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sábado, 28 de janeiro de 2012

A primeira consulta com Otorrinolaringologista


Assim diz o SENHOR que te criou e te formou desde o ventre, e que te ajudará: Não temas 
Isaías 44:2

Depois que saímos com o encaminhamento, liguei para a clínica de otorrino e fono e perguntei o que eu devia fazer. Em meio a tantas dúvidas, a atendente foi solícita e me orientou em tudo o que eu precisava. O meu maior medo era que, como a pediatra tinha escrito “mãe preocupada com a fala”, eu não poderia fazer nada, nem conseguir uma consulta.
Pela graça de Deus, conseguimos a consulta com otorrino sem qualquer problema e, pela primeira vez, sentimos que alguém estava nos dando a atenção que precisávamos. Ela viu os primeiros exames do meu filho (teste da orelhinha, que a criança faz quando nasce) e perguntou porque eu não voltei quando ele tinha 6 meses. Eu fiquei encucada, pois não sabia. Sim, estava escrito no exame que a criança deveria voltar e fazer o exame aos seis meses, mas esperava que a pediatra falasse alguma coisa. É, ninguém falou nada. À partir de então, a otorrino fez um histórico de vida do meu garotão.
Então, eu contei que quando ele nasceu, tivemos um probleminha. Eu precisei de anestesia geral e meu filho ‘pegou’ a anestesia e nasceu hipotônico. O meu conhecimento sobre esse fato era que meu filho nasceu apagado e tinha sido reanimado. Os detalhes, eu não sabia. Então, a otorrino perguntou: “E você nunca foi a um neuro?” Eu fiquei assustada. Afinal, ninguém tinha dado importância a esse fato. Nenhum profissional pelos quais passei falaram qualquer coisa. Eu achei que tudo estava resolvido. Então, aí, senti que o que meu filho não se desenvolvia era devido à esse fato.
Fizemos os exames pedidos pela otorrino e vimos que meu filho estava escutando bem. Os exames mostraram que a audição do meu filho estava perfeita. Então, a otorrino pediu um outro exame, o BERA.
Desci da consulta com um encaminhamento pra neuropediatra, e passei no hospital onde meu filho nasceu e pedi o prontuário de nascimento do meu filho. Fiquei ansiosa para saber o que foi que se passou naquele centro cirúrgico.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Ainda sem direção... mas com encaminhamento.


Percebendo os sinais...
No post passado, eu comentei que começamos a estranhar que o nosso filho havia parado de falar, e que a pediatra nos havia recomendado que o nosso filho fosse pra escolinha.
Bom, em fevereiro, depois que eu voltei da minha pós, no Rio, meu filho começou na escolinha. A primeira semana foi tensa: quem disse que ele ficava? Mas, para a surpresa de todos, meu filho demorou apenas 1 semana em adaptação. Estávamos felizes e torcendo pelo desenvolvimento de nosso filho.
Além da fala, outra coisa nos preocupava em relação ao desenvolvimento do nosso filho: a forma como ele encarava as frustrações. Ficávamos assustados porque, a cada coisa que dava errada, ele exacerbava em sua raiva. Não somente gritos e choros, mas também batia a cabeça no chão, na parede se mordia. Nós ficávamos assustados com esse comportamento. Achávamos duas coisas: que os filmes infantis que assistíamos estavam influenciando negativamente e que estávamos sendo péssimos pais. Nãos sabíamos educá-lo, não sabíamos cuidar dele.
E, uma outra coisa que nos pertubava: o sono do meu filho. Ele quase não dormia. Esperávamos que com a escola ele dormiria mais, pois passaria a tarde toda em atividade. Porém, ele continuava dormindo tarde, acordando cedo e matando a gente... Parecia que a nossa energia não dava conta da energia dele.
Então, Maio chegou. Meu filho teria a última consulta do 2º ano, e a primeira do 3º. Ano. E a fala dele, não deu um sinal de que estaria se adiantando. Como se ele estivesse estacionado no desenvolvimento dele. Então, confrontei a pediatra e pedi uma solução, um encaminhamento para um profissional qualificado. Ela disse que eu poderia esperar até 2anos e 8 meses, mas eu não aceitei. Exigi um encaminhamento assim mesmo e a médica escreveu: “Ao fonaudiólogo, mãe preocupada com a fala.” E, para um otorrino, fazer audiometria e impedanciometria. Quando comentei a questão do comportamento exagerado na birra, ela disse que era responsabilidade nossa, como pais. Isso me deixou muito pra baixo, pois não sabíamos mais o que fazer.
Saímos então da consulta com dois encaminhamentos, um medo de que algo pudesse estar acontecendo e sem qualquer orientação, a não ser dois encaminhamentos com a certeza de que nenhum deles mostraria qualquer coisa.

Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não temas, nem te espantes; porque o SENHOR teu Deus é contigo, por onde quer que andares. 
Josué 1:9