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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

35 semanas: Em busca do Parto Normal



E o rei do Egito falou às parteiras das hebréias (das quais o nome de uma era Sifrá, e o da outra Puá),
E disse: Quando ajudardes a dar à luz às hebréias, e as virdes sobre os assentos, se for filho, matai-o; mas se for filha, então viva.
As parteiras, porém, temeram a Deus e não fizeram como o rei do Egito lhes dissera, antes conservavam os meninos com vida.
Então o rei do Egito chamou as parteiras e disse-lhes: Por que fizestes isto, deixando os meninos com vida?
E as parteiras disseram a Faraó: É que as mulheres hebréias não são como as egípcias; porque são vivas, e já têm dado à luz antes que a parteira venha a elas.
Portanto Deus fez bem às parteiras. E o povo se aumentou, e se fortaleceu muito.
E aconteceu que, como as parteiras temeram a Deus, ele estabeleceu-lhes casas 
Êxodo 1:15-21

Estamos na reta final da Gravidez. São 35 semanas... faltam 7 (é, eu conto 42 semanas de gravidez). E, sonho muito com um parto normal.

Em meio a tanta manifestação por doulas, médicos e obstetras humanizados, eu me sinto perdida. Perdida porque além de quase não se ter apoio para um Parto Normal (PN), parece que ao ver as estatísticas, o PN é quase uma raridade. Vi numa pesquisa que, em hospitais particulares, a incidência de cesáreas pode chegar a 90%! Como assim? Será que o problema é que a mulher não quer ou não pode parir? E, o pior: porque nem todas que queremos PN, podemos ter a certeza que a nossa cesárea se tiver que ser, será necessária?

Já ouvi e li muito que se eu quiser ter um PN terei que investir em um GO reconhecidamente humanizado e em uma doula (Durante a gestação, fornecem informações baseadas em evidências científicas para evitar cesáreas indesejadas ou desnecessárias, proporcionar uma experiência positiva de parto e reforçar o vínculo mãe/bebê. São figuras importantes na retomada do parto fisiológico, natural, humanizado - http://pt.wikipedia.org/wiki/Doula).


E agora, se isso não é possível? Será que a mulher que não pode ter uma doula e um GO humanizado será obrigada a se submeter às cesáreas desnecessárias (do tipo, inventa-se qualquer motivo pra mandar pra ‘faca’)? 

Eu queria mesmo uma doula, mas queria uma doula serva de Deus. Tipo, que estará me lembrando que o Senhor estará no controle. A maioria dos discursos em torno do PN são em cima do fato de que ‘eu vou conseguir se eu me empoderar’. Mas, para mim, Serva do Deus Altíssimo, antes de me ‘empoderar’, minha vida (e a da minha filha) está nas mãos dEle. Sei que o Senhor quer o melhor para nós e que esse melhor não é necessariamente o que sonhamos ou pedimos. Além do mais, nem sempre saberemos entender na hora porque esse é o melhor, e não aquilo que todos achem realmente o melhor. Na hora do parto, preciso de alguém que me relembre as promessas do Senhor, e não que ‘eu sou capaz’, mas quero ouvir alguém que diga: ‘o Senhor é contigo’. Quero uma doula como Sifrá e Puá.

Enquanto eu não decido sobre isso, me dei uma tarefa: buscar textos bíblicos que sirvam de arrimo para essa grande hora, seja o que for. E, para essa espera e essa angústia de que se terei ou não um PN eu parafraseei um versículo de um salmo. O versículo diz assim:

Mas pra mim, estou usando essa versão:
Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do SENHOR nosso Deus.
Salmos 20:7
“Uns confiam em médicos, outros em parteiras e outros em doulas, mas nós faremos menção do nome do Senhor nosso Deus”. Que tal?



quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A questão do parto



Mas tu és o que me tiraste do ventre; fizeste-me confiar, estando aos seios de minha mãe. 
Salmos 22:9

Hoje eu tive consulta mensal com a obstetra. Fui perguntar pra ela qual seria o limite que a nossa Mensageira (23 semanas 5 dias) estaria chegando, porque na gravidez do nosso Garotão, há 3 anos e meio atrás, eu fiquei na expectativa que o nosso Garotão chegaria antes da DPP. E, quanto mais o tempo passava, mais nervosa, triste eu ficava. E ainda mais, que eu esperava um parto normal, e mesmo tendo ficado naquela expectativa, acabei fazendo uma cesariana.

Então, a GO (ginecologista/obstetra) disse que levaria até 41 semanas, mas que poderia prorrogar se os exames estivessem tudo certinho. Achei que o papo estivesse encerrado, quando ela perguntou: “O que te disseram que te deixou tão triste?”

Aí, desabafei. Disse que sentia muito frustrada por não ter conseguido que o Garotão nascesse de parto normal. Que estava com grande medo de não conseguir de novo, de ficar na expectativa, enfim, desabafei. Então, a médica falou um bocado de coisas, de novo o papo de que tem coisas que nós não podemos definir, que tem coisa que só Deus pode definir.

Achei que esse papo fosse resolver a minha vida, ou fosse ficar mais tranquila em relação ao parto... mas, muito pelo contrário. Praticamente entrei em depressão. Chorei no carro, cheguei em casa bem deprimida. Tanto que meu marido disse que se alguém nos visse chegando, sabendo que fomos ao médico ver o neném, iria dizer que tínhamos péssimas notícias.

Subi pro nosso apartamento, fui direto pro quarto, deitei e chorei. Como é que a via de parto podia interferir tanto na minha vida, interferir tanto nas minhas emoções? Tudo que eu vejo sobre PN mexe demais comigo. Eu choro, eu me deprimo. Eu achei que já estava tratada dessa ‘cesárea’.

Então, meu esposo deitou comigo, começou a me ouvir. Então, peguei um livro (vou falar depois sobre ele) que o pastor me emprestou “O que esperar de Deus na Gravidez” e abri no devocional que tinha o versículo que abro esse post.

Mostrei pro meu esposo o que vem me atormentando desde que descobri que estava grávida. Quem trouxe o meu filho ao mundo não foi o médico, foi Deus. Quem vai trazer a minha princesa ao mundo não será o médico, não sou eu. Será novamente Deus. A minha médica disse que o que eu quero é dar uma de Deus. O que eu posso definir sobre o meu parto é se vou enfrentar a dor, que vou lutar assim que entrar em TP, e não vou desistir. Não posso definir a saúde do bebê,não posso definir se entro ou não em TP, não posso definir a posição do bebê... Tem coisas que não dependem de mim. Dependem de Deus.
E, porque não entrego isso para Deus? Porque não consigo confiar que Ele vai fazer o melhor? Preciso aprender a confiar, tanto a minha alma, como a via de parto da minha princesa.

Para encerrar, vou escrever o que a Cathy Hickling escreveu sobre esse texto:
“Quando medito sobre este versículo, posso visualizar o Senhor gentilmente trazendo meu bebê a este mundo. Suas mãos oferecem uma bênção e uma unção ao nascimento desta criança. Seu Espírito descansa sobre o bebê desde seu primeiro fôlego de vida, atraindo a segui-lo.
Este versículo também me assegura que o bebê não vai nascer nem cedo nem tarde. Se o próprio Deus o trará para fora do útero, a hora será perfeita.”
Oração: “Pai, obrigada por tua Palavra e pelos exemplos que ela contém, nos quais posso me agarrar e meditar. Confio que o Senhor estará com esta criança na hora do nascimento, retirando-a de meu útero na hora certa. Oro para que ela venha a confiar em ti desde seu primeiro fôlego de vida.”

Preciso de uma fé assim..