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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Cenas de Amor - Melhor Amigo

Família na sala conversando,  pergunto ao Garotão (5 anos 8 meses):
-Quem é seu melhor amigo?
Garotão pensa, pensa em responde:
-Irmã!
Devolvo a pergunta à Princesa (1 ano 10 meses)
- Quem é seu melhor amigo?
Ela responde:
- Irmão!

Garotão desce do sofá,  abraça Princesa e diz:
- Irmão adora a Irmã.  Irmã adora o irmão.

Pronto. Posso chorar???

terça-feira, 4 de março de 2014

O Garotão é um Irmãozão!


"e para a hora da angústia nasce o irmão."
Provérbios 17:17


Durante esses dias que a Princesa (11 meses)  esteve doente (contei aqui), estivemos muito preocupados com o Garotão (4 anos 9 meses). Nossa atenção esteve totalmente voltada para a Princesa e não sabíamos com o Garotão estaria encarando esse ‘abandono’.
Claro, ele sentiu bastante. Mas, mesmo em meio a tantas dificuldades, ele se mostrou ajudador, solícito e, principalmente, cuidadoso com a mamãe e com a irmã.
Sempre que a irmã vomitava, ele mesmo, sem que eu pedisse, corria e pegava um pano de chão ou uma fraldinha para limpar. E, chegava perto, e tentava enxugar. Quando eu sentava para amamentar (a Princesa passou o período todo quase que em amamentação exclusiva), ele corria na geladeira e pegava água para mim.
E, quando precisava ficar na casa dos avós para levarmos a Princesa ao médico, ele simplesmente ia. Na primeira noite que o deixamos com os avós, foi só falarmos que ele iria dormir com a vovó, ele correu, tomou banho sozinho, foi na gaveta, pegou a roupinha e ainda ajudou a juntar o que ele deveria levar para dormir lá.
Apesar de todas as manifestações de ciúmes, não posso deixar de destacar como ele é um irmãozão, do quanto ele cuidou de mim e da irmã para que ela retornasse firme e forte...

A impressão que tenho é que, a cada luta, a cada problema que passamos é um degrau para que o Garotão cresça, para que ele também vença as suas barreiras e evolua ainda mais. 

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

“Pega Enanuéi *no colo?”

"Sim, irmão, eu quero alegrar-me de ti no Senhor; reanima o meu coração em Cristo."
Filemom 1:20 (Versão Almeida Revisada - Imprensa Bíblica)

Todos sabem o quanto o Garotão ama a irmã. Mas, mesmo amando muito, o toque da irmã nem sempre é tão bem-vindo. Temos que avisar sempre que ela for tocá-lo (ou a levarmos para fazer um carinho), caso contrário, ele pega a mãozinha dela e afasta com força. E, quando avisamos, ele recebe o carinho e a gente percebe a carinha meio ‘agoniada’... mas aceita.
Outras vezes, ele se aproxima dela, a abraça, e isso é muito gostoso de ver. Muitas vezes também, ele chega do nada e dá um baita beijo nela (nessas investidas, temos que estar alertas, porque muitas vezes ele vem com tudo e acaba machucando a pequena).
Já tentamos muitas vezes colocar a Princesa no colo dele, mas em todas elas, ele rejeitou. Mesmo avisando, ele não aceita muito. Ele foge ou pede que a tiremos do colo dele.
Mas, sexta feira passada (04.10.13), ele surpreendeu. Estávamos brincando na sala e o Garotão (4 anos 4 meses) virou pra mim e disse: “Pega Enanuéi no colo”. Eu perguntei a ele pra quê. Ele repetiu a pergunta umas três vezes, e eu sempre repetindo a pergunta para que ele explicasse o motivo (sempre fazemos isso para estimular a comunicação verbal).
Mas, ele não respondia.
Então, veio a surpresa:
“Cado ciciado* pega Enanuéi* no colo”
Custei a acreditar: ele queria pegar a irmã no colo! Peguei a Princesa (6 meses) e coloquei nos braços dele. Ele a abraçou, mas não conseguiu segurar (10kg é muita coisa!). Mas não desistiu. Coloquei a Princesa no chão e ele foi e a pegou pela cintura (e eu fiquei com os cabelos em pé). Pedi que ele se assentasse no sofá e coloquei ela no colo dele. Que delícia!
Ele ficou com ela no máximo uns 30 segundos, mas foram os 30 segundos mais emocionantes. O gesto de carinho partiu dele!
Depois do colinho, ele queria que ela andasse. Fez com que eu a colocasse em pé no chão e a segurou pelas mãozinhas, puxando-a. Tive que explicar pra ele que ela ainda iria aprender a andar, e logo ele poderia ajudá-la.
Desde esse dia, ele tem repetido esse pedido. Outras vezes, ele não pede, mas vai logo pegando ela pelo meio... Tenho que ficar cada dia mais atenta, afinal, são tantas surpresas lindas...



