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terça-feira, 29 de setembro de 2015

Quatro anos de Terapias - Uma avaliação na visão de mãe



Depois do resultado confuso da avaliação Neuropsicológica, resolvi fazer a minha avaliação. Hoje faz quatro anos que iniciamos a busca pelo diagnóstico de Garotão. O novo recurso de recordações do Facebook me lembrou a música que me marcou o início da busca:
“Quando tudo perante o Senhor estiver
E todo o teu ser Ele controlar
Só, então, há de ver que o Senhor tem poder
Quando tudo deixares no altar”
E então relembrei todo o histórico: a preocupação com o atraso na fala e as birras autodestrutivas, o pouco caso de alguns profissionais, os vários exames, a suspeita de autismo da nossa parte e, depois, a suspeita de autismo por um pediatra. Logo depois dessa suspeita, o acampamento de Mulheres Cristãs em Ação (MCA) onde pude deixar tudo no altar. E, à partir daí, o início da nossa jornada mais intensa: diagnóstico, luta por tratamento, inclusão escolar e, agora, a luta diária de terapias.
E, agora eu vejo o que o Senhor tem feito na vida do Garotão. Vou enumerar tudo que ele faz, hoje com 6 anos e 4 meses:
- Fala bem, é funcional, mas tem ainda um pouco de dificuldade de interpretação e de explicar alguns substantivos e eventos;
- Lê tudo, inclusive dígrafos, mas tem um pouco de dificuldade de interpretação.
- Escreve com letra de forma e cursiva;
- Frustrações: está lidando cada vez melhor com elas. Diz não quando não quer uma coisa e chora quando é contrariado.
- Dor: está mais sensível a dor. Porém, em caso de acidentes (quedas, trombadas) ele retorna ao local para “repetir” o acidente. Ainda não entendemos essa atitude..
- Já tem bastante independência: se veste sozinho (mas precisamos de muuuita paciência pra esperar a sua velocidade... rsrsrs), toma banho sozinho (mas ainda tem aversão a lavar a cabeça, come sozinho (mas com a mão. Ainda estamos treinando o bom uso dos talheres).
- Interação: a pessoa que melhor interage com o Garotão é a Princesa. A única pessoa que consegue ter uma conversa com mais de três turnos. Na escola, tem uma amiguinha mais próxima, mas ama passear entre as carteiras e observar os colegas.
- Terapias que ele faz hoje: psicomotricidade, psicoterapia, fonoterapia, terapia ocupacional e hidroterapia.

Acho muito legal ver o quanto o Nosso Garotão está crescendo e se desenvolvendo. Quando entreguei no Altar, não veio a cura imediata, mas veio a força e o renovo diário, porque sem Deus, a gente não aguenta um segundo...
Como a sua promessa:
“Disto me recordarei na minha mente; por isso esperarei.
As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim;
Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade.
A minha porção é o Senhor, diz a minha alma; portanto esperarei nele.
Bom é o Senhor para os que esperam por ele, para a alma que o busca.
Bom é ter esperança, e aguardar em silêncio a salvação do Senhor.”

Lamentações 3:21-26

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Cocô de cachorro na rua: consequências não vistas



Um dia desses (04.12.12), quando fui buscar o Garotão (3 anos 6 meses) na escola vi a calçada que normalmente passamos cheia de cocô de cachorro. Mas tinha tanto, que qualquer pessoa que estivesse com uma criança, não conseguiria passar sem levar um pouquinho desses excrementos para casa.

Sabendo disso, resolvi então que seria melhor passar pelo outro lado da calçada, evitaria que meu filho pisasse e sujasse tanto a sandália como a mochila. Mas, eu não contava com sua reação.

Como sabemos, qualquer mudança na rotina de uma criança autista pode ser um transtorno muito grande para ela. Essa mudança não precisa ser grande. O simples mudar o lado da calçada causa um estresse muito grande. Principalmente para o Garotão.

Sempre que eu o busco na escola, nós atravessamos a rua imediatamente em frente ao portão (onde deveria ter uma faixa de pedestre), e seguimos naturalmente para casa. Quando vamos para casa do vovô, mantemos a calçada em frente à escola para virar à direita em direção à casa do vovô (meus pais).

