terça-feira, 28 de maio de 2013

Os primeiros dois meses – Aprendendo o amor de irmão

Aquele que ama a seu irmão permanece na luz, e nele não há tropeço. 
1 João 2:10
Estamos aqui completando os dois primeiros meses... Na verdade, completamos dia 22, não é? Mas tem sido os dois meses mais intensos de nossas vidas.

Desde que chegamos da maternidade com a princesa, o Garotão tem mostrado um amor, um carinho, algo inexplicável. O carinho é tão grande quanto é forte. É tão forte que tenho medo de que ele a machuque quando a beija e a abraça.

Mesmo assim, o ciúme existe. Mas ele não desconta no irmãzinha... às vezes é nele mesmo ou em mim. A primeira vez que eu fiquei sozinha com os dois em casa, a Princesa estava com menos de um mês. Eu estava amamentando, e o Garotão brincando no quarto dele quando ele me chamou. Eu não fui, não tinha como levantar com a menina mamando. Ele parou de chamar e aí, eu ouvi o barulho dele batendo a cabeça... Aí, não teve jeito... tive que tirá-la do peito e deixar a Princesa chorando para ver o que aconteceu... quando vi, o roxão na cabeça me deixou muito, muito chateada.

Então, tivemos três soluções: trazer os brinquedos dele pra sala, usar o sling para amamentar depois das 18h (hora que ele chega da escola e que a Princesa fica pendurada no peito e deixá-la chorando se for necessário. Foram perfeitas, já que agora é possível atender o Garotão um pouco mais rápido. Afinal, apesar de ser chato deixar a bebê chorando, pelo menos a integridade física dela está garantida se ela estiver no berço.

Agora, não temos mais problemas de auto-agressão, mas temos visto uma certa carência. Quando ela chora, ele corre para o meu colo, e não desce para que eu possa pegá-la. Se ela estiver dormindo, ele não quer saber de mim, mas se ela chora... ele resolve que quer colo.. aí, não tem jeito de colocá-lo no chão, não é choradeira, é algo mais sentido, de doer o coração mesmo... mas, se a Princesa está com fome, fazer o quê?

Apesar dessas situações, existem outras que são incríveis. Geralmente, essas mais difíceis só acontecem quando estou sozinha com ele. Quando temos mais gente em casa (o pai, os avós, os tios), ele se desdobra em carinhos com a irmã, à ponto de subir no berço para beijá-la. Quando quer conversar com ela, ele repete o choro dela, como se fosse a língua dela. Nunca chega pra ela e a chama pelo nome ou fala algo carinhoso... mas é lindo perceber o quando ele quer se comunicar com ela...

E os beijos? Na cabeça, no pezinho, na mãozinha e na barriga... Incrível, ela já vira o rostinho pra ele quando ele chega perto... que delícia!!!

Sei que eles vão construir uma relação incrível, amizade e cumplicidade. Esse caminho terá um monte de atropelo, mas será perfeito, para uma amizade perfeita!