quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Cocô de cachorro na rua: consequências não vistas



Um dia desses (04.12.12), quando fui buscar o Garotão (3 anos 6 meses) na escola vi a calçada que normalmente passamos cheia de cocô de cachorro. Mas tinha tanto, que qualquer pessoa que estivesse com uma criança, não conseguiria passar sem levar um pouquinho desses excrementos para casa.

Sabendo disso, resolvi então que seria melhor passar pelo outro lado da calçada, evitaria que meu filho pisasse e sujasse tanto a sandália como a mochila. Mas, eu não contava com sua reação.

Como sabemos, qualquer mudança na rotina de uma criança autista pode ser um transtorno muito grande para ela. Essa mudança não precisa ser grande. O simples mudar o lado da calçada causa um estresse muito grande. Principalmente para o Garotão.

Sempre que eu o busco na escola, nós atravessamos a rua imediatamente em frente ao portão (onde deveria ter uma faixa de pedestre), e seguimos naturalmente para casa. Quando vamos para casa do vovô, mantemos a calçada em frente à escola para virar à direita em direção à casa do vovô (meus pais).

Mas, nesse dia, para evitar a sujeira deixada pelo dono desse cachorro, não atravessamos, e assim, o Garotão achou que iríamos para a casa do vovô. Eu simplesmente esqueci de avisar ao Garotão sobre essa mudança e que não iríamos para a casa do vovô.

Quando chegamos na esquina que viraria para a casa do vovô, o Garotão começou a pedir pra ir para lá. Eu disse que iríamos para nossa casa, e aí, se instalou o caos. O Garotão gritou, se jogou no chão (no meio da rua, nem na calçada!) e começou a bater a cabeça no chão. Então eu o peguei e puxei para a calçada e esperei que ele se acalmasse, mas a crise não passava, então o Garotão, ainda não satisfeito em se jogar no chão, começou a querer me dar cabeçadas na barriga. Para proteger-nos, segurei a cabecinha dele, e aí, aconteceu algo que me chateou muito: minha unha (que Graças a Deus estava curta) causou um arranhão enorme na testa dele. O arranhão pegou do meio da testa até a têmpora. Claro, Garotão não chorou, mas eu quase chorei. Foi horrível. Acho que não tem coisa pior para uma mãe do que ela própria machucar o próprio filho.

Depois da crise de birra, fomos para casa, eu chateada com o acontecido e, Garotão, invocado...

Fica aqui registrada a minha indignação contra pessoas que não sabem cuidar de seus animaizinhos de estimação. Não adianta deixar a casa limpinha... é preciso cuidar para que ninguém mais seja obrigado a conviver com a sujeira desse animalzinho, né? Custa recolher os dejetos?