Mas, nesse dia, para evitar a sujeira deixada pelo dono desse cachorro, não atravessamos, e assim, o Garotão achou que iríamos para a casa do vovô. Eu simplesmente esqueci de avisar ao Garotão sobre essa mudança e que não iríamos para a casa do vovô.

Quando chegamos na esquina que viraria para a casa do vovô, o Garotão começou a pedir pra ir para lá. Eu disse que iríamos para nossa casa, e aí, se instalou o caos. O Garotão gritou, se jogou no chão (no meio da rua, nem na calçada!) e começou a bater a cabeça no chão. Então eu o peguei e puxei para a calçada e esperei que ele se acalmasse, mas a crise não passava, então o Garotão, ainda não satisfeito em se jogar no chão, começou a querer me dar cabeçadas na barriga. Para proteger-nos, segurei a cabecinha dele, e aí, aconteceu algo que me chateou muito: minha unha (que Graças a Deus estava curta) causou um arranhão enorme na testa dele. O arranhão pegou do meio da testa até a têmpora. Claro, Garotão não chorou, mas eu quase chorei. Foi horrível. Acho que não tem coisa pior para uma mãe do que ela própria machucar o próprio filho.

Depois da crise de birra, fomos para casa, eu chateada com o acontecido e, Garotão, invocado...

Fica aqui registrada a minha indignação contra pessoas que não sabem cuidar de seus animaizinhos de estimação. Não adianta deixar a casa limpinha... é preciso cuidar para que ninguém mais seja obrigado a conviver com a sujeira desse animalzinho, né? Custa recolher os dejetos?

terça-feira, 27 de novembro de 2012

A Evolução das Birras



Uma das grandes dificuldades do nosso Garotão (3 anos 6 meses) é lidar com sua própria frustração. Quando começamos a perceber que algo não ia bem com ele, a forma como ele expressava sua frustração era o que mais chamava atenção. Geralmente ele dava cabeçadas no chão, ou em qualquer lugar que estivesse perto.

Lembro muito bem como tivemos que aprender a contê-lo. Foi muito triste para nós sabermos que precisávamos segurar de uma forma tão dura... Mas, queríamos que, em meio às crises de birra (ele batia cabeça batia o qualquer parte do corpo em qualquer lugar) ele se sentisse amado. Então pegávamos, o abraçávamos por trás, segurávamos as suas mãozinhas cruzadas sobre o corpo e segurávamos a sua cabeça com nossa própria cabeça, enquanto dizíamos: “Mamãe (ou papai) te ama!”

E, estamos em plena evolução. Já passou da cabeçada no chão para o tapa. Quando ele começou com os tapas direcionados para nós, ficamos felizes. Parece contraditório, né? Mas, para nós era uma vitória, já que ele diminuía a quantidade de vezes que se auto-agredia.

E, agora, a grande novidade. Com os tapas, temos ensinado ao Garotão que quando ele estiver frustrado, com raiva, ele pode gritar, pode chorar... e então... quando ele se frustra, a gente escuta: “aiaiaiaiai!”. A gente tem vontade de rir, porque ele fala de uma forma muito fofa, e ficamos muito felizes porque esse “aiaiaiaiai” tem substituído muitos tapas...

Ele ainda se bate. Sim, se bate, mas com menos força, e em menor quantidade de vezes. Ele ainda nos bate. Ainda bate, e, às vezes ataca diretamente a barriga (isso machuca tanto o coração!), mas conseguimos dizer: “grita, filho, grita!”, e não bate mais indefinidamente, até passar a raiva. E, agora, o Garotão diz “aiaiaiai”...
É gostoso ver como ele cresce, não é?

