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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Identidade


Esse ano, fomos ao retiro de carnaval de nossa igreja que foi abençoador (como sempre). Mas de todas as palavras que tivemos, a que mais me marcou foi a mensagem sobre a construção da nossa identidade.
A pastora falou sobre como e onde construímos a base de nossa identidade: pais, amigos, professores, patrões... Todas essas pessoas que nos cercam emitem opiniões, julgamentos sobre os quais firmamos o conceito de nós mesmos. E aí, a pastora ressaltou que muitas vezes esquecemos que quem tem a melhor visão de nós mesmos é Deus. Nem mesmo a gente. Nossa visão é deturpada por conceitos que vem de fora.
Então, pensei nos meus filhos, principalmente no Garotão. Sempre penso em que conceitos tenho passado pra ele, se tenho dado rótulos. Que conceitos tenho oferecido para que ele possa construir a sua própria identidade? Será que ele se vê apenas como um Garoto Autista? O Príncipe da Mamãe? Alguém que sempre precisa de ajuda? Ou se vê com base naquilo que os coleguinhas dizem (que podem até ser conceitos preconceituosos de acordo com as suas necessidades específicas?)
Então, refletindo e conversando, começamos um novo projeto com o Garotão: Projeto Identidade. Nossa ideia é sempre falar para o Garotão e deixar registrado em algum lugar que ele tenha fácil acesso, frases, versículos bíblicos que mostrem a visão que Deus tem de cada ser que Ele criou. Versículos que reforcem o amor e a beleza com que cada um de nós fomos criados.
Desde então, temos escrito no caderno do Garotão um versículo que o ajude a construir a sua identidade de acordo com a visão de Deus. Esse foi o primeiro versículo que foi para o caderno dele da escola. A cada dia de atividade da escola, estaremos escrevendo um versículo no caderno.

Nosso desejo é que o Garotão construa sua própria identidade baseado no amor do Criador e  assim, sabendo o valor que tem dentro de si. E convido vocês a me ajudarem. Claro! Enviem versículos que são importantes pra vocês na construção da sua identidade segundo a visão de Deus. Podemos publicar aqui, e claro, quem sabe o seu versículo não vai pro caderno do Garotão?

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Uma análise do último ano



No final desse mês fará um ano que recebemos a primeira suspeita oficial de que meu filho estava no espectro autista. Eu ia fazer esse post avaliativo quando fizesse um ano, mas como tive consulta recentemente com a neuro, resolvi então fazer essa análise agora.
Tanta coisa aconteceu durante esse último ano... Conhecemos a Deus de uma forma única e especial, aprendemos de Deus de uma maneira incrível! E, temos visto Deus de uma maneira inexplicável.
Temos aprendido o sabor de vitórias. Aprendemos a comemorar cada passo, por menor que seja. Aprendemos a vibrar a cada som novo e toda vez que eles se repetem. Temos aprendido a nos demorar mais nos caminhos que tomamos para curtir cada novidade apontada, cada nome citado, cada número falado, cada letra encontrada.
Temos aprendido a ter paciência. A lembrar que tudo que é difícil para nós, também é difícil para nosso Garotão. Que o tanto que nós nos frustramos, pode também estar frustrando a ele, com uma grande dificuldade: ele não conseguir expressar o que sente, nem o que passa em seu coraçãozinho...
Durante a consulta com a neuro, após tantos relatos de vitórias, a neuro deu o seguinte parecer: o diagnóstico só deve ser fechado quando o nosso Garotão fizer 6 anos, com uma grande probabilidade de ser ou Asperger ou até mesmo fechar fora do espectro. E, estamos caminhando para ir reduzindo a dosagem de risperidona. Na terapia ele já passou para a segunda fase do protocolo: já passou do estímulo do contato visual para a troca de turno (segundo a psicóloga e a neuro, é que ele já faz algo esperando uma resposta). Isso não é lindo?
Bom, vou apresentar a lista de coisas que o nosso Garotão (3 anos e 3 meses) tem feito, que nos tem dado muita alegria, e apresentar também aquilo que ainda não faz...
- Ele consegue denominar as coisas e apontar o que conhece e dizer os seus nomes espontaneamente.
- Consegue responder quando perguntamos: “Quem é?”. Mas tudo para ele, inclusive as coisas, são “quem é!”. Se pergunto: “Qual o nome?” ou “O que é isso?” ele ainda não consegue compreender.
- Consegue fazer algo esperando uma resposta. Claro, que isso não acontece sempre, mas ele já faz algo esperando que a gente repita ou que pelo menos comemoremos com ele...
- Ele já sobe e desce as escadas sozinho. Logo essa parte vai ter um post especial, porque foi algo muito legal quando isso começou a acontecer.
- Ele fala o alfabeto, conta até 50, mas ainda não sabe falar 50. Então ele fala: “Aenta e nove, aenta e dez” e vai até “aenta e vinte”. Identifica as letras, os números, inclusive, sabe diferenciar quando é 2, 3 (dois e três) de quando é 23 (vinte e três).
- Identifica a família inteira: mamãe, papai, garotão e neném.
- Identifica coleguinhas da escola, professoras e ainda uma amiguinha de internet que ele só viu uma vez (e claro, acompanha as fotos no FB).
- Ainda mantém as estereotipias, mas está bem menos frequente. Não precisa ficar fazendo isso o tempo inteiro, mas às vezes, é como se ele pedisse um tempo para se refugiar nisso. Nós respeitamos e deixamos que ele tenha esse momento.
- As birras autodestrutivas diminuíram consideravelmente. Ele tem gritado, até batido na gente, mas considerando que é melhor que ele se bata, né? Mas às vezes do nada, ele ainda bate a cabeça na parede a gente ainda não entende porquê.
- Agora, nosso garotão aprendeu a orar sozinho. E, ainda quer orar sozinho e não deixa que a gente ora, às vezes.
Bom, assim está o nosso garotão. Crescendo, lindo, e saudável. Mas temos um desejo muito maior pra ele:
Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém. 
2 Pedro 3:18

