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terça-feira, 8 de outubro de 2013

Surpresas de um dia de chuva


Vindo sombras escuras nos caminhos teus
oh, não te desanimes, canta um hino a Deus!
Cada nuvem escura arco-íris traz
quando em teu coração reinar perfeita paz.
(Cantor Cristão, 229)

O tempo tem estado muito frio. Em plena primavera, uma frente fria chegou pra nos congelar. E, com ela, veio uma chuva forte e gelada.
Sempre vou buscar o Garotão na escola com a Princesa no sling. Como o tempo estava muito incerto, meu pai veio aqui em casa me oferecer ajuda. Uma nuvem bem escura estava em cima da gente prestes a desabar.
Foi só sair de casa que a chuva começou. Fiquei numa dúvida tremenda: ir ou não ir buscar o Garotão (4 anos 4 meses) com a Princesa (6 meses) no sling?
Peguei o guarda-chuva e decidimos ir.
E, a chuva cada vez mais forte, e com vento. Com um guarda-chuva (que nós carinhosamente apelidamos de Geroim) grande, tentava proteger a Princesa e meu pai. Chegamos na escola, e vi o meu Garotão de costas, olhando pra turma. E aí, veio a Professora e a Estagiária dizendo:
“Olha a surpresa do Garotão hoje!”
Vejam só!

Pois é! Garotão escreveu! E começou com uma palavra enorme! Já contei aqui o quanto a questão do registro era difícil pra ele,(VEJA AQUI e AQUI)  e chegar na escola e ver uma surpresa dessas... é de emocionar...
Fico pensando se eu tivesse desanimado de ir buscá-lo na chuvarada que deu. Se eu tivesse me acomodado e não ido. Teria perdido a oportunidade de ver em primeira mão essa novidade, essa surpresa.
Sim, mesmo desafios pequenos, como uma tarde de chuva, ou maiores, que talvez eu nem consiga citar aqui, podem esconder surpresas maravilhosas mandadas por Papai do Céu. Agora, ninguém nos segura em casa!!



sábado, 1 de junho de 2013

E a escrita?


Por que, pois, desprezar esses humildes começos? 
Zacarias 4:10

Enquanto o Garotão aprende a conviver com a irmã, ele também tem enfrentado desafios na escola. Estamos com 4 anos, no Grupo 3. Começam agora as tarefas de pintura, escrita... seria tudo ótimo se não fosse um detalhe: o Garotão não pega num lápis, caneta ou qualquer outra coisa parecida para pintar, escrever, enfim... não usa os rabiscos voluntariamente.

Não tem aquelas fases que as crianças passam quando estão crescendo? Rabisco, círculos, tentativas de representação? Garotão não passou por nenhuma delas simplesmente porque não tem o menor interesse nesse tipo de registro!

No ano passado, no Atendimento Especializado, a professora dele conseguia que ele rabiscasse um pouquinho. Esse ano, ele simplesmente se recusa a pegar um lápis. Na escola regular, ele só usa o lápis se a estagiária pegar a mão dele e colocar sobre o papel e guiá-lo. Com isso, ele acaba só querendo escrever assim.

Então, tentamos em casa deixar sempre lápis e papel disponível (canetinha, giz de cera, lápis de cor... muita variedade), para ver se ele se interessa... Fiquei meio triste porque nem uma parede foi riscada... Ele só se interessa em tirar os lápis da caixa e guardá-los de novo.

Agora, vem a parte engraçada: com um pequeno empurrãozinho, ele escreve! Tipo, ele não desenha, não pega, mas ele desenha letras!!
E então? O que fazer?

A pressão em cima dele é muito grande, e em cima da gente também. Conversei com o meu esposo e chegamos a uma decisão: vamos tratar essa de escrever como se fossem pérolas. Não era assim quando ele estava começando a falar? Então, a expressão gráfica também será assim. Sempre estaremos estimulando o Garotão. Quando ele pintar,desenhar ou escrever, faremos uma festa daquelas.


