De 1o a 7 de agosto de 2014 foi comemorado a #SMAM214 - Semana Mundial de Aleitamento Materno. Nesse período muitas páginas e perfis tem compartilhado fotos, dicas e incentivo à amamentação, mostrando sua importância tanto para o bebê como para mãe.
Eu vou aproveitar pra falar o quanto eu amo amamentar. Fui agraciada com esse privilégio. Com o Garotão, não fui até os seis meses exclusivo (inexperiência), mas caminhamos para uma amamentação até 2 anos e 2 meses com desmame natural e gradual. ..
Tivemos alguns probleminhas: suspeita de refluxo, ganho de peso abaixo do esperado e, a tão temida indicação de complemento. ..
No dia que a pediatra receitou fórmula, eu chorei muito. .. me senti incapaz, como se estivesse fazendo tudo errado. Então levei o AME até cinco meses e meio e fiz a introdução alimentar: frutinhas, papinhas e até leite de vaca. Mesmo assim, Garotão mantinha o ganho de peso abaixo do esperado. Depois que ele fez um ano, e que estava com a alimentação estabelecida, desencanei (depois eu descobri que tanto os sintomas de refluxo como o ganho de peso insatisfatório era na verdade, hiperlactação)
Fizemos o desmame noturno (esse foi tenso! ) e o Garotão foi desmamando gradualmente. Primeiro, parou com as mamadas do meio da manhã. Depois, as do meio da tarde. Depois, ao acordar. .. e depois, as mamadas para dormir. .. e até que, com 2a2m, eu passei a dar cada mamada como se fosse a última. ... e ele desmamou... um desmame tranquilo, sem choro e sem dor.
Quando veio a Princesa, nós já estávamos preparados caso tivéssemos sintomas de refluxo. Assim que a Princesa começou a golfar muito, começamos a tratar como hiperlactação e não tivemos nem golfadas mais. E o melhor de tudo: o Banco de Leite Humano da minha cidade passou a receber um pouquinho desse leite.
Hoje a Princesa ainda mama em Livre Demanda e estamos esperando o momento do desmame noturno e ainda continuo tendo leite pro BLH. Espero que a Princesa mame bem até pelo menos os dois anos e espero ainda ajudar o BLH durante esse tempo! !
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domingo, 17 de agosto de 2014
Semana Mundial de Aleitamento Materno - 2014
terça-feira, 20 de maio de 2014
Doando Leite Materno
Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada,
sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço;
Lucas 6:38
Lucas 6:38
Dia 19 de maio é o dia de Doação de Leite
Materno e, justamente esse mês completa um ano que sou doadora.
Na época do meu Garotão, eu acabei não me
informando e não participando dessa rede, mas quando a Princesa nasceu e eu vi
que novamente eu tinha muito leite, resolvi me mexer e contribuir.
Quando comecei, eu retirava cerca de 90ml
por dia. O banco de leite (BLH) só buscava em casa quando armazenava no mínimo
400ml. Assim, eu conseguia que eles
buscassem em casa toda semana.
Com o tempo, o volume retirado foi
aumentando (leite materno, quanto mais se ordenha, quanto mais se tira, mais se
tem) e cheguei a 400ml num dia! Quando conseguia essa marca, eu ficava muito
eufórica. Eu também fazia um estoque de leite para a Princesa, pensando em
urgências (como por exemplo, se o Garotão ficasse doente e eu tivesse que ficar
no hospital com ele – Graças a Deus, isso nunca aconteceu!)
E, enquanto isso, a Princesa mamava,
mamava, mamava, engordava lindamente!
Eu tinha uma certa rotina: “economizava”
uma mama durante a noite, acordava e ordenhava.. geralmente conseguia armazenar
cerca de 200ml numa mama. Depois dessa mama, eu ordenhava o que ‘restou’ da
noite da outra mama. Depois, a Princesa acordava, mamava, mamava e mamava
Logo a Princesa fez seis meses e começou a
introdução alimentar e o meu medo era que a redução das mamadas da Princesa
também reduzisse a quantidade de leite ordenhada para a doação. Aos poucos a
quantidade de leite ordenhada foi caindo mesmo, mostrando que a produção de
leite materno realmente está condicionada à necessidade do bebê. Estava em
média retirando cerca de 100ml por dia.
Quando a Princesa entrou na escola, a
quantidade baixou ainda mais. Agora estamos ordenhando na faixa de 50ml por
dia, às vezes consigo uma ‘descarga de ocitocina’ que faz ter uns milagrinhos
de 200ml numa ordenha.
Doar leite pra mim é algo fantástico. Me
faz muito bem. Sempre penso nos bebezinhos que estarão recebendo. Oro por eles,
pela saúde deles e peço que o Senhor abençoe cada gota de leite que Ele me deu.
Penso também em quantos irmãozinhos de leite a Princesa tem circulando por aí.
E, eu gostaria muito de ver os bancos de
leite de nosso país cheios, que todos os bebezinhos pudessem receber o leite materno,
que todas as mamães que tenham fartura, possam doar com tranquilidade. Gostaria
que todas as maternidades, públicas ou privadas tivessem um banco de leite para
receber leite doado e também para orientar as mamães que tem dificuldade com a
amamentação.
E assim, gostaria de marcar essa data tão
especial:
19 a 23 de maio – Semana da Doação de Leite
Materno
Maio – Um ano como doadora!
quarta-feira, 5 de março de 2014
A Importância do Aleitamento Materno quando o bebê está doente
Não tem coisa mais preciosa para um bebê
doente que o aleitamento materno. A cada susto que passamos com os bebês
(lembro também quando o Garotão mamava), percebo o quanto o fato de serem
amamentados são cruciais para a recuperação deles.
Nessa última vez que a Princesa (11 meses) adoeceu
(contei aqui), o meu maior desespero foi quando ela colocava até o leite
materno para fora. Se não fica nem o leite materno, o que é que ficaria no
estômago dela?
Quando fomos para o Pronto Socorro, a
médica recomendou que ela não mamasse até que desse ao menos 20 minutos após a
aplicação da medicação venosa. Foi o momento mais doloroso para mim. Afinal,
como consolar a Princesa depois de tantas furadas para achar a veia?
Foram apenas 20 minutos... E ela voltou a
mamar. E, em meio a tantas crianças com os mesmos sintomas, ela era a única que
conseguia aceitar alguma alimentação, no caso, o peito. E, graças a Deus,
depois da medicação, o leite materno (LM) começou a ficar no estômago.
E, o que eu mais ouvia no repouso do PS,
enquanto ela e várias outras crianças estavam no soro por causa da
gastroenterite viral era: “Graças a Deus, ela mama! Porque, pelo menos ela está
se alimentando! Aqui, o meu filho não consegue nem beber água!”
Durante os 10 dias, apenas a Princesa
aceitou apenas o Leite Materno e um pouquinho de água. Nada de comida, nada
soro... apenas Leite Materno. Foram 10 dias de novo Aleitamento Materno
Exclusivo... E, mesmo assim, a Princesa perdeu quase um quilo.
Por isso, eu sempre digo quanto é importante manter o bebê no peito
mesmo após os seis primeiros meses exclusivos... Isso não garante que o bebê
não vai adoecer, mas garante que a recuperação dele será muito, muito melhor do
que se não estivesse no peito.
Aleitamento materno, mesmo depois dos seis
meses, é tudo de bom!
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