Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador parto normal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador parto normal. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Relato do Parto da Princesa



Depois de quase quinze dias, estou de volta ao blog! Temos tantas novidades para contar, afinal, a chegada de uma Princesa mexe com todo um castelo, não é?
Mas, eu quero contar primeiro como foi toda a chegada da princesa. Quero contar todo o processo de reta final, pois quero que muito mais que um relato, quero que mamães que estejam em busca de um Parto Normal (PN) possam se identificar e até mesmo tirar suas dúvidas.
E, vou deixar o versículo que me guiou em toda a reta final, que me deu forças... e não só o versículo, mas também a minha paráfrase. Deus fez valer a promessa dEle em nossas vidas (clique aquipra ver como Deus falou conosco)

“Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do SENHOR nosso Deus.”
Salmos 20:7

Minha paráfrase:
“Uns confiam em médicos, outros em parteiras e outros em doulas, mas nós faremos menção do nome do Senhor nosso Deus”.

Todo o processo da preparação do parto começou com 39 semanas. Marido chegou quando fiz 38s5d e aí, começamos a liberar um corrimento tipo clara de ovo. Na sexta, quando completamos 39 semanas, perdi algo tipo cola, de cor amarronzada. Na consulta seguinte, contei pra GO e ela falou que era o ‘sinal marrom’ e eu estava com 1cm de dilatação.
Quando completamos 40 semanas, na madrugada de sexta pra sábado, acordei de noite sentindo que estava perdendo algo líquido. Levantei e não senti cheiro de urina. Coloquei um absorvente pra ter ideia de quanto estava perdendo. Quando foi seis da manhã, liguei pra minha GO e fomos para o pronto socorro. Chegando lá, a médica não identificou perda de líquido, mas disse que havia a possibilidade de perda pequena, pois a Princesa estava muito baixa, podia estar ‘rolhando’, levando a perda pequena, eu estava com 2cm de dilatação. Fizemos ultrason, que não acusou perda, mas identificou que a placenta estava ainda em grau II, o que, segundo a GO, estava meio que ‘bloqueando’ o Trabalho de Parto (TP).

A única notícia ruim dessa consulta de emergência foi a pressão que começou a subir. Estava 14/10. A médica me indicou repouso pois não queria entrar com medicação.
Ficamos até a consulta de 4ª. Feira (40s5d) nessa perda esquisita. Eu estava com medo de estar perdendo mesmo líquido, aos poucos. Na consulta, a GO também ficou em dúvida em relação à perda e pediu para que eu fizesse uma ultra no dia seguinte, porque o que estava sendo eliminado só seria visualizado diferença se tivesse um tempo entre uma e outra ultrason. Então, marcamos a ultra pra quinta feira. Nesse dia, dilatação de 2,5cm. Mas, também falou algo que me deixou muito feliz: marcou a cesárea para o dia 26, que foi além do tempo que ela deu pro meu filho: 41 semanas e 5 dias! Eu estava certa que ela estava fazendo tudo para que o PN acontecesse!

Apesar disso, passei a quarta feira bem deprimida, com medo do volume do líquido estar muito baixo e ter que recorrer a uma cesárea. Chegamos em casa na quarta, marido e eu oramos e entregamos novamente ao Senhor. Na quinta de manhã, acordei às 5h bem deprimida e Papai do Céu nos deu uma música... Eu chorava toda vez que ouvia, porque a música me convidava a confiar... Devia ser fácil, né? Mas, aí, mergulhei de cabeça no Amor de Deus e guardei essa música:

“Quando eu não entender, quando eu não o ver, nem sua mão perceber... Confiarei!”

E, aí, entreguei tanto o parto (de vez!) e também o Congresso – Contei pra vocês que eu estava junto com tudo isso organizando um Congresso Estadual de Jovens? Pois é... estava!
 Fomos a ultrason na quinta e tivemos uma boa surpresa: o líquido estava bom, a placenta ainda grau II (e a médica disse que a neném ainda aguentaria mais uma semana). E, também um beijinho e um sorriso da princesa.