O resultado pode até demorar, mas vai ser tão lindo quanto a fala!!!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Quando ofendem o seu filho



"Pois homens dizem calúnias contra mim, e falam mentiras a meu respeito. Eles podem fazer-me mal; porém, tu, ó Senhor, me abençoas." (Salmos 109: 2, 28a)

É, fiquei triste, muito triste. Fomos ao parquinho com o meu filho e chamaram o meu filho de “burro”. Foi uma outra criança, talvez de uns 8 a 10 anos. Não digo que ofendeu o meu filho, porque não tenho a menor ideia do quanto ele entendeu, ou do quanto isso o machucou, mas eu fiquei profundamente revoltada.

Mas, vamos ao relato:
Descemos para o parquinho do condomínio pra brincar no fim da tarde. O Garotão ama simplesmente correr na areia, mas não interage com as crianças que estão ali também, simplesmente corre e chama a mamãe quando precisa de ajuda ou companhia.

Nesse dia, o Garotão (3 anos 7 meses) estava correndo pela areia e o garoto se aproximou pra perguntar alguma coisa. Deixei para ver como o nosso Garotão iria reagir a essa aproximação. Fiquei olhando, observando de longe. Com a aproximação, nosso Garotão tentou se afastar, recusava qualquer forma de aproximação do garoto. Então, eu ouvi: “Seu burro! Aquela bicicleta vermelha é sua?”

Fiquei triste, revoltada. O Garotão veio pra mim, olhei para o garoto com a cara mais feia que consegui e o garoto veio me perguntar se a bicicleta era nossa. Não falei nada com esse garoto, apenas olhei e pensei um monte de coisas.

Primeiro, por mais revoltada que eu estivesse, não consegui culpar essa criança por essa reação. Fiquei pensando se por um acaso não é assim que ele é tratado em casa? Se ele não sabe a resposta, será que ele não é chamado da mesma forma? Será que ele não conhece o diferente e não sabe lidar com isso? E, será que esse garoto não sabe lidar com carinho com outras crianças menores?

E, uma outra coisa: como eu queria saber o que é que se passou no coraçãozinho do meu filho quando esse garoto o tratou assim... queria ter uma bolinha de cristal só pra saber se ele ficou chateado ou não...

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Mamãe: o melhor chamado do mundo



"Clamei ao Senhor por socorro, e tu me ajudaste." (Salmos 30:2)

Estamos felizes demais. Desde que o Garotão (3 anos 7 meses) aprendeu a falar mamãe, papai, vovô e vovó, estávamos ansiosos para o momento em que ele usaria essas palavras para nos chamar.
E, esse momento chegou!

Queríamos ter certeza, antes de contar, de que isso não era apenas uma pérola, queríamos ver se ele começaria a usar para nos chamar... até que começou uma manhã dessas de dezembro. Papai e mamãe acordaram, tomaram café e, ao invés do famoso “aguga!” (ajuda!), ouvimos: “Mamãe!”. Ele chamou mamãe ao acordar! Ficamos imensamente felizes!
Depois, ele foi evoluindo... para acordar, mamãe, para ir pro colo do papai, simplesmente ‘papai, colo’. E, usando essas palavras não somente para apontar, mas principalmente para chamar.

Então, esse chamado foi se expandindo: no parquinho, ao invés de gritar: “Aguga!” para balançar, ele chamava ou mamãe ou papai, dependendo da boa vontade dele...
E, a grande prova de que o “mamãe” virou realmente um chamado:

Garotão correndo pra quadra, conseguiu arranjar briga com um coleguinha (pois é, desse tamanho, já arranjou briga, e CONTEI AQUI como foi), ele simplesmente gritou: “mamãe!”

Sim, o meu Garotão finalmente aprendeu a chamar Mamãe!! Agora sei que, quando ele precisar, ele vai chamar alguém. Feliz demais!!!

sábado, 14 de julho de 2012

Entre Medos e Esperanças



O minha alma, espera somente em Deus, porque dele vem a minha esperança. 
Salmos 62:5
Na sexta, dia 13.07  teve mais uma seção de psicoterapia do garotão. Foi legal o garotão deu o maior baile na psicóloga, pois ele só mostrou quem realmente ele era quando a câmera foi desligada... muito engraçado!!!
Mas, uma coisa que me marcou muito foi uma dúvida que corroia muito o meu coração que finalmente tirei. Quando meu filho começou a falar,eu escrevi aqui que  a fala tem sido como a de uma criança que estácomeçando a falar (1 a 2 anos). Então perguntei a psicóloga se essa fala é porque ele está começando a falar ou é porque ele tem o cognitivo comprometido.

