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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Alfabetizando com Gugu-Dadá

Ele faz coisas grandes e inescrutáveis, e maravilhas sem número
Jó 5:9
A Princesa (6 meses) está na fase de articular as consoantes (dádádádá... Bábábábá) e o Garotão (4 anos 4 meses) está adorando. Ele começa a repetir tudo que ela fala e ela ri, ele ri também, mamãe faz palhaçada, enfim, diversão total!

Então, a mamãe aqui começou com uma brincadeira. A Princesa falava: “Dadadá” e a mamãe dizia: “D + A? Dá!” E o Garotão disse: “Dadadá!”
E, naturalmente o Garotão seguiu: “D + E?” E a mamãe respondeu: Dé! E a Princesa rindo com força! E, o Garotão engrenou: “D + I?” E a mamãe respondeu: “Di!”
E, o Garotão: “D + O?” E, dessa vez a mamãe repetiu a pergunta e o Garotão respondeu: “dó!”

Pronto, a mamãe pegou um lápis, um papel e começou a escrever com o Garotão. Ele mandou ver no alfabeto inteiro. E, no final das contas, a mamãe resolveu fazer um teste. Escreveu:
CADEADO

E não é que o menino leu?

Bom, sei que foi apenas uma brincadeira de mãe com filho, mas adorei ver que o Garotão gostou e está aprendendo...

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

“Pega Enanuéi *no colo?”

"Sim, irmão, eu quero alegrar-me de ti no Senhor; reanima o meu coração em Cristo."
Filemom 1:20 (Versão Almeida Revisada - Imprensa Bíblica)

Todos sabem o quanto o Garotão ama a irmã. Mas, mesmo amando muito, o toque da irmã nem sempre é tão bem-vindo. Temos que avisar sempre que ela for tocá-lo (ou a levarmos para fazer um carinho), caso contrário, ele pega a mãozinha dela e afasta com força. E, quando avisamos, ele recebe o carinho e a gente percebe a carinha meio ‘agoniada’... mas aceita.
Outras vezes, ele se aproxima dela, a abraça, e isso é muito gostoso de ver. Muitas vezes também, ele chega do nada e dá um baita beijo nela (nessas investidas, temos que estar alertas, porque muitas vezes ele vem com tudo e acaba machucando a pequena).
Já tentamos muitas vezes colocar a Princesa no colo dele, mas em todas elas, ele rejeitou. Mesmo avisando, ele não aceita muito. Ele foge ou pede que a tiremos do colo dele.
Mas, sexta feira passada (04.10.13), ele surpreendeu. Estávamos brincando na sala e o Garotão (4 anos 4 meses) virou pra mim e disse: “Pega Enanuéi no colo”. Eu perguntei a ele pra quê. Ele repetiu a pergunta umas três vezes, e eu sempre repetindo a pergunta para que ele explicasse o motivo (sempre fazemos isso para estimular a comunicação verbal).
Mas, ele não respondia.
Então, veio a surpresa:
“Cado ciciado* pega Enanuéi* no colo”
Custei a acreditar: ele queria pegar a irmã no colo! Peguei a Princesa (6 meses) e coloquei nos braços dele. Ele a abraçou, mas não conseguiu segurar (10kg é muita coisa!). Mas não desistiu. Coloquei a Princesa no chão e ele foi e a pegou pela cintura (e eu fiquei com os cabelos em pé). Pedi que ele se assentasse no sofá e coloquei ela no colo dele. Que delícia!
Ele ficou com ela no máximo uns 30 segundos, mas foram os 30 segundos mais emocionantes. O gesto de carinho partiu dele!
Depois do colinho, ele queria que ela andasse. Fez com que eu a colocasse em pé no chão e a segurou pelas mãozinhas, puxando-a. Tive que explicar pra ele que ela ainda iria aprender a andar, e logo ele poderia ajudá-la.
Desde esse dia, ele tem repetido esse pedido. Outras vezes, ele não pede, mas vai logo pegando ela pelo meio... Tenho que ficar cada dia mais atenta, afinal, são tantas surpresas lindas...



*É assim que o Garotão fala o nome dele e da irmãzinha...

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Um momento de cada vez



Ufa! Esses dias tem sido muito tensos, e intensos!!! Desde sexta-feira tenho variado entre comemorações de grandes vitórias a desesperos por certas regressões.

As birras estão firmes e fortes. E, parece que só acontecem quando o pai não está em casa. Teoricamente, é óbvio né? Afinal, o pai em casa as coisas ficam mais leves, eu fico mais descansada e, claro, eles brincam mais. E, quando o pai viaja... parece que é uma birra atrás da outra. E, o sono parece novamente mais raro. A soneca do dia desapareceu de vez (para a felicidade das professoras da escola) e continua dormindo tarde. E aí,no dia seguinte, estamos nós dois cansados, o que aumenta mais as birras.