Saímos da ultra e fomos resolver um bocado de coisas relacionadas ao congresso de JCA que aconteceria no sábado. Meu marido me deixou na casa dos meus pais (no caminho, ele bateu o carro num meio fio muito alto, e eu dei um pulo e levamos um grande susto) e foi pegar o carro da União Feminina no escritório. Meu pai foi buscar o meu filho na escola.
Às 17h fui ao banheiro e, o absorvente estava rosa. Esperei um tempo pra ver o que estava saindo exatamente e vi sangue. Dei mais um tempo pra ver se escorria ou se era alguma gosma. Fiquei preocupada e liguei pra GO. A médica mandou que eu fosse imediatamente pro pronto socorro, onde iríamos nos encontrar. Meu maior medo era que o sangue fosse por causa da batida que o meu marido deu com o carro. Mas, aí, veio a situação: como? Meu marido na rua e meu pai com o meu filho voltando da escola... liguei pro meu marido e mandei ele ir direto pro hospital. Minha  mãe ligou pro meu pai e mandou ele vir rapidinho pra casa pra me levar pro hospital... Fomos pro hospital, e meu marido já estava lá. A GO chegou, fomos pro consultório e... 3cm de dilatação e contrações a cada 5 minutos. A GO falou que o Trabalho de Parto (TP) já havia se iniciado e que aquele sangue era o ‘Sinal Vermelho’!!!

Mesmo assim, ela me mandou pra casa, dizendo que eu poderia ter um TP de até 20h, já que era o meu primeiro parto. Me falou pra ir pra casa, curtir o Garotão, colocá-lo para dormir, arrumar as coisas, contar as contrações e ligar pra ela por volta das 21h pra gente ir conversando. Voltamos pra casa com tranquilidade, e tentando contar contração (minhas contrações ainda estavam indolores. Na consulta a GO foi me mostrando para que eu pudesse identificar pra contar... mas eu sentir? Necas!). Voltei pra casa da minha mãe pra comer, cuidar do Garotão, botá-lo pra dormir e montar as bolsas para o Congresso de JCA. Às 21h, liguei pra GO e falei com ela que as contrações estavam em média a cada 10 minutos. Ela então disse que eu podia ficar tranquila curtindo a família, e que era pra ligar pra ela quando as contrações novamente engrenassem a cada 5 minutos.
Ficamos então o resto da noite montando bolsa, rindo, brincando a família toda: eu, marido, Garotão, meu pai, minha mãe, minha irmã, meu irmão e minha cunhada. Coloquei o Garotão pra dormir e disse que ia buscar a Emanuelle e que a gente se veria no dia seguinte. Voltei pra sala e voltamos a montar as bolsas. Quando chegou por volta das 22h30, minha GO me ligou pra me monitorar. Ainda contrações a cada 10 minutos, indolores e ela disse que o fixo e o cel estavam na cabeceira da cama dela. Foi desligar o telefone que as contrações começaram a ficar dolorosas. A dor vinha nas costas, como cólica menstrual, só que umas 10x mais forte e a barriga endurecia. Se antes eu contava com o endurecimento da barriga, depois eu passei a contar pelas dores mesmo... Então, enquanto colocava as coisas dentro das bolsas do Congresso, eu me abaixava, resmungava um pouquinho e todo mundo me olhava e ria... foi muito divertido!

Por volta das 23h30 eu não estava mais aguentando ficar na casa dos meus pais. Pedi meu marido pra me levar pra casa pra tomar um banho quente. Foi chegar em casa que as contrações engrenaram a cada 5 minutos. A minha GO pediu pra que eu ligasse se ficasse 1h assim. Mas, eu estava com bastante dor, mesmo embaixo do chuveiro quente e liguei pra GO, por volta de meia 0h45m.  Chegamos no hospital, 1h da manhã. Tinha um pai entrando com uma bolsa rosa logo na nossa frente. Fiquei triste porque achei que ia ficar sem a sala de parto humanizado... mas descobrimos que a menina teve que ir pra cesárea porque a bolsa rompeu com mecônio.

