terça-feira, 11 de setembro de 2012

Uma análise do último ano



No final desse mês fará um ano que recebemos a primeira suspeita oficial de que meu filho estava no espectro autista. Eu ia fazer esse post avaliativo quando fizesse um ano, mas como tive consulta recentemente com a neuro, resolvi então fazer essa análise agora.
Tanta coisa aconteceu durante esse último ano... Conhecemos a Deus de uma forma única e especial, aprendemos de Deus de uma maneira incrível! E, temos visto Deus de uma maneira inexplicável.
Temos aprendido o sabor de vitórias. Aprendemos a comemorar cada passo, por menor que seja. Aprendemos a vibrar a cada som novo e toda vez que eles se repetem. Temos aprendido a nos demorar mais nos caminhos que tomamos para curtir cada novidade apontada, cada nome citado, cada número falado, cada letra encontrada.
Temos aprendido a ter paciência. A lembrar que tudo que é difícil para nós, também é difícil para nosso Garotão. Que o tanto que nós nos frustramos, pode também estar frustrando a ele, com uma grande dificuldade: ele não conseguir expressar o que sente, nem o que passa em seu coraçãozinho...
Durante a consulta com a neuro, após tantos relatos de vitórias, a neuro deu o seguinte parecer: o diagnóstico só deve ser fechado quando o nosso Garotão fizer 6 anos, com uma grande probabilidade de ser ou Asperger ou até mesmo fechar fora do espectro. E, estamos caminhando para ir reduzindo a dosagem de risperidona. Na terapia ele já passou para a segunda fase do protocolo: já passou do estímulo do contato visual para a troca de turno (segundo a psicóloga e a neuro, é que ele já faz algo esperando uma resposta). Isso não é lindo?
Bom, vou apresentar a lista de coisas que o nosso Garotão (3 anos e 3 meses) tem feito, que nos tem dado muita alegria, e apresentar também aquilo que ainda não faz...
- Ele consegue denominar as coisas e apontar o que conhece e dizer os seus nomes espontaneamente.
- Consegue responder quando perguntamos: “Quem é?”. Mas tudo para ele, inclusive as coisas, são “quem é!”. Se pergunto: “Qual o nome?” ou “O que é isso?” ele ainda não consegue compreender.
- Consegue fazer algo esperando uma resposta. Claro, que isso não acontece sempre, mas ele já faz algo esperando que a gente repita ou que pelo menos comemoremos com ele...
- Ele já sobe e desce as escadas sozinho. Logo essa parte vai ter um post especial, porque foi algo muito legal quando isso começou a acontecer.
- Ele fala o alfabeto, conta até 50, mas ainda não sabe falar 50. Então ele fala: “Aenta e nove, aenta e dez” e vai até “aenta e vinte”. Identifica as letras, os números, inclusive, sabe diferenciar quando é 2, 3 (dois e três) de quando é 23 (vinte e três).
- Identifica a família inteira: mamãe, papai, garotão e neném.
- Identifica coleguinhas da escola, professoras e ainda uma amiguinha de internet que ele só viu uma vez (e claro, acompanha as fotos no FB).
- Ainda mantém as estereotipias, mas está bem menos frequente. Não precisa ficar fazendo isso o tempo inteiro, mas às vezes, é como se ele pedisse um tempo para se refugiar nisso. Nós respeitamos e deixamos que ele tenha esse momento.
- As birras autodestrutivas diminuíram consideravelmente. Ele tem gritado, até batido na gente, mas considerando que é melhor que ele se bata, né? Mas às vezes do nada, ele ainda bate a cabeça na parede a gente ainda não entende porquê.
- Agora, nosso garotão aprendeu a orar sozinho. E, ainda quer orar sozinho e não deixa que a gente ora, às vezes.
Bom, assim está o nosso garotão. Crescendo, lindo, e saudável. Mas temos um desejo muito maior pra ele:
Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém. 
2 Pedro 3:18