segunda-feira, 16 de março de 2015

Lutando pela Educação Inclusiva

Salmo 37:6 - "E ele fará sobressair a tua justiça como a luz; e o teu direito, como o meio-dia"

Sempre conto aqui como o nosso Garotão tem sido bem cuidado em relação à Inclusão na escola regular. Primeiro foi o desafio da contratação da primeira estagiária, que trabalharia como mediadora (Contei aqui: http://reflexoesdemamae.blogspot.com.br/2012/06/importancia-da-parceria-com-escola.html) Até quando tivemos um probleminha quando acabou o contrato da primeira estagiária e demoraram a contratar outra (Contei aqui http://reflexoesdemamae.blogspot.com.br/2014/08/lutando-pela-nova-estagiaria.html ) e sempre achei que aqui a inclusão dele tem sido invejável.
Mas, 2015 chegou com uma desagradável surpresa. A prefeitura de nossa cidade foi orientada pelo Ministério Público por meio de um Termo de Ajuste de Conduta a deixar 1 mediador para cada 2 crianças, a não ser em caso de grande comprometimento do desenvolvimento. Fiquei horrorizada. Isso é praticamente um retrocesso! As duas crianças autistas da escola tinha cada uma, sua própria estagiária. Assim, tiraram a estagiária que trabalhava como mediadora do meu filho e ficaram duas crianças com a outra estagiária.
O pior é que não há mobilização de outros pais porque essa TAC é quase uma vitória para a maioria, pois descobrimos que havia escolas que tinha mais de 4 crianças com necessidades específicas e NENHUM apoio! Então, para essas crianças, a determinação do Ministério Público foi um alívio.
A alegação é que meu filho não tem um grande comprometimento que justificasse um atendimento individualizado. Mas esquecem que no caso do autismo, a função da estagiária não é de cuidadora, mas de mediadora! Não é responsabilidade da estagiária os cuidados com as necessidades físicas da criança, mas sim o auxílio à compreensão das atividades pedagógicas! Não é prejuízo apenas para nossas crianças, mas isso pode também prejudicar as crianças neurotípicas no desenvolvimento de suas atividades
Não, os pais de crianças com necessidades especiais não devem ficar contentes só porque ganharam um profissional pra duas crianças. E, os pais das crianças neurotípicias também devem abraçar essa luta. Devem lutar pela excelência, e não nos contentarmos com o limite mínimo. Se o poder público não é capaz de efetivar uma educação inclusiva, como podemos cobrar das instituições privadas?
Estamos buscando recursos jurídicos para que meu filho tenha o seu direito e depois convidar a todos os pais da minha cidade a lutarem para que cada criança especial tenha o seu mediador.