Então, entrei pra consultar já na sala de parto (1h da manhã). Médica olhou: 4cm de dilatação e falou com marido pra encaminhar a papelada da internação.
Até aí, estava tudo super divertido. A parte da internação foi a parte chata. Eu não poderia ficar lá dentro sem que a papelada do plano de saúde liberasse. Eu até podia ficar na recepção do plantão obstétrico, mas não queria ficar longe do meu marido. Fiquei então lá na recepção central por 1h30, esperando para liberarem a internação. Nesse meio tempo, chegou mais uma gravidinha que teve que procurar outro hospital porque não tinha mais vaga (nós pegamos o último quarto! Coisa de Deus!). E durante essa espera, minhas contrações já tinham engrenado pra 3 a 2 minutos e estavam muito dolorosas. Dureza foi ficar ouvindo a atendente: “você não pode beber água! Vai passar mal com a anestesia!” “Se sua GO sabia que você ia ganhar hoje, (oi???) porque ela não fez a pré internação?” ô vontade de voar no pescoço!

Quando liberaram pra gente entrar (2h30 da manhã), voltei pra sala de parto, 5cm pra 6cm de dilatação, e a GO me ofereceu analgesia. Aceitei na hora. Acho que se eu não tivesse ficado na recepção e tivesse ido pro chuveiro ou pra banheira, teria me ajudado bastante a encarar, mas ter ficado lá fora, atrapalhou muito. Fiz a analgesia e passei mal, quase desmaiei. Então, tive que entrar no soro. Logo depois da analgesia, 8cm de dilatação e a bolsa rompeu. A analgesia não cortou a dor, simplesmente reduziu a ponto de poder conseguir respirar entre as contrações (eu nem isso tava conseguindo).

Durante as contrações, a GO ia acompanhando os batimentos da Princesa... Ela estava inicialmente com o dorso à direita, e a GO tinha explicado no consultório que o TP poderia ser mais demorado porque a neném ainda teria que virar para a esquerda antes de descer. E, durante o TP e o acompanhamento dos batimentos cardíacos, ela ia falando: “Olha que lindo! Ela já está virando! Já está de costas! Já está chegando com as costinhas pra esquerda!” Era emocionante ouvir esses detalhes tão fofos!

Aí, a GO foi perguntando o que eu estava sentindo e identificou o momento do ‘puxo’. Foi massa! Mas, eu não conseguia me concentrar o suficiente para fazer a força do ‘puxo’. Aí eu disse que estava com vontade de fazer ‘cocô’ e ela disse: ‘se é isso que você tá com vontade, faz isso então!’ Fiz, e parei pra respirar e a neném voltou. Ela me disse pra tentar não respirar quando a vontade viesse de novo. E aí, me concentrei e fui lá pra partolândia... 

Ela anunciou que a neném estava saindo a cabeça. A GO ia dizendo: “Ela tá vindo, olha que lindo! Estou vendo o cabelinho! É muito lindo!” A impressão era que ela estava vendo um primeiro milagre, e não um parto entre muitos que ela já fez.
Então, me levantei pra ver e consegui ver o corpinho dela saindo também... que imagem linda ficou na minha cabeça. O enfermeiro anunciou: 4h26. Não pude pegá-la imediatamente porque o cordão era curto demais. Cortaram o cordão e colocaram ela no meu colo... Que coisa mais linda, mais gostosa... Eu vivi tudo! Eu senti (quase) tudo! Foi mágico, foi incrível, foi lindo! Infelizmente a pediatra pegou para fazer as  intervenções, alegou que a neném estava com desconforto. Nesse meio tempo, a GO contou que a neném veio com a mão na frente e saiu rasgando um bocado e que ela teria que costurar. A neném foi pro bercinho pra aquecer e depois, ela voltou pra mamar... Ai, que delícia, conseguir pegar a neném e amamentar! Poder olhar, mexer, segurar! Depois, que ela estava de pancinha cheia, e com a pega perfeita, marido foi com ela pro banho e chegou o meu lanche! Eu estava cansada e faminta! Comi com grande apetite, uma hora após o parto. Logo a neném chegou e fiquei de dengo com ela... só esperando a hora que as enfermeiras viriam pra me dar banho...