Ela me aliviou dizendo que o cognitivo dele está bem, que não dá pra medir a inteligência pela fala. E, que o que ele fala demonstra o quanto ele conhece mesmo, e que não é uma fala sem embasamento. Ela deu o exemplo dele contando de 1 a 9 na sala, ele poderia ter feito como todas as crianças, contado até dez, mas ele só falou o que estava escrito no quadro. É provável que ele tenha um desenvolvimento cognitivo normal.
Um alívio, né?

Mas a seção com a psicóloga foi muito legal. Pelo que entendi, a sessão é filmada, e nessa filmagem, a psicóloga depois mede a quantidade de interação visual, e com as intervenções, mede o progresso, ou seja, mede o aumento das interações visuais. Dessa vez, fui eu que filmei. Foi muito interessante, pois sabendo exatamente o que eu tinha que focar, eu me divertia em ver o esforço da psicóloga e o quanto o meu Garotão fugia. Ela só conseguiu um pouco de interação visual quando ela brincava com ele de boliche. Quando ele derrubava os pinos, ele falava “caiu!”, olhava pra ela e caía na gargalhada! Uma hora, ela pediu pra ele derrubar os pinos com a bola. O que o garotão fez? Pegou a bola e derrubou os pinos, segurando a bola... achei muito engraçado. Foi muito difícil não cair na gargalhada!

Estou ansiosa pra conversar com a psicóloga pra entender as intervenções. Acho que sou ansiosa demais, né? Mas, teremos aí duas semanas sem terapia, já que estarei viajando para terminar a minha pós. Então, só em agosto!

sábado, 23 de junho de 2012

Pulando de alegria...



Puxa, estou tão empolgada!! Nosso garotão tem tantos avanços para relatar que estou até sem tempo de passar aqui pra contar... são tantas novidades!! Foram duas semanas bem intensas de tantas coisas novas.


A primeira novidade: nosso garotão começou a pular tirando os dois pés do chão. Na verdade, do pula-pula. Foi até engraçado, porque eu estava em meio a uma reunião do ministério infantil de nossa igreja, que estava sendo realizada na sala das crianças de 4 a 8 anos (a sala das crianças tem brinquedos: escorregador, pula-pula, etc). Enquanto nos reuníamos, o Garotão brincava. Foi quando eu olhei e vi que ele tirava os dois pés da lona ao mesmo tempo. Foi difícil comemorar no meio da reunião, né? Mas, eu chorei de alegria (discretamente, mas chorei!).

Outra novidade: O Garotão falou pela primeira vez em sala de aula. Pois é... foi uma festa e tanto, tanto pra mim, como para os professores. Quando fui pegá-lo na escola, todos os educadores que lidavam comentavam o fato dele ter falado pela primeira vez em sala de aula. Foi uma festa na escola toda! Fiquei impressionada! Foi algo simples: a professora de educação física pediu pra ele guardar o material na caixa, e o Garotão repetiu: “Caixa”. A todos vibraram! Além disso, ele está bem alegre, falador e risonho em sala de aula.

E, para encerrar essa lista de novidades, ele teve a iniciativa de comer sozinho na casa dos avós paternos. Foi tão engraçado! Estávamos todos conversando na mesa, e ele se estressou com o atraso da colher e resolveu começar sozinho. Todos na mesa pararam para parabenizar esse grande passo do Garotão. O mais impressionante, foi ele resolver passar à frente com a colher, sem pegar direto coma mãozinha... Que delícia!!!
Com tanta alegria, tanta novidade, tanta coisa linda, Deus fez voltar ao meu coração uma música, que é a música que embalou o namoro meu e do meu marido, que se chama “Para Sempre, Fiel”. E a parte que me fez pensar esses dias:

“Meu coração, muitas vezes, questionou o Seu agir,
Mas, para sempre, Ele é Fiel, a mim!”

domingo, 3 de junho de 2012

Quando chega a hora de Deus



Tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito debaixo do céu. 
Eclesiastes 3:1
Prosseguindo com a história de todo o diagnóstico:
Depois que lemos o prontuário, chegamos à conclusão que tudo era culpa da anestesia geral. Estávamos tranqüilos, pois agora era esperar a consulta com o neuro e aguardar o que daríamos de estímulo pro meu filho voltar a crescer como todas as crianças.
Então, chegou o mês de setembro. Eu estava com viagem marcada... iria para o Acampamento da MCA (Mulheres Cristãs em Ação – da UFMBB). Eu estava animada e ansiosa porque seria a primeira vez que eu viajaria sem o meu garotão. Ele ficaria em casa com o pai. Mas a semana anterior à viagem foi um tormento.

