segunda-feira, 17 de junho de 2013

O desafio de sair com duas crianças


Porque eu, o SENHOR teu Deus, te tomo pela tua mão direita; e te digo: Não temas, eu te ajudo. 
Isaías 41:13

Desde que princesa nasceu, tenho tentado ser o mais independente possível. Não que eu não tenha quem possa me ajudar (meus pais são incríveis pra isso!), mas porque me ver independente é importante pra mim, principalmente porque ainda não tenho carteira de motorista.

Tínhamos a intenção de que eu começaria as aulas de direção, mas como descobri a gravidez, achei que não seria muito bom fazer auto-escola estando grávida, afinal, já bastam os hormônios da gravidez, mais pressão, como aula de direção, eu não me daria muito bem...

Segunda-feira (11.06.13) eu comecei o treinamento então pra sair sozinha com a dupla. Meu marido está em casa, então, ele ficaria mais na assessoria do cuidando exatamente da caminhada. Ele só me acompanharia, e me socorreria em situações de necessidade extrema.
Então, fomos para o Atendimento Educacional Especializado, que é num bairro próximo, mas do outro lado da BR 101. Coloquei a Princesa no bebê conforto, que iria no carrinho, coloquei a pulseira guia no meu filho (que minha mãe confeccionou) e fomos...
Tudo tranquilo, se não fossem os problemas de típicos de uma calçada, né? Tudo desnivelado, mesmo com algumas calçadas ditas ‘cidadãs’. Os semáforos não são programados para travessia de pedestre com limitações. O primeiro semáforo que enfrentamos, não conseguimos atravessar a pista no verde... o sinal já tinha fechado para pedestre e nós ainda estávamos no meio da pista... Tínhamos que contar com a boa vontade dos motoristas.

Mas, a situação mais complicada foi a travessia da BR. Antes da Princesa nascer, eu conseguia atravessá-la de uma vez só, em apenas um momento. Afinal, era eu empurrando o Garotão no carrinho, assim era mais fácil. Quando chegamos na beira da BR, o Garotão meio que surtou na calçada e saiu correndo. Se não estivesse com a pulseira guia, eu não quero pensar no que poderia ter acontecido.

Depois disso foi atravessar a BR. Tivemos que atravessá-la em três tempos... Como eu disse, esses semáforos foram programados para carros, sem pensar em pedestres. Imagina, você com um carrinho com um bebê de 2 meses e uma criança autista de 4 anos, parado no meio do canteiro central? É tensão total! Eu fiquei com o coração na mão...

Esses foram os desafios do primeiro dia. E, depois veio o segundo dia, a quarta feira (12.06.13). Novamente, enfrentamos os mesmos desafios da segunda-feira, mas dessa vez tivemos outro problema. Ao chegar no bairro da escola, enfrentamos uma calçada de uma altura incrivelmente desproporcional. Do tipo, da altura do meu joelho. Já tínhamos passado por essa calçada, mas sem problemas... mas na quarta, na hora que fomos subir a calçada, vinha muitos carros então tínhamos pressa... E o Garotão levou um tombo feio... que tristeza! Todo ralado o meu Garotão...


Enfim, infelizmente não há a menor condição de ir só com a dupla para o Atendimento Educacional Especializado, enquanto não pensarem que o deslocamento é feito também à pé, ou de rodas (cadeirantes, carrinhos de bebê), nós sempre ficaremos reféns de carros e transportes públicos...