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quarta-feira, 21 de março de 2012

Mais do que terapeutas...


No último domingo, meu marido e eu fomos ao curso promovido pela AMAES (Associação dos Amigos dos Autistas do ES), com a professora Ms. Maria Elisa Granchi Fonseca para pais. Aprendemos muitas e muitas coisas, mas uma das coisas que ela disse que mais me marcou, foi quando ela disse que nós pais não somos terapeutas, somos pais.
Não, ela não queria nos colocar como ‘apenas pais’. Na verdade, me senti mais que terapeuta... sou mãe!
Fiquei pensando em quanto fico envolvida em ler, buscar conhecimento, cuidar do meu filho para que ele sinta o melhor, para que ele aprenda, eu esqueço, que muito mais que terapeuta, eu sou mãe.
O que eu devo fazer, além de ajudá-lo a crescer no seu desenvolvimento em relação ao autismo, é brincar, é sair, me divertir, é amá-lo! Ir à praia, ir ao shopping, ir ao parque, ir à piscina, comer coisas gostosas, passear, nos divertir ao máximo, e fazê-los muito feliz. É aproveitar os momentos da vida dele, da nossa vida de pais... Curtir o desenvolvimento dele sem ficar comparando com outras crianças, sem ficar estabelecendo relações com tratamentos assim ou assado.
Ser mãe/pai não nos isenta das responsabilidades em relação ao tratamento do nosso filho. Nós devemos é acompanhar, observar e dar o nosso julgamento em relação às terapias que nosso filho faz, se está ou não funcionando. Devemos conhecer as possibilidades e as oportunidades. Ser pai/mãe é ser mais que terapeuta. É uma grande responsabilidade. Somos nós que acompanhamos tudo em casa, e muitas vezes, somos nós que fomos os responsáveis pelo diagnóstico, quando não acreditamos quando nos diziam que era pra ficar tranquilo...
E, principalmente, devemos ser pais... Ah, como é bom ser uma mamãe especial!

Descobri que não há nada melhor para o homem do que ser feliz e praticar o bem enquanto vive.
Descobri também que poder comer, beber e ser recompensado pelo seu trabalho, é um presente de Deus.
Sei que tudo o que Deus faz permanecerá para sempre; a isso nada se pode acrescentar, e disso nada se pode tirar. Deus assim faz para que os homens o temam. 
Eclesiastes 3:12-14 (NVI)

sábado, 17 de dezembro de 2011

Por que os homens são tão infantis?


E criou Deus o homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. 
Gênesis 1:27
Bom, esses dias descobri a resposta pra essa pergunta... hihihi. Bom, não estou dizendo que é a solução, ok? Mas digo que foi o que vivi esses dias...
Dar banho no meu filho é uma saga. Talvez uma tragédia grega. Eu chamo: “Vamos tomar banho, Garotão?”. Ele foge e se agarra na máquina de lavar. Tento tirá-lo e aí, começa o chororô.
Levo pro banheiro, tiro a camisa, e o garoto foge do banheiro e eu vou atrás de novo. E não adianta muito brincar com ele, a saga é sempre a mesma: muito estresse, banho mal dado (é quase impossível dar banho direito), e muito, muito choro.
Esses dias, ofereci ao meu marido a oportunidade de vivenciar essa saga. Eu fui deitar, já esperando o excesso de choro e de brigas, mas a minha surpresa veio quando eu comecei a escutar as brincadeiras bobas (e muito bobas) do meu marido. Eu só imaginando quando é que ia começar o esperneio. E, para minha surpresa, só risadas... E, meu marido com as piadinhas e brincadeiras, e o meu filho rindo, rindo, rindo...
Eu então, ri junto e fiquei curtindo (de longe) esse momento tão gostoso de pai e filho.
Muitas vezes não conseguimos entender o comportamento do outro, Mas, temos que nos lembrar que o Senhor nos criou segundo o seu propósito, criou homem e mulher diferentes, E o meu filho tira proveito dessa diferença. Nossa família cresce com essa diferença. E é mega feliz!
E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã, o dia sexto. 
Gênesis 1:31