Foi uma sequencia de pesadelos, meu filho ficou dodói... parecia que não era para eu ir ao acampamento. Na quinta feira, levei o meu filho ao pediatra por causa da gripinha.
Como eu estava sem pediatra (eu iria ‘experimentar’ uma nova pediatra) eu resolvi contar tudo pra ela. Ela começou fazendo um histórico do meu filho e, durante a anamnese perguntou se ele já teve alguma intercorrência. Eu disse que não. Ela perguntou como foi o parto e eu respondi: “ele nasceu apagado porque eu tomei anestesia geral”. Então, ela ‘brigou’ comigo: “E você diz que não teve nenhuma intercorrência? Por que você não contou isso?” Então eu contei que ninguém nunca tinha falado que isso era importante.
Então senti confiança em dizer que ele não falava, que ele tinha reações muito fortes quando ficava decepcionado, que era apegado à rotina e que na escola quase não interagia. Então ela falou: “Alguém já te falou de autismo?” Foi então que eu percebi que o autismo não era algo da minha cabeça, que tinha mais coisa pra procurar e que eu realmente teria que esperar até outubro, quando estava marcada a consulta com a neuropediatra.

Fiquei triste, mas não arrasada. E, apesar de tanta coisa contrária, fui ao acampamento da MCA. Meu coração ficou na mão todos os dias, de saudades do garotão, do meu marido.
Nesse acampamento tem uma caixinha onde nós depositamos os nossos pedidos de oração. Pela primeira vez em toda a minha vida de MCA, eu resolvi escrever e colocar o meu pedido de oração. Aí, comecei a ver Deus trabalhando (não que Ele não estivesse, o problema é que só quando Ele nos abre os olhos é que conseguimos ver.)

O acampamento começou na sexta, e no sábado, tive uma palestra sobre educação de filhos com uma psicóloga. Após a palestra sentei com ela e desabei. Contei para ela o que eu estava sentindo, o que tinha acontecido. Assim, ela começou a me orientar sobre o que fazer.

Meu deu o telefone de uma clínica de psicologia, me deu uma lista de materiais para pegar e levar para a primeira consulta com o meu filho. Recomendou que eu pegasse um relatório dele na escola, que filmasse a rotina dele, que até filmasse ele na escola.  Eu não sabia, mas esse foi apenas o primeiro milagre que o Senhor estava preparando para nós.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Meu Primeiro Beijo



Tudo fez formoso em seu tempo; 
Eclesiastes 3:11
Hoje foi um dia muito especial, aliás, muito mais que especial. Eu ganhei o meu primeiro beijo.
Bom, vou explicar tudo com calma.

Uma coisa que marca a criança autista é a dificuldade que ela tem em comunicar o que sente, seja por abraços, seja por beijos, seja dando oi, seja dando tchau... Então, essas são coisas que meu filho não faz: ele não dá beijo, não dá tchau, não diz oi (nem responde) e abraça aqueles que lhe são próximos (eu, o pai e os avós). Ele também oferece o rosto para beijo, quando dizemos: “dá beijo na mamãe” (e em outras que eu falar). Assim, meu filho tem quase três anos e eu nunca tinha ganhado um beijo dele. Sempre o beijo, no rosto, no olho, na cabeça... Beijo esse garotão demais.

Sabendo disso, coloquei em meu coração um sonho: de ganhar de presente de dia das mães um beijo do meu filho. Eu acalento esse sonho desde que soube que meu filho era autista. Sabia que, se ganhasse um beijo, seria um presente. Não o treinaria, não cobraria... Mas, em meu coração, esse sonho vinha sendo acalentado...