Eu te louvarei, de todo o meu coração; na presença dos deuses a ti cantarei louvores.
Inclinar-me-ei para o teu santo templo, e louvarei o teu nome pela tua benignidade, e pela tua verdade; pois engrandeceste a tua palavra acima de todo o teu nome.
No dia em que eu clamei, me escutaste; e alentaste com força a minha alma.
Todos os reis da terra te louvarão, ó SENHOR, quando ouvirem as palavras da tua boca;
E cantarão os caminhos do SENHOR; pois grande é a glória do SENHOR.
Ainda que o SENHOR é excelso, atenta todavia para o humilde; mas ao soberbo conhece-o de longe.
Andando eu no meio da angústia, tu me reviverás; estenderás a tua mão contra a ira dos meus inimigos, e a tua destra me salvará.
O SENHOR aperfeiçoará o que me toca; a tua benignidade, ó SENHOR, dura para sempre; não desampares as obras das tuas mãos. 
Salmos 138:1-8

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Enfim, mais lutas



Quando parece que as coisas vão melhorar... nem sempre elas melhoram. Fiquei um tempão afastada do blog porque tinha que terminar o meu trabalho da pós. Só que, durante esse tempo de trabalho, nosso Garotão ficou extremamente birrento, agressivo, resmungão... eu não estava acreditando.

Nem mesmo as brincadeiras estavam rendendo. Nem brincar de contar de 1 a 60, nem falar o alfabeto... se errasse a ordem, desencadeava uma crise tão grande que desanimava brincar de novo.

Lembram-se do que postei em agosto?Pois é, meu filho conseguiu ficar ainda pior. Só que era apenas em casa. Perguntei na escola se houve alguma mudança, mas parece que essa mudança era só em casa. Na terapia com a psicóloga, conversei com ela... pensei que pudesse ser a mudança dequarto, ou os remédios da gripe que ele teve... mas a psicóloga estava achando que como durante a gripe, ficamos em cima dele, talvez ele estivesse sentindo falta do mimo.

Passamos umas duas semanas assim, brigas, birras, agressividade... tenso, tenso, tenso. Mas, foi só acabar o meu trabalho que o nosso Garotão foi diminuindo as birras... e eu achando que poderíamos voltar a viver como uma família tranquila, nosso garotão voltou a dar febre.

É, foram duas semanas muito tensas. Mas, hoje, eu posso dizer que estamos bem melhor como família. Estamos conseguindo novamente brincar, cantar e até jogar futebol (nosso garotão começou a chutar bola!)!!!!!!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Luta, luta, luta...



O mês  passado foi uma luta intensa. Aliás, nessa última viagem do meu marido, o embate mãe e filho ficou ainda mais intenso e pesado. Parece que o meu garotão (3 anos e 3 meses) estava com os nervos à flor da pele... e a mãe dele, pior ainda.

Eu estava há muito tempo sem dormir direito: algumas vezes por causa do nariz entupido (diz a minha otorrino que é sinusite gravídica) ou quando o nariz começou a melhorar, porque o nosso próprio garotão também começou a apresentar nariz entupido e tosses... E às vezes, eu acordava às 3h da manhã sem qualquer motivo, e ficava acordada até às seis da manhã por nada... então, a minha paciência ficou à beira do limite, e parece que o nosso garotão percebia isso e ficava ainda mais estressado. Foram várias cenas de acabar com os nossos nervos.

Por causa da gravidez, eu tenho estado bastante cansada. Uma das coisas que eu tenho tentado trabalhar com o Garotão é o ir/voltar para escola andando e subir/descer escadas sem ser no colo. Antes da notícia da gravidez, ele estava voltando da escola andando, mas depois que recebeu a notícia do irmãozinho, passou a só querer ir no colo, a subir escadas no colo... e eu, colocando os bofes para fora!

Então, resolvi ser um pouquinho dura: deixá-lo sozinho para subir a escada (calma, não há perigo: o nosso prédio é dentro de um condomínio fechado, e depois que fechamos a porta, não tem perigo dele sair de novo). Subi na frente e ele parou no caminho e chorou, chorou, chorou. Eu fiquei um lance de escadas à frente e ele embaixo chorando. Voltei, dei uma bronca nele e ele subiu andando pra casa.

Num segundo episódio, eu o deixei chorando embaixo, e ele pediu colo para a menina que estava limpando as escadas. Dei bronca nele de novo, e ele subiu chorando e resmungando.
E, veio mais um episódio estressante: novamente as escadas, e dessa vez, a vizinha ajudou-o dando um bombom. Ai, minha autoridade!!!

