No final desse mês
fará um ano que recebemos a primeira suspeita oficial de que meu filho estava
no espectro autista. Eu ia fazer esse post avaliativo quando fizesse um ano,
mas como tive consulta recentemente com a neuro, resolvi então fazer essa
análise agora.
Tanta coisa aconteceu
durante esse último ano... Conhecemos a Deus de uma forma única e especial,
aprendemos de Deus de uma maneira incrível! E, temos visto Deus de uma maneira
inexplicável.
Temos aprendido o
sabor de vitórias. Aprendemos a comemorar cada passo, por menor que seja.
Aprendemos a vibrar a cada som novo e toda vez que eles se repetem. Temos
aprendido a nos demorar mais nos caminhos que tomamos para curtir cada novidade
apontada, cada nome citado, cada número falado, cada letra encontrada.
Temos aprendido a
ter paciência. A lembrar que tudo que é difícil para nós, também é difícil para
nosso Garotão. Que o tanto que nós nos frustramos, pode também estar frustrando
a ele, com uma grande dificuldade: ele não conseguir expressar o que sente, nem
o que passa em seu coraçãozinho...
Durante a consulta
com a neuro, após tantos relatos de vitórias, a neuro deu o seguinte parecer: o
diagnóstico só deve ser fechado quando o nosso Garotão fizer 6 anos, com uma
grande probabilidade de ser ou Asperger ou até mesmo fechar fora do espectro.
E, estamos caminhando para ir reduzindo a dosagem de risperidona. Na terapia
ele já passou para a segunda fase do protocolo: já passou do estímulo do
contato visual para a troca de turno (segundo a psicóloga e a neuro, é que ele
já faz algo esperando uma resposta). Isso não é lindo?
Bom, vou
apresentar a lista de coisas que o nosso Garotão (3 anos e 3 meses) tem feito, que nos tem dado
muita alegria, e apresentar também aquilo que ainda não faz...
- Ele consegue
denominar as coisas e apontar o que conhece e dizer os seus nomes espontaneamente.
- Consegue
responder quando perguntamos: “Quem é?”. Mas tudo para ele, inclusive as
coisas, são “quem é!”. Se pergunto: “Qual o nome?” ou “O que é isso?” ele ainda
não consegue compreender.
- Consegue fazer
algo esperando uma resposta. Claro, que isso não acontece sempre, mas ele já
faz algo esperando que a gente repita ou que pelo menos comemoremos com ele...
- Ele já sobe e
desce as escadas sozinho. Logo essa parte vai ter um post especial, porque foi
algo muito legal quando isso começou a acontecer.
- Ele fala o
alfabeto, conta até 50, mas ainda não sabe falar 50. Então ele fala: “Aenta e
nove, aenta e dez” e vai até “aenta e vinte”. Identifica as letras, os números,
inclusive, sabe diferenciar quando é 2, 3 (dois e três) de quando é 23 (vinte e
três).
- Identifica a
família inteira: mamãe, papai, garotão e neném.
- Identifica coleguinhas da escola, professoras e ainda uma amiguinha de internet que ele só viu uma vez (e claro, acompanha as fotos no FB).
- Identifica coleguinhas da escola, professoras e ainda uma amiguinha de internet que ele só viu uma vez (e claro, acompanha as fotos no FB).
- Ainda mantém as
estereotipias, mas está bem menos frequente. Não precisa ficar fazendo isso o
tempo inteiro, mas às vezes, é como se ele pedisse um tempo para se refugiar
nisso. Nós respeitamos e deixamos que ele tenha esse momento.
- As birras
autodestrutivas diminuíram consideravelmente. Ele tem gritado, até batido na
gente, mas considerando que é melhor que ele se bata, né? Mas às vezes do nada,
ele ainda bate a cabeça na parede a gente ainda não entende porquê.
- Agora, nosso
garotão aprendeu a orar sozinho. E, ainda quer orar sozinho e não deixa que a
gente ora, às vezes.
Bom, assim está o
nosso garotão. Crescendo, lindo, e saudável. Mas temos um desejo muito maior
pra ele:
Antes
crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele
seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém.
2 Pedro 3:18
2 Pedro 3:18