Ontem ele ensaiou mandar beijos na casa dos avós paternos. Não era a primeira vez. Ele já tinha imitado o avô, mas sem o ‘estalinho’ do beijo. Ontem, ele imitou com o ‘estalinho’ do beijo. Estávamos tão felizes em ver esse progresso... afinal, mandar beijo é algo muito especial, principalmente quando é algo voluntário, que parte dele.

Hoje, saímos com toda a família (avós, irmãos, cunhada, sogros do meu irmão, etc) para um lugar que nós guardamos no coração. Foi onde passamos a lua-de-mel e sempre voltamos quando temos tempo (e dinheiro). É o lugar que tem marcado muito a nossa vida.
Então, antes de fazermos a caminhada ecológica, em meio à brincadeiras e beijos com o meu filho, ele me deu um beijo estalado na bochecha. Eu chorei, chorei, muito emocionada. E, ele me deu outro beijo. Ganhei três beijos hoje! Não pedi, não fiz nada, ele simplesmente chegou e estalou um beijo na minha bochecha. Foram três seguidos!

Foi o meu presente de dia das mães, um mês adiantando. E, o que mais me marcou, foi o lugar que Papai do Céu escolheu para que isso acontecesse... No nosso cantinho do mundo, onde tantas coisas tão marcantes já aconteceram... Assim, esse cantinho do mundo fica ainda mais marcado para nós... sempre voltaremos lá e diremos: “aqui, foi onde o meu garotão me deu o seu primeiro beijo”. Quando Deus faz, Ele faz de modo perfeito!
Sei que foi um presente. Claro, espero outros, mas cada beijo que eu receber, guardarei com todo carinho dentro do meu coração...

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Conta as Bênçãos



Conta as bênçãos, dize quantas são,
recebidas da divina mão.
Uma a uma, conta a cada vez;
hás de ver, surpreso, quanto Deus já fez.

Só podia ser essa música mesmo pra me vir à cabeça depois da cena de ontem!
Ontem nosso filho nos fez uma surpresa: no parquinho do condomínio, foi brincar junto com os coleguinhas no gira-gira! Ficamos tão felizes! Nós, os papais, ficamos todos bobos, olhando de longe, com o senso de proteção que nos pertence e lutando para deixá-lo à vontade. Sempre procuramos descer com ele no parquinho pra que ele pelo menos fique perto das outras crianças. É meio complicado estimular as crianças a tentarem brincar com ele, mas mesmo assim, tentamos deixá-lo bem à vontade. Ontem, ele voltou animado da escola, fomos pro parquinho e ele brincou bastante comigo e com o pai. Enquanto isso, as outras crianças brincavam do seu jeito em diversos brinquedos. Quando elas se juntaram para brincar no gira-gira, ele levantou do balanço e foi direto pra lá, pra girar junto com as outras crianças. Colocamos o garotão no gira-gira e ele ficou lá, deu várias voltas... Eu, mamãe super-protetora, morrendo de medo, porque os amiguinhos giravam rápido, fiquei ali, olhando de longe, abraçada com o papai e curtindo esse momento.
Nós temos sido abençoados com diversas vitórias de nosso garoto. Uma coisinha nova que ele tem feito é falar voluntariamente o que ele vê no livrinho que demos pra ele de presente mês passado. Ele passa os bichinhos e fala pelo menos 3, sempre: sapo, ovelha, pato (o mais gostoso é escrever e praticamente ouvir a vozinha dele falando!).
Na segunda feira, ele parou perto de uma foto minha e do pai e disse voluntariamente: ‘papai’, ‘mamãe’! Foi tão gostoso! Geralmente ele só fala papai e mamãe quando estimulado fortemente (tem que falar e repetir várias vezes).
E, a situação mais engraçada: meu filho ganhou um camelo de pelúcia da avó paterna. Um dia, ele estava brincando no quarto dele e falou: ‘gainha’. Eu fui lá ver, e ele estava segurando o camelo. Eu disse: ‘filho, é camelo’. E ele respondeu: ‘gainha’. Eu ri muito! Por mais que seja engraçado ele chamar o camelo de galinha, a vitória é vê-lo dizendo algo sem que seja uma repetição imediata ou sem estímulo. Foi algo dele, veio dele.
Pois é... mesmo em meio a tantas lutas, tantas terapias, é gostoso demais perceber e anotar todas essas vitórias, tudo isso. A gente comemora, a gente vibra cada vez que temos uma novidade assim. E, assim, vemos o quanto Deus já nos tem feito, tanto por nós como por nosso filho. Abaixo, segue a música integralmente. Que tal aproveitar e contar as bênçãos pra saber o que Deus tem feito?

