas emoções? Tudo que eu vejo sobre PN mexe demais comigo. Eu choro, eu me deprimo. Eu achei que já estava tratada dessa ‘cesárea’.

Então, meu esposo deitou comigo, começou a me ouvir. Então, peguei um livro (vou falar depois sobre ele) que o pastor me emprestou “O que esperar de Deus na Gravidez” e abri no devocional que tinha o versículo que abro esse post.

Mostrei pro meu esposo o que vem me atormentando desde que descobri que estava grávida. Quem trouxe o meu filho ao mundo não foi o médico, foi Deus. Quem vai trazer a minha princesa ao mundo não será o médico, não sou eu. Será novamente Deus. A minha médica disse que o que eu quero é dar uma de Deus. O que eu posso definir sobre o meu parto é se vou enfrentar a dor, que vou lutar assim que entrar em TP, e não vou desistir. Não posso definir a saúde do bebê,não posso definir se entro ou não em TP, não posso definir a posição do bebê... Tem coisas que não dependem de mim. Dependem de Deus.
E, porque não entrego isso para Deus? Porque não consigo confiar que Ele vai fazer o melhor? Preciso aprender a confiar, tanto a minha alma, como a via de parto da minha princesa.

Para encerrar, vou escrever o que a Cathy Hickling escreveu sobre esse texto:
Quando medito sobre este versículo, posso visualizar o Senhor gentilmente trazendo meu bebê a este mundo. Suas mãos oferecem uma bênção e uma unção ao nascimento desta criança. Seu Espírito descansa sobre o bebê desde seu primeiro fôlego de vida, atraindo a segui-lo.
Este versículo também me assegura que o bebê não vai nascer nem cedo nem tarde. Se o próprio Deus o trará para fora do útero, a hora será perfeita.”
Oração: “Pai, obrigada por tua Palavra e pelos exemplos que ela contém, nos quais posso me agarrar e meditar. Confio que o Senhor estará com esta criança na hora do nascimento, retirando-a de meu útero na hora certa. Oro para que ela venha a confiar em ti desde seu primeiro fôlego de vida.”

Preciso de uma fé assim..