A grande regressão é novamente a dificuldade para limpá-lo e trocar fraldas. Novamente ele tem protestado, e criado caso e saindo sujo e assado. Também está criando confusão para escovar os dentes também.  Puxa vida!

Ainda bem que temos muitas, muitas novidades. O Garotão começou a apontar. Tenho vivido momentos maravilhosos com ele na rua. Ele aponta pra tudo que ele conhece. As caminhadas que antes longas por carregá-lo no colo, agora estão ainda mais longas porque passamos o tempo todo nos divertindo. Ele aponta os números (a um!), aponta carros (chevoé!) e aponta cores (Dedi!). Ou seja, ele aponta e fala! Agora o foco é usar essa novidade para comunicação.

Outra novidade é que ele tem usado uma outra palavra para se comunicar: “Baança!”. E usa isso exatamente para balançar. Daqui a pouco ele estará usando outros verbos para outras ações e pedidos. Estamos tentando fortalecer esses verbos para que ele possa usar a comunicação verbal. Como ele repete tudo que falamos, vamos usar essa habilidade, né?

Uma outra novidade super divertida é que ele pediu esses dias para ‘mo tadeça”, que significa exatamente “molhar a cabeça”. Ele tem uma grande dificuldade em fazer qualquer coisa na cabeça, seja pentear, lavar e até mesmo fazer carinho (imagina ter um filho e não conseguir fazer cafuné no cabelo? Exatamente isso!). Um dia desses (essa semana mesmo), molhei o cabelo dele e ele se pocou de rir. Foi tão engraçado! E, à partir de então, os banhos se tornaram bem divertidos.

Uma pena é saber que nem todo ganho resulta em um crescimento progressivo. Por exemplo, o fato de molhar a cabeça durou apenas uns dias... desde ontem que ele não faz isso.  E às vezes, os dias ficam variando assim. Por isso, tenho que viver cada momento. Não fazer um saldo diário, mas um saldo momentâneo. Se não for assim, se não focar nos grandes momentos, eu não consigo agüentar o dia.



Não vos inquieteis, pois, pelo dia amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. 
Mateus 6:34

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Fala x Comunicação


“Do mesmo modo também o Espírito nos ajuda na fraqueza; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inexprimíveis.”
(Romanos 8:26)

Estamos super felizes com o quanto nosso filho está crescendo e se desenvolvendo. Ele repete tudo que a gente fala ou canta. Estamos tentando associar o que falamos e ele repete a situações para que ele possa repetir para facilitar a comunicação em casa.
E estamos nos divertimos muito. Quando estamos saindo, eu peço pra ele repetir: “Papai, ‘bora?” Ele repete: “Papai, bua?” Quando acabamos de tomar banho; “Papai, tomou banho?” Ele repete: “Papai, boboban?” Esses dias, conversando com o avô, avó e tia na webcan (olha como esse menino é tecnológico!), falamos pra ele repetir: “vovó, já papou?”. Ele repete “bobó,bapapu?”, “Vovô, já tomou banho?” Ele repete: “Bobô, boboban?”. Aí, os avós perguntam: “E você, já papou?” Aí, eu tenho que dizer pra ele: “Já papei”, ele repete: “Bapapei.” É muito engraçado. A gente ri, faz cócegas nele e ele repete ainda mais.

Aí, as pessoas falam: puxa, ele está falando! Sim, está repetindo tudo que falamos, mas não há comunicação efetiva. Sabemos que não há comunicação efetiva, porque a fala não é algo originado por ele, nem representa uma resposta de pronta iniciativa. E, porque ele só repete o que falamos. Por exemplo: ele pode acabar de almoçar/jantar e não fala “bapapei”. E, se perguntarmos, ele não vai responder assim, SÓ SE NÓS FALARMOS E PEDIRMOS PRA REPETIR.

Tivemos mais uma prova uma noite dessas que ainda precisamos trabalhar a comunicação. Meu filho começou a se encolher, se mexer, 5h da manhã. Acordei com ele se mexendo. Ele acordou resmungando e me abraçava. Abraçava, dormia, acordava, chorava, resmungava, mexia, dormia... muito complicado.

Quando ele acordou de verdade, eu perguntava pra ele onde estava dodói. Ele não dizia nada, só chorava. Não apontava, não dizia absolutamente nada. Depois, começou a bater no pai dele. Peguei-o então e sentei na poltrona e o abracei. Aí, percebi que os movimentos dele eram por causa de desconforto na barriga (mãe tem essas coisas, né? Descobre dor só por causa do movimento! Se nós mamães conseguimos entender, imagina Deus, que nos conhece muito mais, se não sabe entender o que precisamos!). Fiz massagenzinha na barriguinha dele e ele voltou a dormir.

Temos certeza que nosso filho entende o que falamos, em relação a ordens simples, mas ele ainda não consegue responder a esses estímulos. Então, por mais que ele esteja falando, a comunicação entre a gente ainda não está em um nível bem estabelecido. É muito importante que nós papais e mamães possamos diferenciar a fala de comunicação.