Hino 444 HCC    Conta as bênçãos
Se da vida as ondas agitadas são;
se, desanimado, julgas tudo vão,
conta as muitas bênçãos, conta a cada vez,
e hás de ver, surpreso, quanto Deus já fez.
Conta as bênçãos, dize quantas são,
recebidas da divina mão.
Uma a uma, conta a cada vez;
hás de ver, surpreso, quanto Deus já fez.
Tens acaso mágoas, duro é teu lidar?
É pesada a cruz que tens de suportar?
Conta  as  muitas bênçãos, não duvidarás,
e, cantando, alegre os dias passarás.

Quando vires outros com riqueza e bens,
lembra que tesouros prometidos tens.
Nunca os bens da terra poderão comprar
a mansão  celeste  em que tu vais morar.

Seja teu conflito fraco ou forte aqui,
não te desanimes, Deus será por ti.
Seu divino  auxílio, derrotando o mal,
te dará consolo e paz celestial.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Fala x Comunicação


“Do mesmo modo também o Espírito nos ajuda na fraqueza; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inexprimíveis.”
(Romanos 8:26)

Estamos super felizes com o quanto nosso filho está crescendo e se desenvolvendo. Ele repete tudo que a gente fala ou canta. Estamos tentando associar o que falamos e ele repete a situações para que ele possa repetir para facilitar a comunicação em casa.
E estamos nos divertimos muito. Quando estamos saindo, eu peço pra ele repetir: “Papai, ‘bora?” Ele repete: “Papai, bua?” Quando acabamos de tomar banho; “Papai, tomou banho?” Ele repete: “Papai, boboban?” Esses dias, conversando com o avô, avó e tia na webcan (olha como esse menino é tecnológico!), falamos pra ele repetir: “vovó, já papou?”. Ele repete “bobó,bapapu?”, “Vovô, já tomou banho?” Ele repete: “Bobô, boboban?”. Aí, os avós perguntam: “E você, já papou?” Aí, eu tenho que dizer pra ele: “Já papei”, ele repete: “Bapapei.” É muito engraçado. A gente ri, faz cócegas nele e ele repete ainda mais.

Aí, as pessoas falam: puxa, ele está falando! Sim, está repetindo tudo que falamos, mas não há comunicação efetiva. Sabemos que não há comunicação efetiva, porque a fala não é algo originado por ele, nem representa uma resposta de pronta iniciativa. E, porque ele só repete o que falamos. Por exemplo: ele pode acabar de almoçar/jantar e não fala “bapapei”. E, se perguntarmos, ele não vai responder assim, SÓ SE NÓS FALARMOS E PEDIRMOS PRA REPETIR.

Tivemos mais uma prova uma noite dessas que ainda precisamos trabalhar a comunicação. Meu filho começou a se encolher, se mexer, 5h da manhã. Acordei com ele se mexendo. Ele acordou resmungando e me abraçava. Abraçava, dormia, acordava, chorava, resmungava, mexia, dormia... muito complicado.

Quando ele acordou de verdade, eu perguntava pra ele onde estava dodói. Ele não dizia nada, só chorava. Não apontava, não dizia absolutamente nada. Depois, começou a bater no pai dele. Peguei-o então e sentei na poltrona e o abracei. Aí, percebi que os movimentos dele eram por causa de desconforto na barriga (mãe tem essas coisas, né? Descobre dor só por causa do movimento! Se nós mamães conseguimos entender, imagina Deus, que nos conhece muito mais, se não sabe entender o que precisamos!). Fiz massagenzinha na barriguinha dele e ele voltou a dormir.

Temos certeza que nosso filho entende o que falamos, em relação a ordens simples, mas ele ainda não consegue responder a esses estímulos. Então, por mais que ele esteja falando, a comunicação entre a gente ainda não está em um nível bem estabelecido. É muito importante que nós papais e mamães possamos diferenciar a fala de comunicação.