segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Colo de mãe: o melhor lugar para o filho


Ontem (09.02.14) aconteceu um fato que me fez refletir um bocado. Eu estava saindo do culto, e fui pegar as crianças na sala do culto infantil E, como eu disse no Facebook, os meus bebês estão crescendo, principalmente a Princesa – 10 meses: deixei, ela nem chorou. Quando eu desci para dar mamá, ela mamou e depois fez questão de acenar ‘tchau’ para mim.
Quando fui buscá-los, a Princesa estava meio ‘enjoadinha’. Pela hora, deduzi que ela estava com fome de comida (ou seja, peito não ia adiantar) e com sono (ela passou o culto inteiro aproveitando a salinha ao máximo). O Garotão (4 anos 9 meses) também estava faminto e falava toda hora que queria ‘papá’.
Nessa saída, acabamos parando para conversar com uma irmã, que queria pegar a Princesa no colo. Do jeito que a Princesa estava, claro que ela não saiu do meu colo... agarrou de um jeito que ninguém tirava. Então, a irmã saiu com essa pérola:
“Ela fica o dia inteiro com você?”
Eu respondi que sim. Então a irmã disse:
“Você tem que deixá-la com os outros, para que ela se acostume a ficar longe de você!”
Normalmente esse tipo de comentário me deixa bem chateada, mas ontem, me fez refletir sobre o fato de que muitas pessoas acham estranho um bebê ficar “agarrado” com a mãe. Principalmente porque “agarrada” não é a definição muito correta para a Princesa, já que ela é extremamente simpática e não tem medo de ir pro colo de outras pessoas em situações normais. Inclusive, como citei no início, ela tem ficado cada vez melhor na salinha na igreja: canta, dança, corre, brinca com os coleguinhas...
É normal um bebê ser agarrado com a mãe. Afinal, mesmo que a mãe trabalhe fora, a criança passou a maior parte da vida dela dentro do corpo da mãe, a voz que ela mais ouvia é a da mãe. Depois que nasce, quem é o elo da criança com o mundo é a mãe. Ela que oferece o alimento, que a limpa (na maior parte das vezes) que a faz dormir. E, é o cheirinho da mãe que acalma a criança de tudo...
O tempo vai passando e a criança vai ganhando  mais autonomia. Ela naturalmente vai se aventurando longe da mãe e por iniciativa própria busca seu próprio espaço: é quando começa a rolar, a conhecer o mundo que a cerca, quando começa a comer, arrastar, engatinhar e andar.
Nesse tempo, a mãe passa a ser seu porto seguro, o lugar que ela poderá sempre voltar quando a coisa não parecer segura. E a criança tem confiança que a mãe saberá resolver qualquer conflito dentro dela (mesmo que esse conflito seja a fominha e o soninho, que o bebê ainda não sabe qual vai resolver primeiro!) e que poderá correr pra ela, sempre que precisar. Nesse momento, qualquer pessoa que tentar afastá-la da mãe, não será bem vista, não será amiga. Uma pessoa amiga pra esse bebê é aquele que a levará para mais perto da mãe, para mais perto de quem ela mais precisa. Quem já não ganhou um grande upa de um bebê, só porque estava mais perto da mãe?
E, mesmo o bebê mais doce, simpático e ‘dado’ fica choroso, reclamão e enjoadinho quando suas necessidades básicas não são satisfeitas. Isso não é ser ‘mimado’ ou mal acostumado. Afinal, todos nós ficamos com dor de cabeça, enjoo, ranzinzas quando estamos com fome, com sono ou simplesmente apertados procurando um banheiro. A diferença é que nós aprendemos a controlar os nossos instintos quando precisamos sonegar essas necessidades para cumprir tarefas que colocamos como prioritárias.


E, ainda dentro de tudo isso, pensei em nosso Pai Celeste.
Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.
Portanto não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares.
Ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza. (Selá.)

Salmos 46:1-3


Jesus sempre coloca que nós devemos ser como crianças, né? Fico imaginando que Deus deseja que nunca saiamos do colo dEle, que sempre o busquemos para resolver todas as necessidades, sejam elas básicas ou não. Que possamos nos deleitar em compartilhar os nossos desejos e em chorar as nossas decepções. Em seguir os seus passos e simplesmente sermos dirigidos por ele. Deus nunca irá nos ‘jogar’ para outra pessoa cuidar para que nós não fiquemos ‘mimados’. Ele nos ensinará a fazer o que é certo, a fazer a Sua vontade nos colocando cada vez mais perto e debaixo de suas asas... Ele quer das nossas vidas o contrário do que fazemos com as crianças: quer que nós dependamos cada vez mais dEle...
Então, sempre que você quiser pegar um bebê lindo no colo e ele chorar, não faça inferências sobre o comportamento dele dizendo o quanto ele é ‘mimado’. Entenda necessidade desse bebê e pense: “será que eu estou agarradinho assim com Papai do Céu?” Tenho certeza que Ele amaria que nós fossemos grudadinhos assim com ele...