E
os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus
pais, para que nascesse cego?
Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus.
Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.
João 9:2-4
Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus.
Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.
João 9:2-4
Ontem aconteceu
algo que me deixou muito triste. Fiquei tão triste que chorei a manhã toda,
praticamente. Me senti como a pior das mães. Me senti como se tudo que está
acontecendo fosse culpa minha. Ontem foi dia de atendimento pedagógico
especializado do meu filho. Gosto demais da professora dele. Nosso Garotão
(3anos e 4 meses) tem aprendido muito e tem progredido bastante também. E,
ontem, tinha uma funcionária da secretaria municipal de educação que veio
conversar com a gente. Achei que fosse dar alguma informação importante, mas a
conversa girou em torno da validade ou não do diagnóstico do meu filho.
Foi uma conversa
muito estranha. O tempo todo a
funcionária da secretaria reforçando os pontos positivos do meu filho (beijos,
abraços, respostas) não como vitórias, mas como indicativos de que o meu filho
jamais poderia estar no espectro autista. Então, eu reforcei que o nosso
objetivo é que ele realmente não seja mais classificado como autista, que ele
alcance um desenvolvimento tal que suas características autísticas sejam apenas
traços, e não características que venham a atrapalhar o seu futuro.
E, para
complementar ela disse algumas coisas que me magoaram profundamente:
- Que uma criança
autista nunca deixa de sê-lo (se isso é verdade, porque então estamos lutando
pelo diagnóstico precoce e tratamento intensivo?). Eu repliquei: para alguns
autores, não.
- Que a neuro deu
o laudo por causa da nossa ansiedade. Quando chegamos com os dados ela deu o
laudo baseada na nossa ansiedade e naquilo que apresentamos. (me senti
completamente culpada nessa hora).
Realmente, o autismo
é caracterizado como algo incurável. Mas, vamos ficar esperando sentados? Será que,
diante das dificuldades e das diferenças que nossos filhos apresentam, devemos
ficar esperando para ver no que dá?
Fiquei pensando
muito... a impressão que eu tive depois da conversa com essa funcionária era
que eu deveria ter ficado sentada, esperando até uns seis anos, quando as
manifestações, a interação social e a fala permanecessem no mesmo estado que
estavam a um ano atrás, para só então fazer intervenção, né? Quando talvez
fosse tarde demais.
Fico triste em ver
profissionais que deveriam ler, se atualizar, verificar a diferença que se faz
quando se tem uma intervenção imediata, incisiva e com metodologias
diferenciadas.
E, o mais
importante: gostaria que ela percebesse que há um Deus que é maior que tudo,
que pode curar. Um Deus que abre portas. Um Deus que muda tudo!
As pessoas que nos
conhecem , que acompanham a nossa vida tem visto o que Deus tem feito. Viram
como o nosso Garotão era. E, agora veem a diferença que tem feito.
Enquanto os
profissionais continuarem achando que não há futuro, não haverá investimento em
solução.
Eu vou continuar
trabalhando. Para o meu filho, ainda é dia. Papai do Céu tem muito, muito,
muito o que fazer em nossas vidas e eu estou disposta a aprender muito com Ele.