O banho foi tenso, a pressão caiu e quase desmaiei. Mas dor? Necas! Fui pro quarto de cadeira de rodas por causa da pressão, mas quando a minha irmã chegou eu já estava até andando... isso era nem 8h da manhã.
Não foi um parto natural humanizado, mas foi o meu parto. Teve intervenções? Sim, mas tudo me foi perguntado e explicado. Infelizmente, o hospital que eu tive a Princesa tinha um quarto humanizado, mas a equipe não estava preparada pra esse tipo de parto. Não usei nada no quarto por causa do tempo que fiquei lá fora e por causa da evolução rápida da dilatação (pra mim foi rápida. Minha GO falou que eu podia ir até as 15h!). Estou feliz de ter vivido, de ter conhecido a dor do parto, e principalmente de ter podido parir!!!! Parir é lindo demais!!!
Ah, essa é a Princesa!



segunda-feira, 25 de março de 2013

E a Princesa chegou!!!

Emanuelle chegou sexta, 22 de março de 2013, as 4h29 da manha... De PN!!
Nasceu com 3,385kg e 46cm. Linda!!!
Um beijo!!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

35 semanas: Em busca do Parto Normal



E o rei do Egito falou às parteiras das hebréias (das quais o nome de uma era Sifrá, e o da outra Puá),
E disse: Quando ajudardes a dar à luz às hebréias, e as virdes sobre os assentos, se for filho, matai-o; mas se for filha, então viva.
As parteiras, porém, temeram a Deus e não fizeram como o rei do Egito lhes dissera, antes conservavam os meninos com vida.
Então o rei do Egito chamou as parteiras e disse-lhes: Por que fizestes isto, deixando os meninos com vida?
E as parteiras disseram a Faraó: É que as mulheres hebréias não são como as egípcias; porque são vivas, e já têm dado à luz antes que a parteira venha a elas.
Portanto Deus fez bem às parteiras. E o povo se aumentou, e se fortaleceu muito.
E aconteceu que, como as parteiras temeram a Deus, ele estabeleceu-lhes casas 
Êxodo 1:15-21

Estamos na reta final da Gravidez. São 35 semanas... faltam 7 (é, eu conto 42 semanas de gravidez). E, sonho muito com um parto normal.

Em meio a tanta manifestação por doulas, médicos e obstetras humanizados, eu me sinto perdida. Perdida porque além de quase não se ter apoio para um Parto Normal (PN), parece que ao ver as estatísticas, o PN é quase uma raridade. Vi numa pesquisa que, em hospitais particulares, a incidência de cesáreas pode chegar a 90%! Como assim? Será que o problema é que a mulher não quer ou não pode parir? E, o pior: porque nem todas que queremos PN, podemos ter a certeza que a nossa cesárea se tiver que ser, será necessária?

Já ouvi e li muito que se eu quiser ter um PN terei que investir em um GO reconhecidamente humanizado e em uma doula (Durante a gestação, fornecem informações baseadas em evidências científicas para evitar cesáreas indesejadas ou desnecessárias, proporcionar uma experiência positiva de parto e reforçar o vínculo mãe/bebê. São figuras importantes na retomada do parto fisiológico, natural, humanizado - http://pt.wikipedia.org/wiki/Doula).


E agora, se isso não é possível? Será que a mulher que não pode ter uma doula e um GO humanizado será obrigada a se submeter às cesáreas desnecessárias (do tipo, inventa-se qualquer motivo pra mandar pra ‘faca’)? 

Eu queria mesmo uma doula, mas queria uma doula serva de Deus. Tipo, que estará me lembrando que o Senhor estará no controle. A maioria dos discursos em torno do PN são em cima do fato de que ‘eu vou conseguir se eu me empoderar’. Mas, para mim, Serva do Deus Altíssimo, antes de me ‘empoderar’, minha vida (e a da minha filha) está nas mãos dEle. Sei que o Senhor quer o melhor para nós e que esse melhor não é necessariamente o que sonhamos ou pedimos. Além do mais, nem sempre saberemos entender na hora porque esse é o melhor, e não aquilo que todos achem realmente o melhor. Na hora do parto, preciso de alguém que me relembre as promessas do Senhor, e não que ‘eu sou capaz’, mas quero ouvir alguém que diga: ‘o Senhor é contigo’. Quero uma doula como Sifrá e Puá.

