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terça-feira, 27 de novembro de 2012

A Evolução das Birras



Uma das grandes dificuldades do nosso Garotão (3 anos 6 meses) é lidar com sua própria frustração. Quando começamos a perceber que algo não ia bem com ele, a forma como ele expressava sua frustração era o que mais chamava atenção. Geralmente ele dava cabeçadas no chão, ou em qualquer lugar que estivesse perto.

Lembro muito bem como tivemos que aprender a contê-lo. Foi muito triste para nós sabermos que precisávamos segurar de uma forma tão dura... Mas, queríamos que, em meio às crises de birra (ele batia cabeça batia o qualquer parte do corpo em qualquer lugar) ele se sentisse amado. Então pegávamos, o abraçávamos por trás, segurávamos as suas mãozinhas cruzadas sobre o corpo e segurávamos a sua cabeça com nossa própria cabeça, enquanto dizíamos: “Mamãe (ou papai) te ama!”

E, estamos em plena evolução. Já passou da cabeçada no chão para o tapa. Quando ele começou com os tapas direcionados para nós, ficamos felizes. Parece contraditório, né? Mas, para nós era uma vitória, já que ele diminuía a quantidade de vezes que se auto-agredia.

E, agora, a grande novidade. Com os tapas, temos ensinado ao Garotão que quando ele estiver frustrado, com raiva, ele pode gritar, pode chorar... e então... quando ele se frustra, a gente escuta: “aiaiaiaiai!”. A gente tem vontade de rir, porque ele fala de uma forma muito fofa, e ficamos muito felizes porque esse “aiaiaiaiai” tem substituído muitos tapas...

Ele ainda se bate. Sim, se bate, mas com menos força, e em menor quantidade de vezes. Ele ainda nos bate. Ainda bate, e, às vezes ataca diretamente a barriga (isso machuca tanto o coração!), mas conseguimos dizer: “grita, filho, grita!”, e não bate mais indefinidamente, até passar a raiva. E, agora, o Garotão diz “aiaiaiai”...
É gostoso ver como ele cresce, não é?

Eu te louvarei, de todo o meu coração; na presença dos deuses a ti cantarei louvores.
Inclinar-me-ei para o teu santo templo, e louvarei o teu nome pela tua benignidade, e pela tua verdade; pois engrandeceste a tua palavra acima de todo o teu nome.
No dia em que eu clamei, me escutaste; e alentaste com força a minha alma.
Todos os reis da terra te louvarão, ó SENHOR, quando ouvirem as palavras da tua boca;
E cantarão os caminhos do SENHOR; pois grande é a glória do SENHOR.
Ainda que o SENHOR é excelso, atenta todavia para o humilde; mas ao soberbo conhece-o de longe.
Andando eu no meio da angústia, tu me reviverás; estenderás a tua mão contra a ira dos meus inimigos, e a tua destra me salvará.
O SENHOR aperfeiçoará o que me toca; a tua benignidade, ó SENHOR, dura para sempre; não desampares as obras das tuas mãos. 
Salmos 138:1-8

terça-feira, 15 de maio de 2012

O primeiro beijo do papai...



Vinde, e vede as obras de Deus: é tremendo nos seus feitos para com os filhos dos homens. 
Salmos 66:5

Esses dias eu estava pensando em passar por aqui. Não tinha nenhuma novidade grandiosa, só lutas, lutas e lutas... Mas, geralmente quando estou em meio à muitas lutas fico sem inspiração para escrever.

Ontem e hoje pela manhã estava me sentindo meio incompetente como mãe. Afinal, em meio a tanta correria, não conseguia dar atenção suficiente ao meu filho. Fui chamada para conversar na escolinha dele porque ele estava dormindo todas as aulas. Consegui me sentir péssima por não estar conseguindo rotina para que ele dormisse cedo e, quando precisasse acordar cedo, não sentisse sono. Mas, o que mais me impressionava não era o sono dele à tarde, mas o fato dele ficar com sono na sala... saí muito chateada da conversa com a pedagoga.

Além disso, meu filho parou as mordidas e começou com os tapas. Pois é, meu filho estava me batendo tanto de raiva como sem motivos nenhum. Coloquei-o de castigo e nada de diminuir os tapas... Assim, eu estava me sentindo péssima.
E, para completar, tive que pedir ao pai dele para que os dois saíssem pra que eu conseguisse terminar as minhas tarefas. Isso doeu o meu coração... puxa, não estar dando conta de fazer duas coisas ao mesmo tempo! Foi difícil.

Mas, quando os dois chegaram da rua, eu abracei o meu filho e aí, veio a surpresa, ganhei um beijão. Com ummmmsmack!! Foi perfeito! Aí, eu comecei a pedir beijo e ele me respondia me beijando. Depois eu falei: dá beijo papai, ele chegou de mansinho e deu ummmmsmack no papai... fiquei emocionada. Beijamos tanto esse garotão, tanto, tanto... não dá nem pra descrever.

Receber um beijo de um filho é algo indescritível. Eu queria muito ganhar um beijo no dia das mães. Não ganhei esse beijo no dia das mães, mas três dias depois vi o meu marido ganhando esse beijo tão esperado. Foi muito emocionante esse momento.
Quando meu filho chegou da escola hoje também ganhei outro beijo. Aliás um monte... foi incrível...
Não sei se esses beijos agora serão regra ou serão surpresas e pérolas como dizer ‘mamãe’, não importa... só quero que cada beijo continue sendo tão especial.