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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Um muito obrigado ao amiguinho



E a nossa esperança acerca de vós é firme, sabendo que, como sois participantes das aflições, assim o sereis também da consolação. 
2 Coríntios 1:7

Essa semana fomos curtir as férias no Parque da Cidade. O parque é uma área grande, perto de nossa casa que as pessoas usam pra caminhar, as crianças andam de bicicleta, tem quadras, aulas de ginástica... uma delícia!!!

Nós levamos a bicicleta pro Garotão (3 anos 7 meses) andar, mas ele curte mesmo é o parquinho. Balanço, gangorra, escorregador e um brinquedo que eu queria saber o nome... mas onde ele escala, passa por túneis, escorrega, enfim... ele ama esse brinquedo. Mas, nesse parque, ele encarou esse brinquedo pela primeira vez.

Enquanto ele tomava coragem para subir, um garoto se aproximou para tentar subir também. O Garotão estava no meio do caminho. Sentada no banquinho (agora, é o papai que acompanha o Garotão, já que a barriga de 32 semanas pesa um pouco pra andar na areia), fiquei observando qual seria a reação tanto do coleguinha como do Garotão. Será que o coleguinha iria empurrar o Garotão?Será que ele iria pedir pro Garotão sair?

Para minha surpresa, o amiguinho ofereceu o braço e ajudou o Garotão a subir. E, o encaminhou por todo o brinquedo, principalmente protegendo onde se manifestava sendo perigoso... E, fez isso por duas vezes.

Fiquei encantada, sentada lá no banquinho, toda orgulhosa desse amiguinho.
Eu nunca vi esse pequeno, não sei se o verei de novo. Mas, eu queria deixar aqui o muito obrigado. Amiguinho, obrigado por perceber que as diferenças são apenas mais uma oportunidade para estabelecer novas amizades, para ajudar. Muito obrigado por fazer o dia do meu Garotão super gostoso, ajudando a vencer o medo e as dificuldades e, principalmente, ajudando-o a curtir um brinquedo que ele gosta tanto.
Mais uma vez, muito obrigado!!!

quarta-feira, 11 de julho de 2012

O papel do Amigo



Em todo o tempo ama o amigo e para a hora da angústia nasce o irmão. 
Provérbios 17:17

Semana passada eu vi um artigo incrível num blog incrível (Lagarta vira pupa): Ajuda (clique aqui para ler). E, fiquei refletindo o quanto é importante estarmos cercados de pessoas que realmente se importam umas com as outras, né?

Sabe o que eu mais sinto falta? De compartilhar os momentos incríveis que vivo com o meu filho, principalmente as grandes vitórias. Compartilhar as lutas? Sim, claro que preciso, mas compartilhar as vitórias faz muita falta.

Assim como quando meu filho começou a falar. A vontade era sair contando pra todos... mas quantas pessoas realmente iam entender o quanto isso é importante? Principalmente porque contar que o filho está falando quando ele já tem 3 anos, não parece algo tão importante, né? E, contar que a caminhada demorou porque o filho passou o tempo inteiro apontando números? Parece até frescura contar algo assim. Nós, mamães, praticamente choramos quando algo assim acontece, mas depois, quando contamos, a reação de quem ouve geralmente parece que foi algo sem importância...

Se para as vitórias as coisas são assim, para as lutas, as coisas não são diferentes, com um agravante: coisas que são normais de serem resolvidas com as crianças neurotípicas, parecem desafios ainda maiores quando se trata de crianças especiais.
Sei também que tenho grande parcela de culpa nisso. Presumo aquilo que vão pensar. Imagino o que vão comentar. E, ainda penso que não vale a pena importunar as pessoas com aquilo que julgo ser importante, afinal, a luta é minha, não?

Ainda bem que o Senhor me presenteou com uma família maravilhosa, com quem posso contar, posso desabafar e posso ter um grande apoio. E, ainda bem que posso levar tudo ao Senhor, que simplesmente posso me achegar junto, descansar nos braços de Jesus e desabafar tudo o que sinto... E, bradar glória por cada vitória que Ele nos dá.
E, lembre-se: ser amigo é muito mais que estar junto, é fazer dos interesses do outro tão importantes como se fossem seus!

Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.
Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.
Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve. 
Mateus 11:28-30

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Frutos...


Jesus, porém, vendo isto, indignou-se, e disse-lhes: Deixai vir os meninos a mim, e não os impeçais; porque dos tais é o reino de Deus. 
Marcos 10:14
No ‘post’ passado (leia aqui), eu contei que o meu filho fez um novo amigo, que ele ganhou um novo amigo.
E, contei também que meu filho não deu muita atenção a esse amiguinho, né?
Eu tinha que voltar só pra contar no que deu aquele festival de quedas do amiguinho...
No dia seguinte, aconteceu algo que nos emocionou a todos: meu filho desceu para a quadra e o amiguinho estava lá embaixo com a mamãe dele. Nós íamos sair, mas o meu filho passou, pegou a bola e entregou a bola pro amiguinho!
Atitudes assim não precisam de palavras. O meu filho não fala exatamente, ele apenas repete o que falamos com ele. Mas, esse pequeno gesto, de entregar a bola pro amiguinho, não precisa de tradução.
Ambos entenderam.
Todos nós entendemos.
E aí? Precisa de palavras?