Enquanto eu não decido sobre isso, me dei uma tarefa: buscar textos bíblicos que sirvam de arrimo para essa grande hora, seja o que for. E, para essa espera e essa angústia de que se terei ou não um PN eu parafraseei um versículo de um salmo. O versículo diz assim:

Mas pra mim, estou usando essa versão:
Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do SENHOR nosso Deus.
Salmos 20:7
“Uns confiam em médicos, outros em parteiras e outros em doulas, mas nós faremos menção do nome do Senhor nosso Deus”. Que tal?



quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A questão do parto



Mas tu és o que me tiraste do ventre; fizeste-me confiar, estando aos seios de minha mãe. 
Salmos 22:9

Hoje eu tive consulta mensal com a obstetra. Fui perguntar pra ela qual seria o limite que a nossa Mensageira (23 semanas 5 dias) estaria chegando, porque na gravidez do nosso Garotão, há 3 anos e meio atrás, eu fiquei na expectativa que o nosso Garotão chegaria antes da DPP. E, quanto mais o tempo passava, mais nervosa, triste eu ficava. E ainda mais, que eu esperava um parto normal, e mesmo tendo ficado naquela expectativa, acabei fazendo uma cesariana.

Então, a GO (ginecologista/obstetra) disse que levaria até 41 semanas, mas que poderia prorrogar se os exames estivessem tudo certinho. Achei que o papo estivesse encerrado, quando ela perguntou: “O que te disseram que te deixou tão triste?”

Aí, desabafei. Disse que sentia muito frustrada por não ter conseguido que o Garotão nascesse de parto normal. Que estava com grande medo de não conseguir de novo, de ficar na expectativa, enfim, desabafei. Então, a médica falou um bocado de coisas, de novo o papo de que tem coisas que nós não podemos definir, que tem coisa que só Deus pode definir.

Achei que esse papo fosse resolver a minha vida, ou fosse ficar mais tranquila em relação ao parto... mas, muito pelo contrário. Praticamente entrei em depressão. Chorei no carro, cheguei em casa bem deprimida. Tanto que meu marido disse que se alguém nos visse chegando, sabendo que fomos ao médico ver o neném, iria dizer que tínhamos péssimas notícias.

Subi pro nosso apartamento, fui direto pro quarto, deitei e chorei. Como é que a via de parto podia interferir tanto na minha vida, interferir tanto nas minhas emoções? Tudo que eu vejo sobre PN mexe demais comigo. Eu choro, eu me deprimo. Eu achei que já estava tratada dessa ‘cesárea’.

Então, meu esposo deitou comigo, começou a me ouvir. Então, peguei um livro (vou falar depois sobre ele) que o pastor me emprestou “O que esperar de Deus na Gravidez” e abri no devocional que tinha o versículo que abro esse post.

Mostrei pro meu esposo o que vem me atormentando desde que descobri que estava grávida. Quem trouxe o meu filho ao mundo não foi o médico, foi Deus. Quem vai trazer a minha princesa ao mundo não será o médico, não sou eu. Será novamente Deus. A minha médica disse que o que eu quero é dar uma de Deus. O que eu posso definir sobre o meu parto é se vou enfrentar a dor, que vou lutar assim que entrar em TP, e não vou desistir. Não posso definir a saúde do bebê,não posso definir se entro ou não em TP, não posso definir a posição do bebê... Tem coisas que não dependem de mim. Dependem de Deus.
E, porque não entrego isso para Deus? Porque não consigo confiar que Ele vai fazer o melhor? Preciso aprender a confiar, tanto a minha alma, como a via de parto da minha princesa.

Para encerrar, vou escrever o que a Cathy Hickling escreveu sobre esse texto:
“Quando medito sobre este versículo, posso visualizar o Senhor gentilmente trazendo meu bebê a este mundo. Suas mãos oferecem uma bênção e uma unção ao nascimento desta criança. Seu Espírito descansa sobre o bebê desde seu primeiro fôlego de vida, atraindo a segui-lo.
Este versículo também me assegura que o bebê não vai nascer nem cedo nem tarde. Se o próprio Deus o trará para fora do útero, a hora será perfeita.”
Oração: “Pai, obrigada por tua Palavra e pelos exemplos que ela contém, nos quais posso me agarrar e meditar. Confio que o Senhor estará com esta criança na hora do nascimento, retirando-a de meu útero na hora certa. Oro para que ela venha a confiar em ti desde seu primeiro fôlego de vida.”

Preciso de uma fé assim..