Foi um mês terrível para nós aqui. Felizmente, depois que o papai do Garotão chegou de viagem, a paz voltou a reinar. Eu consegui voltar a dormir, dividir um pouco a responsa e aí, o Garotão voltou a subir as escadas e voltar andando...
Mas, vamos que vamos, né?
Ainda bem que posso confiar na promessa...

Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o SENHOR, o Criador dos fins da terra, nem se cansa nem se fatiga? É inescrutável o seu entendimento.
Dá força ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor.
Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os moços certamente cairão;
Mas os que esperam no SENHOR renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão. 
Isaías 40:28-31

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Perguntar não ofende



Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo. 
Gálatas 6:2
No post passado (clique aqui para ler), eu contei a novidade do tchau, mas não contei um episódio que aconteceu na salinha.

O garotão se encantou com um brinquedinho que se colocava a bola de um lado e a bola caia de outro. Ele chegou na salinha, curtiu o brinquedo, e quando começou os cânticos e a historinha, a ‘tia’ guardou o brinquedo. Ele aceitou bem. Depois dos cânticos, teve a historinha, depois teria a atividade. Mas, a atividade não estava na sala, o que fez com que o próximo passo demorasse. O garotão (3 anos) ficou muito inquieto, e quis pegar os brinquedos. Não deixei, porque não era a hora.

Então, começou a crise: bate cabeça, se joga no chão, me bate e grita. As crianças ficaram assustadas e tamparam os ouvidos. Observei que a ‘tia’ me olhava, também assustada. Depois que a atividade chegou, o garotão gritou de novo, mas dessa vez, de felicidade, balançando as mãozinhas, festejando porque finalmente ele tinha ‘algo’ pra fazer. As crianças ficaram novamente assustadas, mas eu expliquei a elas que ele estava gritando porque ele estava feliz. As crianças não entenderam muita coisa. Mas, percebi que as tias estavam sem saber o que falar.

Depois do culto, conversei com o meu marido sobre o que tinha acontecido e fiquei pensando quantas vezes as pessoas presenciaram essas cenas entre meu filho e eu e não falaram nada. Talvez tivessem ficado com tantas perguntas na cabeça...

Minha cabeça roda, esperando uma pergunta, uma reação, um comentário. Pode parecer estranho, mas eu não estranharia se alguém perguntasse por que o meu filho reagiu desse jeito. Aliás, é muito bom poder explicar o que acontece. É um momento em que até posso conversar, desabafar, e até mesmo explicar o que realmente acontece.

Sei que no mundo em que vivemos, fala-se muito ‘cada um cuida da sua vida’, mas às vezes, se aproximar de alguém e oferecer uma pergunta sincera, um abraço amigo, sem julgamentos, sem acusações, pode aliviar um coração de uma mãe, que luta diariamente, e que muitas vezes, através de uma simples pergunta amiga, pode achar alguém pra conversar, nem que seja por 2 segundinhos (geralmente o tempo que o nosso garotão dá).

Então, não se acanhe em perguntar. Ofereça seu papo sincero, vai fazer muito bem para o coração de uma mamãe.

terça-feira, 15 de maio de 2012

O primeiro beijo do papai...



Vinde, e vede as obras de Deus: é tremendo nos seus feitos para com os filhos dos homens. 
Salmos 66:5

Esses dias eu estava pensando em passar por aqui. Não tinha nenhuma novidade grandiosa, só lutas, lutas e lutas... Mas, geralmente quando estou em meio à muitas lutas fico sem inspiração para escrever.

Ontem e hoje pela manhã estava me sentindo meio incompetente como mãe. Afinal, em meio a tanta correria, não conseguia dar atenção suficiente ao meu filho. Fui chamada para conversar na escolinha dele porque ele estava dormindo todas as aulas. Consegui me sentir péssima por não estar conseguindo rotina para que ele dormisse cedo e, quando precisasse acordar cedo, não sentisse sono. Mas, o que mais me impressionava não era o sono dele à tarde, mas o fato dele ficar com sono na sala... saí muito chateada da conversa com a pedagoga.

