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terça-feira, 8 de outubro de 2013

O que se consegue com um passeio na escola


"Não havendo ainda palavra alguma na minha língua, eis que logo, ó Senhor, tudo conheces".
Salmos 139:4
Em agosto, o Garotão (4 anos 3 meses) fez o primeiro passeio com a turminha da escola. É, não foi sozinho não... A escola permitiu a ida dos pais, e então, fomos nós quatro, acompanhando a turminha. Ah, não éramos os únicos corujas não... Outros papais, irmãos e até avós também acompanharam o passeio.
O passeio foi num aquário, numa cidade turística aqui perto. Uma viagem de cerca de 1h30, de ônibus. Tínhamos o desafio de ir, tentar não interferir e ainda levar a Princesa (5 meses).
Bom, o passeio foi muito legal. Conhecemos diversos animais marinhos, Garotão ficou super empolgado. Princesa amou passear no sling, enfim, foi muito bom.
No passeio, tive a oportunidade de conversar com alguns coleguinhas do Garotão. Interessante como alguns me questionavam sobre o comportamento dele, pura curiosidade, carinho e amizade.
“Tia, ele é bebê?”
“Tia, quantos anos ele tem?”
Agora, a pergunta que mais ouvi e mais me surpreendeu foi:
“Tia, ele fala?”
Essa pergunta me surpreendeu porque o Garotão, desde os 3 anos fala bem. E, sei que na escola, ele só falou pela primeira vez no ano passado (quase no final do ano), quase no final do ano. Mas, eu não sabia que a comunicação entre os colegas era tão pequena.
Mas, nesse passeio, os coleguinhas puderam ver uma novidade: Garotão falando com o pai. Aí, a entonação daquela frase mudou. Deixou de ser uma pergunta, para se tornar uma exclamação:
“Tia, ele fala!!!”
Depois do passeio, tive a oportunidade de conversar com a equipe de professoras e descobrir que ele realmente não conversava com os coleguinhas, por isso a surpresa deles. E, depois que os coleguinhas descobriram que ele falava, resolveram ‘pegar no pé’ dele para que ele falasse na escola.

O passeio fez tanto bem pra ele, que agora, sempre escuto o relato das professoras dizendo que ele está tagarela. Cada dia, uma novidade diferente, ou que ele responde “Tudo bem!” ou fala nota a falta de um coleguinha, isso quando não ‘se mete’ a responder a pergunta da professora na frente dos colegas... Enfim, muito mais que conhecer os “Bichos do mar”, foi uma oportunidade para que os coleguinhas conhecessem o Garotão!

domingo, 1 de setembro de 2013

Desfralde de uma Criança Autista: Vitória Total!


Cantai ao SENHOR um cântico novo, porque fez maravilhas; a sua destra e o seu braço santo lhe alcançaram a salvação.
Salmos 98:1

Finalmente! O Garotão (4 anos 2 meses) não usa mais fraldas! Pra nada! Ele conseguiu o desfralde completo!

Esse é o post comemorativo. Vocês acompanharam a luta, os passos para conseguirmos o desfralde total. E, agora, como vamos contar como se deu o passo final para que esse milagre se completasse em nossas vidas.

O fato do Garotão pedir para colocar fraldinha antes de fazer cocô estava nos deixando muito estressados. Ele pedia para colocar a fralda, sumia, fazia e não se incomodava com o fato de estar sujo. Então, sempre acontecia de sujar alguma coisa quando ele sentava. E, quando temos uma criança pequena que mama, isso é ainda mais estressante, porque ele pedia, eu tinha que tirar a princesa (5 meses) do peito para que pudesse ajudar o Garotão com o processo.

Então, resolvi tentar o desfralde. E isso foi tenso. Toda vez que o Garotão pedia a fraldinha, eu resolvi que não daria. Então, ficava vigiando para colocá-lo correndo no vaso sanitário, para que ele fizesse no vaso. E ainda tentei negociar: cada vez que ele acertasse, ele ganharia chocolate (o que ele ama).

Se deu certo? Não comigo! Foram praticamente duas semanas de muito choro e pirraça. Choro meu, da Princesa e do Garotão. Ele se recusava a fazer, e ainda, ficou três dias sem fazer e acabou fazendo na escolinha (coisa que ele nunca fez). Outro dia, fez na cama, simplesmente porque segurou por muito tempo. Em quinze dias, só conseguimos que ele acertasse 4x, mas não naturalmente, tudo sob pressão. E, mesmo assim, ele ganhou chocolate nas 4 vezes.
Foram 15 dias bem pesados.

Finalmente, meu marido desembarcou. E, como que por um milagre, ele conseguiu. Não sei como. Simplesmente o Garotão pediu ao pai pra fazer, e foi ao banheiro e fez... e ganhou o chocolate.