*É assim que o Garotão fala o nome dele e da irmãzinha...

terça-feira, 28 de maio de 2013

Os primeiros dois meses – Aprendendo o amor de irmão

Aquele que ama a seu irmão permanece na luz, e nele não há tropeço. 
1 João 2:10
Estamos aqui completando os dois primeiros meses... Na verdade, completamos dia 22, não é? Mas tem sido os dois meses mais intensos de nossas vidas.

Desde que chegamos da maternidade com a princesa, o Garotão tem mostrado um amor, um carinho, algo inexplicável. O carinho é tão grande quanto é forte. É tão forte que tenho medo de que ele a machuque quando a beija e a abraça.

Mesmo assim, o ciúme existe. Mas ele não desconta no irmãzinha... às vezes é nele mesmo ou em mim. A primeira vez que eu fiquei sozinha com os dois em casa, a Princesa estava com menos de um mês. Eu estava amamentando, e o Garotão brincando no quarto dele quando ele me chamou. Eu não fui, não tinha como levantar com a menina mamando. Ele parou de chamar e aí, eu ouvi o barulho dele batendo a cabeça... Aí, não teve jeito... tive que tirá-la do peito e deixar a Princesa chorando para ver o que aconteceu... quando vi, o roxão na cabeça me deixou muito, muito chateada.

Então, tivemos três soluções: trazer os brinquedos dele pra sala, usar o sling para amamentar depois das 18h (hora que ele chega da escola e que a Princesa fica pendurada no peito e deixá-la chorando se for necessário. Foram perfeitas, já que agora é possível atender o Garotão um pouco mais rápido. Afinal, apesar de ser chato deixar a bebê chorando, pelo menos a integridade física dela está garantida se ela estiver no berço.

Agora, não temos mais problemas de auto-agressão, mas temos visto uma certa carência. Quando ela chora, ele corre para o meu colo, e não desce para que eu possa pegá-la. Se ela estiver dormindo, ele não quer saber de mim, mas se ela chora... ele resolve que quer colo.. aí, não tem jeito de colocá-lo no chão, não é choradeira, é algo mais sentido, de doer o coração mesmo... mas, se a Princesa está com fome, fazer o quê?

Apesar dessas situações, existem outras que são incríveis. Geralmente, essas mais difíceis só acontecem quando estou sozinha com ele. Quando temos mais gente em casa (o pai, os avós, os tios), ele se desdobra em carinhos com a irmã, à ponto de subir no berço para beijá-la. Quando quer conversar com ela, ele repete o choro dela, como se fosse a língua dela. Nunca chega pra ela e a chama pelo nome ou fala algo carinhoso... mas é lindo perceber o quando ele quer se comunicar com ela...

E os beijos? Na cabeça, no pezinho, na mãozinha e na barriga... Incrível, ela já vira o rostinho pra ele quando ele chega perto... que delícia!!!

Sei que eles vão construir uma relação incrível, amizade e cumplicidade. Esse caminho terá um monte de atropelo, mas será perfeito, para uma amizade perfeita!