Além disso, meu filho parou as mordidas e começou com os tapas. Pois é, meu filho estava me batendo tanto de raiva como sem motivos nenhum. Coloquei-o de castigo e nada de diminuir os tapas... Assim, eu estava me sentindo péssima.
E, para completar, tive que pedir ao pai dele para que os dois saíssem pra que eu conseguisse terminar as minhas tarefas. Isso doeu o meu coração... puxa, não estar dando conta de fazer duas coisas ao mesmo tempo! Foi difícil.

Mas, quando os dois chegaram da rua, eu abracei o meu filho e aí, veio a surpresa, ganhei um beijão. Com ummmmsmack!! Foi perfeito! Aí, eu comecei a pedir beijo e ele me respondia me beijando. Depois eu falei: dá beijo papai, ele chegou de mansinho e deu ummmmsmack no papai... fiquei emocionada. Beijamos tanto esse garotão, tanto, tanto... não dá nem pra descrever.

Receber um beijo de um filho é algo indescritível. Eu queria muito ganhar um beijo no dia das mães. Não ganhei esse beijo no dia das mães, mas três dias depois vi o meu marido ganhando esse beijo tão esperado. Foi muito emocionante esse momento.
Quando meu filho chegou da escola hoje também ganhei outro beijo. Aliás um monte... foi incrível...
Não sei se esses beijos agora serão regra ou serão surpresas e pérolas como dizer ‘mamãe’, não importa... só quero que cada beijo continue sendo tão especial.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Birras, Eita Birras!!!



Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto. 
Provérbios 27:5


Eita que hoje foi um dia puxado! Aliás, desde que o pai do meu filho viajou de volta para o trabalho, as birras voltaram com força dentro de casa. Estávamos pensando que finalmente o remédio tinha diminuído as birras auto-destrutivas, mas acabamos de perceber que a presença/ausência do pai tem bastante relação com essas crises...
Bom, hoje fui com o meu filho no parquinho do condomínio. Como hoje descemos mais tarde, tinha poucas crianças no parquinho. Então meu filho tinha todo o parque pra ele. Primeiro ele balançou e depois foi para o  escorregador. Depois, ele resolveu ir para a quadra, que, devido ao horário estava fechada. Aí, começou a confusão: ele se jogou no chão e começou a primeira crise. Peguei-o no chão, e levei-o novamente no parque.


Quando voltamos lá, ele voltou pro balanço e depois foi pro escorregador. Então, chegou uma menininha e foi direto para o balanço. Aí, a confusão começou. Ele foi direto na menina e tirou o balanço dela. Se o meu filho estivesse indo para o balanço ou coisa assim antes, eu ia deixar que ele se resolvesse sozinho com a coleguinha. Mas, como ele nem estava na intenção de ir pro balanço, disse pra ele deixar a amiguinha brincar pra depois ele balançar de novo.


Aí, o show começou. Se jogou, gritou, levantou... Aí, resolvi que iríamos subir e que ele não iria brincar mais. Aí, novamente, ele saiu correndo e fez novamente a mesma cena no salão de festas. E, tive que pegá-lo de costas para evitar que os tapas e as mordidas me atingissem. E, assim, foi uma gritaria durante todo o caminho... parecia que eu estava batendo, beliscando, de tanto que ele gritava. Mas, eu simplesmente estava com ele no colo, com ele de costas pra mim, somente segurando e trazendo-o pra casa.


Esse tipo de cena é extremamente estressante. Cansa muito, termos que manter a palavra, não deixar voltar, ouvir os gritos, segurar as mãos e manter a paciência...
Mas, em meio a tudo isso, tive que comemorar uma vitória: o meu filho se manifestou em relação a uma outra criança, reivindicando um brinquedo que no entendimento dele, pertencia a ele. Mas, claro, não posso comemorar a cena que ele deu.


Corrigir uma criança não é uma tarefa fácil. Só o Senhor pra nos dar sabedoria, força e paciência, porque é tão difícil! Só o Senhor mesmo!