Eu não vim contar logo, porque fiquei com medo que, quando o pai embarcasse de novo, ele regredisse. Mas não! O Garotão simplesmente se manteve e pediu pra usar o vaso sanitário!

Hoje, o Garotão faz xixi e coco no vaso, tanto em nossa casa, como em outro local, até mesmo na escola. Pede ou vai sozinho. A cama tem amanhecido seca com muita frequência (quando está frio ou ele bebe muita água, não tem jeito... ele faz na cama... dozinha...).
Então, é hora de festejar!

Nosso Garotão está desfraldado!!!!

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Recomeçando as buscas por terapia


Pereceria sem dúvida, se não cresse que veria a bondade do Senhor na terra dos viventes.
Espera no Senhor, anima-te, e ele fortalecerá o teu coração; espera, pois, no Senhor.
Salmos 27:13-14

Logo que Garotão teve o diagnóstico, ele foi bem encaminhado em todas as terapias, tanto que no ano passado, ele estava super bem acompanhado... E, estávamos achando que estava tudo bem, e que era só continuar...
Puxa, como estava enganada...

O tempo vai passando e algumas coisas vão mudando... Estávamos com uma fono que gostávamos muito. Mas, aí, ela passou em um concurso e foi embora. E, não conseguimos nos ‘acertar’ com a nova fono que entrou no lugar... Não que ela fosse ruim, só não nos acertamos.

Além disso, a dificuldade de fazer tarefas como usar tesoura, lápis, e ainda, a falta de noção de força e espaço (principalmente para se aproximar da irmãzinha) nos fez perceber que um Terapeuta Ocupacional faria muito bem para o nosso Garotão.
Então, fomos procurar esses profissionais por aqui.
E, recomeçamos a saga.

Não é fácil encontrar um profissional que tenha experiência em autismo... e vimos que a primeira fono foi apenas uma forma de Deus nos mostrar que Ele estava cuidando de nós. E, depois que ela foi embora, nos juntamos para buscar esses novos profissionais.
Fono temos bastante por aqui, mas especializado em autismo, são poucos. E, a minha surpresa foi em encontrar poucos terapeutas ocupacionais... Então, foi quase um mês ligando, ligando, ligando... e ouvindo apenas: “não trabalhamos com autismo”.

Mas, um dia, vimos uma clínica na lista de convênio do meu marido. Não demos muita atenção, porque nosso foco era nossa cidade, algo perto da gente. Essa clínica fica na capital. Ligamos. E, a surpresa: tinha profissional com experiência em autismo! Então, tentamos marcar: não, não tinha vagas!

Ficamos muito tristes! Meu marido ligou para o programa de atenção especial da empresa dele e a assistente social tentou entrar em contato com a clínica e nós fomos visitar a clínica.

Que linda!!! Num pequeno espaço, a clínica tem hidro, equoterapia, enfim, pra mim, era um sonho... E, quem nos recepcionou foi a dona da clínica, que é um doce de pessoa!
Não preciso dizer o quanto fomos cativados, né? A dona da clínica nos deu todos os caminhos para começarmos a buscar a autorização do plano e a busca por um horário. E, por uma coisa de Deus, o próprio programa de apoio especial também entrou em contato conosco para nos ajudar nessa busca.

Resumindo: em setembro, já estamos agendados para a primeira consulta de avaliação e encaminhamento para a equipe multidisciplinar!

Tudo é tão diferente quando Deus está à frente!!!

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Lutas, Lutas e Lutas


Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.
João 16:33
Sei que estou sumida há muito tempo...
Sinto muitas saudades de passar por esse cantinho, conversar sobre as coisas que andam rolando por aqui... mas as lutas estão cada vez maiores... e, quanto maior a luta, maiores as vitórias, certo?
Mas ainda estamos em períodos de lutas: a princesinha ficou internada, o Garotão passou por altos e baixos, estamos trocando de horários e terapeutas, estamos mudando de igreja e eu acredito que esteja passando por um período depressivo. Até vou começar psicoterapia!
Mas, não desistiremos nunca!
Estou trabalhando no relato do período de internação da pequena, porque aprendi muito naqueles dias no hospital. Vou contar todo o processo de troca de terapeutas e a última consulta com a neuropediatra. Também vou contar o processo de desfralde do Garotão (pois é... o Garotão não usa mais fraldas!) e os marcos de desenvolvimento alcançado pela princesa.
E, claro, não vou esquecer de postar as pérolas e as cenas de amor dessa minha dupla incrível e especial.
Um grande abraço a todos que não deixaram de passar, não deixaram de acompanhar e ainda torcem por nós!

Um beijo!!!