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Parceria família x escola: a parte dos pais



A gente sempre fala da necessidade da escola e a família terem um canal aberto de comunicação, né? Geralmente, eu cobro relatórios, contar o dia-a-dia e também, procuro contar tudo o que meu garotão faz em casa, pois na escola ele quase nunca demonstra aquilo que está aprendendo.

Então, contei pra professora como o Garotão aprendeu a identificar mamãe, papai ele e neném. Assim, ela começou a direcionar a chamadinha de uma forma diferente, para que ele pudesse aprender os nomes dos coleguinhas da sala.
Então, veio a surpresa: em uma semana, ele já estava apontando a Tia Cida na rua, e contando o nome de duas coleguinhas da sala: a Tedeca (Rebeca) e a Amana (Amanda), que são as coleguinhas que mais ‘curtem’ ele na sala de aula.

Como papais foi muito gostoso contar como que as coisas que fazemos em casa funciona,  e, tão gostoso quanto é ver que os professores também são legais e assimilam aquilo que falamos. E, o melhor, é ver o quanto o desenvolvimento do Garotão tem crescido e aprendido simplesmente porque estamos compartilhando aquilo que aprendemos.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Construindo Identidade



Vocês serão o meu tesouro pessoal dentre todas as nações.
Êxodo 19:5 (NVI)
Nesses dias que estamos aqui no Rio de Janeiro, nosso garotão (3 anos) parece que está dando saltos de progressos. Uma das novidades é que parece que ele está começando a construir identidades, quem é quem.
Até um tempo atrás, ele só reconhecia as pessoas (inclusive ele mesmo) em fotografias ou desenhos. Mas, aqui no Rio, ele começou a apontar para si mesmo e dizer seu próprio nome. Ficamos empolgadíssimos com essa novidade. Mas, ele não parou por aí, não!
Ele começou a pegar o chinelo dele e falar o nome dele. Depois, pegar o meu chinelo e falar: ‘mamãe’. Depois, pegar o chinelo do pai e falar: ‘papai’. E, assim com o tênis, a sandália. Ainda não tentamos outros objetos, mas ele consegue identificar o que é dele, o que é do pai, o que é da mãe.
E, ele continuou avançando: agora, ele aponta para nós e pergunta: “quem é?” (só que quando ouvimos, parece que ele está falando ‘Noé’! Nós custamos a entender que ele estava perguntando... foi cômico!). Então, nós respondemos: “Mamãe!”, se ele aponta pra mim. Ele repetiu por uns 3 dias isso comigo, com o pai e com ele mesmo. Hoje, para a nossa surpresa, ele apontou para uma colega minha de sala e perguntou: “Quem é?”. Fizemos uma festa muito grande. Mas, ele começou apontando: Papai, Mamãe, ele, depois a minha colega de sala.
Tem sido um processo gostoso demais de acompanhar, de curtir. Festejo sempre, sempre. É como se cada vez que ele repetisse esses exercícios, fosse um presente pra ficar bem guardadinho no coração!